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Marcha das Vadias: um protesto contra o estupro e a violência doméstica

Jadson André da Banda B

As mulheres cansaram de ser agredidas e resolveram escandalizar a sociedade em função disso. Os recorrentes casos de estupro, violência doméstica e contra crianças impulsionaram uma ação que começou no Canadá, com o nome “Slut Walk” – traduzido para o português como “Marcha das Vadias” – e já tomou as ruas de cidades em 20 países. A marcha, que chega a Curitiba e deve acontecer no próximo sábado (16), é uma nova versão dos movimentos feministas contra violência sexual; a diferença agora é que as mulheres resolveram chamar a atenção ainda mais, começando pelo slogan: “Não sou puta, não sou santa. Sou Livre”.

“O nome é acido, mas nós precisamos discutir essa acides. Vadia é um termo que veio da boca dos homens e nós precisamos desmistificá-lo. Tem maior apelo também, se fizéssemos uma passeata comum, o grito não teria a mesma força. As pessoas olham o termo e querem descobrir do que se trata, assim acabam tendo contado com as informações e abrem a cabeça”, explicou Ludmila Nascarella, atriz e produtora cultural que faz parte da organização do evento em Curitiba. O evento conta com mais de 10 mil pessoas confirmadas pelo Facebook.

De acordo com os organizadores, a cada 24 segundos uma mulher é agredida no Brasil. Mas o objetivo da marcha não é só levantar este alerta, a organização pretende abordar temas ligados ao abuso e violência contra crianças e os preconceitos sofridos pelas prostitutas – principais alvos de violência sexual – e homossexuais.

“Num caso de estupro, a mulher acaba levando parte da culpa sob o argumento de que ‘provocou’ o agressor devido a sua roupa ou seus gestos. Queremos uma educação que repudie o estupro ao invés de ensinar as mulheres se defenderem dele. Além disso, queremos mais liberdade para mulher exercer sua sexualidade sem preconceitos machistas”, salientou Ludmila.

O evento conta com a participação de vários órgãos do governo municipal e estadual, ligados principalmente a saúde e aos direitos humanos. Organizações não governamentais e outros movimentos sociais como o da Marcha da Liberdade de Expressão, também estão engrossando as fileiras da Marcha das Vadias.

Debate e passeata

A passeata de sábado tem saída programada para as 11h da manhã, do Passeio Público na capital. Nesta quinta-feira (14), a organização convocou entidades sociais e a imprensa para participar de um debate que será realizado na Reitoria da Universidade Federal do Paraná. Quem tiver interesse de participar do debate, que visa exatamente a desmistificação do termo “vadia”, além de discutir assuntos inerentes a proposta do movimento, pode comparece ao Anfiteatro 100, no edifício Dom Pedro I, rua General Carneiro nº 460, no centro de Curitiba. As discussões serão iniciadas a partir das 19h.

7 Comentários

  1. Em tempos de banalidade, realmente não há outra forma de chamar a atenção para assuntos que deveriam ser resolvidos por meio sanção estatal… A boa e velha melancia na cabeça parece ser aúnica maneira de fazer com quem alguém se importe com alguma coisa por aqui, mas há o risco da ridicularização da causa, o que infelizmente a tornaria ainda mais banal aos desatentos/desiludidos brasileiros. Quando vamos tratar assuntos sérios de forma séria???

  2. Ludmila Nascarella Responder

    Obrigada pelo apoio!
    Vamos tornar Curitiba uma cidade mais livre!
    Um inicio abençoado ao movimento do basta!
    A sociedade ensina “não seja estuprada” ao invés de “Não estupre”!
    Doçura á todos!
    Respeito!
    Ludmila

  3. Valete de Paus ♣ Responder

    MARCHA DAS “VADIAS”… CARAMBA!!!
    SE FILMAREM ESSA MARCHA VAI ACONTECER UMA EPIDÊMIA DE SEPARAÇÃO E DIVÓRCIOS, DO QUE EU CONHEÇO DE GENTE QUE DEVERIA EMPUNHAR ESSA BANDEIRA, TEM ATÉ MÃE DE COMPANHEIRO DE TRABALHO…HEHEHEHEHEHE…

  4. me orgulho dessas meninas….mães,,,,
    trabalhadoras….
    se despem e mostram suas feridas….ainda sangram…
    vamos todas juntas formar esta marcha mais humana…
    só pedem …AMOR e RESPEITO….
    tão pouco…e tão vital….
    Valkiria

  5. Caraca..cuidado com os termos usados…pra qualquer um, isso ai seria um encontro de rampeiras de beira de estrada…será que mulheres precisam mesmo desse tipo de marcha….usem a inteligencia pra conseguir as coisas, não é necessário se rebaixar tanto…

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