Uncategorized

Dilma Rousseff: o recuo da inflação terá ‘pouso suave’

Do Josias de Souza
Num instante em que as manchetes estão monopolizadas por Valdemares e outros azares, Dilma Rousseff esforça-se para virar a página.

Recebeu no Planalto repórteres de cinco jornais. Falou por uma hora e meia. Discorreu sobre a conjuntura econômica.

No rastro da quinta elevação dos juros desde janeiro, anunciada a dois dias, disse que não deseja deter a inflação com o sacrifício do crescimento.

Acredita que está sendo criado “um quadro para a inflação sob controle”. Perguntou-se a ela se o índice convergirá para o centro da meta (4,5%) em 2012 ou 2013.

E Dilma: o governo optou por manter “a economia crescendo de forma consistente”, embora num ritmo menor do que em 2010.

A adoção de uma “política de convergência [da inflação para o centro da meta] de curtíssimo prazo teria um efeito danoso para a economia”, declarou.

Ficou entendido que a presidente se satisfaz com as previsões oficiais, que contemplam uma taxa de inflação pouco abaixo de 6% para 2011.

Dilma enfatizou: “Não queremos inflação sob controle com crescimento zero [do PIB]”.

Repisou: “Estamos fazendo o chamado pouso suave, com uma taxa de crescimento e de emprego adequadas para o país”.

Atribuiu o descolamento entre inflação e meta a problemas “conjunturais”. Entre eles o preço do etanol, já “minimizado”.

Durante a entrevista, não foram autorizadas fotos. Tampouco permitiu-se a presença de gravadores. Os convidados tiveram de tomar notas.

Dilma falou também sobre as encrencas econômicas alheias:

“Chova ou faça sol, estamos olhando os efeitos da crise na Europa e a questão do teto da dívida americana. Porque isso é de nossa responsabilidade”.

Ao menor sinal de “ameaça” para a economia brasileira, serão adotadas “medidas duras”, ela assegurou.

E quanto ao câmbio, o real sobrevalorizado? Dilma respondeu à indigação com outra interrogação:

“Você acha que a gente pode fazer alguma coisa se a gente não sabe se o pessoal está brincando na beira do abismo ou se já criou uma rede de proteção?”

A alusão à brincadeira na beirada do precipício foi dirigida aos EUA e à Europa.

Acha que o Tesouro americano levará os credores no beiço? Dilma classifica a hipótese como “uma coisa absurda”. E acrescenta: “Mas nunca se sabe.”

Em meio às dúvidas, prefere postergar eventuais deliberações sobre o câmbio:

“O mundo está andando de lado. Deixa ele andar um pouco para frente que a gente decide”.

Recordou-se na conversa um comentário do ministro Guido Mantega (Fazenda), que dissera perder o sono com a sobrevalorização do real.

E Dilma, entre risos: “É bom a gente não dormir. A gente fica alerta. O Guidinho de olhos abertos.”

De resto, a presidente confirmou que vai anunciar, em 2 de agosto, um lote de medidas para melhorar a competitividade dos exportadores pátrios.

Será, no dizer de Dilma, um “incentivo para a exportação de manufaturados”. Para o dia 9 de agosto, agendou uma “melhorada boa no supersimples.”

Trata-se, como se sabe, do sistema de tributação unificado, voltado às micro e pequenas empresas. Vai-se amplicar o programa.

“Na sequência”, disse Dilma, sem especificar datas, virá a desoneração da folha de pagamentos das empresas.

8 Comentários

  1. CAÇADOR DE PETISTAS Responder

    AGORA O BRASIL É PUTRO MAS, NÃO VAMOS ESQUECER, O PT VOTOU CONTRA O PLANO REAL E FEZ OPOSIÇÃO A CADA MEDIDA NECESSÁRIA PARA CONSOLIDAR A NOVA ORDEM

    Inflação fora de controle quem enfrentou foi o Plano Real. O acumulado em 12 meses estava em 5.000% em julho de 1994. Quando a inflação subiu em 2002, no último ano do governo Fernando Henrique, pela incerteza eleitoral criada pelo velho discurso radical do PT, ficou em 12%. Ela foi reduzida pelo instrumental que o PT havia renegado. Isso é a História. O resto é propaganda e manipulação.

    O PT, mais precisamente o ditador populista Lula da Silva, têm dito que receberam o país com descontrole inflacionário e a desqualificada Dilma repetiu isso na entrevista do Jornal Nacional. O interesse é mexer com o imaginário popular que lembra do tormento da inflação. A grande vitória contra a inflação foi conquistada no governo Itamar Franco, no plano elaborado pelo então ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso, como todos sabem. Nos primeiros anos do governo FH houve várias crises decorrentes, em parte, do sucesso no combate à inflação, como a crise bancária. Foi necessário enfrentar todas essas ondas para garantir a estabilização. Nada daquela luta foi fácil. A inflação havia derrotado outros cinco planos, e feito o país perder duas décadas.

    O PT votou contra o Plano Real e fez oposição a cada medida necessária para consolidar a nova ordem. As idéias que o partido tinha sobre como derrotar a alta dos preços eram rudimentares.

    Em 2002, a inflação subiu principalmente nos dois últimos meses, após a eleição. A taxa, que havia ficado abaixo de 6% em 2000, subiu um pouco em 2001 e ficou quase todo o ano de 2002 em torno de 7%. Em outubro daquele ano, o acumulado em 12 meses foi para 8,5%. Em novembro, com Lula eleito, subiu para 10,9% e em dezembro fechou em 12,5%. É tão falso culpar o governo Fernando Henrique por aquela alta da inflação — de 12,5% repita-se, e não os 5.000% que ele enfrentou — quanto culpar o governo Lula pela queda do PIB do ano passado, que foi provocada pela crise internacional.

    esta é a verdade que os vagabundos da UNE e os petistas não querem aceitar.

    PT, O CÂNCER DO BRASIL.

  2. CAÇADOR DE PETISTAS Responder

    AGORA O BRASIL É OUTRO MAS, NÃO VAMOS ESQUECER, O PT VOTOU CONTRA O PLANO REAL E FEZ OPOSIÇÃO A CADA MEDIDA NECESSÁRIA PARA CONSOLIDAR A NOVA ORDEM

    Inflação fora de controle quem enfrentou foi o Plano Real. O acumulado em 12 meses estava em 5.000% em julho de 1994. Quando a inflação subiu em 2002, no último ano do governo Fernando Henrique, pela incerteza eleitoral criada pelo velho discurso radical do PT, ficou em 12%. Ela foi reduzida pelo instrumental que o PT havia renegado. Isso é a História. O resto é propaganda e manipulação.

    O PT, mais precisamente o ditador populista Lula da Silva, têm dito que receberam o país com descontrole inflacionário e a desqualificada Dilma repetiu isso na entrevista do Jornal Nacional. O interesse é mexer com o imaginário popular que lembra do tormento da inflação. A grande vitória contra a inflação foi conquistada no governo Itamar Franco, no plano elaborado pelo então ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso, como todos sabem. Nos primeiros anos do governo FH houve várias crises decorrentes, em parte, do sucesso no combate à inflação, como a crise bancária. Foi necessário enfrentar todas essas ondas para garantir a estabilização. Nada daquela luta foi fácil. A inflação havia derrotado outros cinco planos, e feito o país perder duas décadas.

    O PT votou contra o Plano Real e fez oposição a cada medida necessária para consolidar a nova ordem. As idéias que o partido tinha sobre como derrotar a alta dos preços eram rudimentares.

    Em 2002, a inflação subiu principalmente nos dois últimos meses, após a eleição. A taxa, que havia ficado abaixo de 6% em 2000, subiu um pouco em 2001 e ficou quase todo o ano de 2002 em torno de 7%. Em outubro daquele ano, o acumulado em 12 meses foi para 8,5%. Em novembro, com Lula eleito, subiu para 10,9% e em dezembro fechou em 12,5%. É tão falso culpar o governo Fernando Henrique por aquela alta da inflação — de 12,5% repita-se, e não os 5.000% que ele enfrentou — quanto culpar o governo Lula pela queda do PIB do ano passado, que foi provocada pela crise internacional.

    esta é a verdade que os vagabundos da UNE e os petistas não querem aceitar.

    PT, O CÂNCER DO BRASIL.

  3. UMILDADE SÓ UMILDADE Responder

    É o que o PT não tem.
    Umildade para aceitar que votaram contra o Plano real,
    Umildade para aceitar que, o Plano Real mudou a cara do Brasil,
    E, principalmente falar a verdade pois, omiserável Lula da Silva, o maior vagabundo deste pais, o populista safado mente e engana o povo “simples”, aquele que gosta de pão e circo alegando que o Brasil so exisate após 2002.

    Com o Plano Real, crescemos e desenvolvemos mas, precisamos eliminar este demônio chamado lula da Silva, para que realmente o Brasil possa ser um pais de primeiro mundo caso contrárijo VENEZUELA, lá vamos nós.

  4. Quanto tempo faz que Dilma não enfrenta um supermercado para fazer compra com o seu dinheirinho – o seu dinheirinho ?

  5. Em resumo: vamos continuar com inflação até às v´espera da eleição….daí mascaram e colocam as maravilhas do governo PTista…~Eta povinho!

  6. Vigilante do Portão Responder

    Faz falta a visão de longo prazo.

    Não vejo o governo traçar objetivos claros em relação à inflaçõa.

    Por exemplo, metas para 2020:

    Inflação de 3,5%
    Juros básicos: 7%
    Crescimento na década(2011/2020): 4,5% aa
    Carga tributária em 2020: 27% do PIB

    Essas metas podem ser alcançadas.

    Não é sonho nem delírio.

    Basta querer e AGIR.

  7. Vigilante do Portão Responder

    Continuando…

    Com a “frouxidão” do governo e a incompetência do Mantega e a politicagem, abrigada no palácio, desde tempos imemeriais, não conseguiremos.

    Economia é algo muito sério, para ser entregue aos políticos.

    Ajustar metas econômicas aos interesses eleitorais e eleitoreiros, sempre foi uma dificuldade.

    Agora mesmo, a Folha acaba de publicar matéria sobre a dificuldade de investimento da Petrobras.

    Lula, para se dizer grande estadista, alardeou aos 4 ventos a descoberta do Pre Sal.

    Acontece, que para extrair o petróleo dessas jazidas, carecemos de altos investimentos e de TEMPO.

    Era imperioso mostrar grandes feitos.
    O mastodote estatal (Petrobras), foi USADO para conseguir os objetivos políticos.

    A realidade está atropelando a propaganda.

    Notem, não se fala mais no Pre Sal.

Comente