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Operação do Planalto funciona e diretor do Dnit poupa governo

Da Folha de S. Paulo

Em depoimento ontem no Senado, o diretor afastado do Dnit, Luiz Antonio Pagot, deixou de lado as ameaças feitas nos bastidores e evitou envolver outros ministros no escândalo de corrupção no Ministério dos Transportes, controlado pelo PR.
O tom do depoimento frustrou a oposição e foi comemorado pelo governo, que montou uma estratégia bem-sucedida para acalmá-lo.
Apesar de poupar os aliados, Pagot mandou recado de que não quer ser responsabilizado pelo escândalo.


Disse que todas as decisões do Dnit eram colegiadas e “corroboradas” inclusive pelo novo ministro Paulo Sérgio Passos, a quem citou ao menos cinco vezes.
Nos últimos dias, o Palácio do Planalto recrutou parlamentares e técnicos para convencê-lo a não verbalizar em público as ameaças que fazia nos bastidores.
Pagot havia procurado congressistas do PR ao longo da semana passada para avisar ao governo que não aceitaria ser abandonado.
A Folha apurou que, sem apresentar provas, ele ameaçou implicar dois ministros petistas em supostos pedidos para liberar obras: Paulo Bernardo (Comunicações), que comandou o Planejamento na gestão Lula, e sua mulher Gleisi Hoffmann (Casa Civil).
Ontem, negou ter feito a ameaça. “Não tem uma palavra dita por mim sobre o Paulo Bernardo”, disse.
Ao defender o petista, ele criticou a publicação de informações em “off” (sem identificar o autor) na imprensa e disse ter sido alvo de “invencionices e factoides”.
“Não tem uma palavra dita sobre o Paulo Bernardo. (…) A imprensa é prodígio na formação dessas enunciados.”

COMPANHEIRISMO
Sobre o novo ministro, que tomou posse ontem, Pagot disse: “A relação sempre foi de companheirismo e auxílio total em todas as reuniões. Alfredo [Nascimento] e Paulo Sérgio se alternaram no período que estou lá.”
Ele também voltou a citar o petista Hideraldo Caron, diretor de Infraestrutura Rodoviária, como um dos responsáveis por decisões do Dnit.
Questionado sobre reunião em que Dilma Rousseff teria dito que o ministério do PR estava sem controle e precisava de babá, respondeu que o estilo da presidente é “enérgico e veemente” e que ela nunca foi “omissa”.
Pagot chamou as acusações contra o Dnit de “factoides” e afirmou combater irregularidades no órgão.
Quando o senador Pedro Taques (PDT-MT) disse que o PR controlava o Ministério dos Transportes com métodos semelhantes aos da “máfia italiana”, ele sustentou que o PR não usou o partido para “cooptar ou buscar dinheiro para os seus cofres”.
Dez dias após ter seu afastamento anunciado pelo governo, junto a outros dirigentes da pasta, Pagot repetiu estar apenas “em férias”.
Em recompensa pelo “bom comportamento”, recebeu elogios de governistas. “Seu maior defeito é ser duro, firme. Eu sei do seu grau de exigência”, disse o senador Jorge Viana (PT-AC).
A oposição protestou. “Ficou claro que houve um entendimento entre as partes”, afirmou o líder do DEM, senador José Agripino (RN).
Hoje Pagot presta novo depoimento na Câmara.

(CATIA SEABRA, ANDREZA MATAIS, MÁRCIO FALCÃO E BRENO COSTA)

11 Comentários

  1. QUADRILHEIRO PROTEGENDO QUADRILHEIRO. ESSE É O (des)GOVERNO QUE INFELIZMENTE ELEGERAM PRA ESSE “Brazil” DO pt “partido do trambique”.

  2. Parreiras Rodrigues Responder

    Pergunto-me como se sentem os filhos de certas pessoas em seus colégios e suas mulheres nos salões, shoppings, clubes, etc.

    Como Rafael, o filho do banqueiro Cortês em Insensato Coração. Esse mesmo, aquele que apela para amizades em Brasília, compradas.

    Mais ou menos a vida real, mostrada na telinha. Caca, eco, argh!

  3. Pagaram o Pagot.

    Eu disse noutro Post: “Aposto que ele vai ficar em silêncio e por isso será perdoado pelo PT e então estará livre para curtir o $$$$$ que roubou”.

    Isso aí é o PT minha gente.

  4. . Dexter, esse é o novo jeito de governar … o JEITÃO PT …
    . Pregando ‘sempre’ a ÉTICA NA POLÍTICA’.

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