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Maconha, modo de comercializar

César Maia analisa, em artigo na Folha de S. Paulo, o aspecto econômico da legalização da maconha que se pretende fazer no Brasil e que é dada como panacéia para conter o poder do tráfico além de esvaziar as prisões.

O artigo tem o título “E a venda da maconha?” Depois de demonstrar que a tese é impopular e que um eventual plebiscito levaria a um vexame, faz considerações divertidas sobre aspectos econômicos da questão. Alguns deles:

“Pelas leis de mercado, com um produto tão atrativo para setores de renda mais alta, vai valer a pena parar de produzir arroz e feijão e trocar por maconha. O incentivo às hortas comunitárias incluiria a maconha? E a publicidade?
Como a maconha paraguaia é mais atrativa, a de uso corrente deixaria de ser plantada a favor do tipo “skank”.
Diria Antonieta: se não têm pão, plantem maconha. Os pontos de venda seriam liberados? Quiosques em praias, supermercados, lojas especializadas, ambulantes, “MacConha”?”

6 Comentários

  1. Uma vez o Criador fulminou duas cidades Sodoma e Gomorra.
    Lá nada se aproveitava, tudo era lixo.
    Temos uma população sem auto determinação e os meios de comunicação de massa, interessados só no dinheiro, bem longe de fins altruístas, qualquer ação do governos nessa área é controle a imprensa.
    Que País é este?
    Porque não fazemos uma marcha por escolas de ensino integral, por escolas técnicas, pelo preparo continuado de professores, por institutos de pesquisas tecnológicas, etc…
    Deus não virá até nós para fazer o milagre, muito menos o capital estrangeiro, ninguém fará aquilo que nós mesmos temos que fazer.

  2. VLemainski-Cascavel Reply

    Causa-me surpresa que órgãos de comunicação deem tanta importância a algo tão desnecessário à vida de um ser humano, divulgando passeatas e fazendo apologia de algo que deprecia qualquer cidadão. Ou ser chamado de “maconheiro” já virou elogio?

  3. Esse artigo do Maia é coisa de quem quer aparecer às custas da maconha. Nota-se claramente que a maconha é uma inocente útil, até para quem não gosta dela, feito idiotas como o Cesar Maia.
    Dá muito bem para descriminalizar, liberalizar e produzir maconha de forma que todo o país ganhe:
    – produção de pesquisa de fármacos, fibras e óleos em institutos e laboratórios brasileiros como Embrapa, Emater, Iapar e outros.
    – produção por conta do estado em áreas de terras degradadas ou regiões como o famigerado de pobre Vale do Jequetinhonha; mediante concessão licitada para grupos privados, desde que envolvidos no custeio de pesquisa da maconha e todos os seus subprodutos (papel, celulose, fibras para cordas, tecidos, biodiesel, pomadas, óleos e comprimidos de uso farmac~eutico para pacientes de tratamentos de CÂNCER, por exemplo);
    – produção de maconha voltada especificamente (99%) para uso industrial, de fibras para celulose, papel, tecidos, etc;
    – apenas 1% produzida para consumo de usuários previamente cadastrados em banco de dados nacional, mediante termo de responsabilidade e depósito prévio, que terão direito a um produto com taxa de THC pré definida, regulamentada e fiscalizada. A aquisição pelo usuário deverá ser feita mediante agendamento, para retirada em local previamente definido, em agências do governo, preferencialmente organismos de saúde, na presença de autoridade policial.
    – a lei de legalização da maconha deverá regulamentar os valores para investimento/reinvestimenta da renda da produção de cânhamo para tratamentos de saúde de dependentes, investimento na área de segurança (armamento, sistemas inteligentes e contratação de pessoal), campanhas educativas, pesquisa científica, entre outros benefícios custos.

  4. ricardo crovador Reply

    E daí, Maia? Se liberarem vai dar para plantar até no quintal de casa. Tem medo de que? De perder a boquinha?

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