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Polícia pede prisão preventiva dos suspeitos do assassinato de Louise

Da Aen

Os três suspeitos de assassinar Louise Sayuri Maeda, 22 anos, em maio deste ano, tiveram suas prisões preventivas decretadas. Fabiana Perpétua de Oliveira, 20 anos, Márcia do Nascimento, 21, e Elvis de Souza, 20, permanecerão presos até que sejam condenados.

As prisões temporárias dos acusados venceriam na noite deste sábado (17), mas após a reconstituição do assassinato da estudante, a solicitação das prisões preventivas foi assinada e os três suspeitos retornaram às carceragens sem prazo para sair.

A reconstituição começou às 21h40 desta sexta-feira (15), na Avenida Cândido de Abreu, Centro Cívico, onde Louise despareceu. Lá, os policiais e peritos do Instituto de Criminalística (IC) puderam saber exatamente onde as moças entraram no carro de Elvis. De acordo com depoimentos dos suspeitos, eles seguiram para o bairro Campo do Santana, na região sul de Curitiba, para pegar buscar um amigo de Márcia e irem irem juntos a um barzinho.

No meio do caminho, Márcia simulou passar mal e, em uma ponte no final da Rua Nicola Pellanda, pediu para que Elvis parasse o veículo. Louise foi morta com dois tiros na cabeça e jogada no rio. A polícia e os peritos estiveram no local do crime, onde as versões dos três acusados foram ouvidas.

A polícia contou pouco com a ajuda de Elvis para a reconstituição. A versão dele foi encenada com base nos depoimentos. Nos interrogatórios, os três suspeitos confirmaram que Elvis fez o primeiro disparo. A partir daí, Fabiana e Márcia deram versões diferentes. Fabiana relatou que, quando ouviu o tiro, já estava dentro do carro, e que não colaborou com os comparsas para jogar Louise no rio. Ela disse que não ouviu o segundo disparo contra a estudante.

Já na versão de Márcia, que durante a simulação se alterou, e por alguns momentos se fazia passar por Fabiana, disse que a amiga teria ajudado a jogar o corpo de Louise no rio, porque a vítima era pesada. A suspeita, na reconstituição, não relata o segundo tiro, que, como consta na versão de Elvis, no inquérito, teria sido dado por ela.

O processo da reconstituição durou cerca de duas horas, e de acordo com o delegado Marcelo Lemos, a versão que Fabiana apresentou é a que mais se aproxima das informações contidas no inquérito policial. Já as versões dadas por Elvis e Márcia são inconsistentes e mentirosas conforme avaliação do policial.

No início da próxima semana a DVC vai divulgar a conclusão do inquérito, dando respostas sobre a motivação do crime, entre outras informações. Além dos policiais da DVC, participaram do evento a Polícia Militar, a Diretoria de Trânsito (Diretran), o Instituto de Criminalística e o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope).

O CRIME – Louise desapareceu na noite de 31 de maio, depois de sair do trabalho com Fabiana, para encontrar Márcia e Elvis. O corpo foi encontrado 17 dias depois, em uma área de cavas, no bairro Campo do Santana, já em decomposição.

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