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Bernardo admite consultas a Pagot sobre obras no Paraná

Do Josias de Souza

Lançado no caldeirão em que negócios da pasta dos Transportes se misturam a propinas, Luiz Antonio Pagot, do Dnit, esforça-se para engrossar o caldo.

Pagot diz que, ministra, a própria Dilma Rousseff monitorava as obras rodoviárias desde a Casa Civil de Lula. Insinua que grão-petistas o assediavam.

Entre os nomes que o mandachuva do Dnit menciona com maior insistência está o do ministro petista Paulo Bernardo, ex-Planejamento, hoje Comunicações.

Procurado pela repórter Luíza Damé, Bernardo manifestou-se por e-mail. Admitiu:
Quando dirigia a pasta do Planejamento, requisitou de Pagot dados sobre o andamento de obras no seu Estado, o Paraná.
O mesmo Estado que mandou ao Senado, no ano passado, a mulher de Bernardo, Gleisi Hoffmann (PT), hoje chefe da Casa Civil de Dilma.

Bernardo negou, porém, que tenha dado ordens ao diretor-geral do Dnit: “Pagot não era meu subordinado…”
“…E servidor público obedece a ordens formais que ficam registradas no sistema do governo. No serviço público, fazemos apenas o que a lei determina”.
O ministro também negou que tenha contactado empreiteiras, como insinua Pagot tem seus diálogos privados.
“Pretendo responder respeitosamente às perguntas, mas exijo que me tratem com o mesmo respeito”.
Pagot falará no Congresso nesta semana. Na terça, estará no Senado. Na quarta, na Câmara. Resta aguardar, para ver quão respeitoso será com Paulo Bernardo.

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