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Não se pode misturar política partidária com a de representação, diz Barros

Ricardo Barros, candidato à presidência da Fiep, em entrevista ao jornal da Gazeta do Povo, apresenta propostas para a FIEP e mostra ser mais preparado que seu concorrente. Confira:

Político de resultados

A candidatura de Ricardo Barros à presidência da Fiep foi definida 48 horas antes do fim do prazo de inscrição das chapas. Desde o início do ano, Barros pregava o consenso em torno de um único nome para que não houvesse bate-chapa, mas o objetivo não foi alcançado. “Moveu-me o desafio de transformar a Fiep em um braço executivo da competitividade do Paraná. A federação precisa de foco e solução para os problemas que de fato afetam a competitividade das indústrias paranaenses.” Ele aposta na sua larga experiência política para resolver grande parte dos problemas do setor como a questão tributária, legislação trabalhista, crédito, juros e infraestrutura. “São decisões exclusivamente políticas. Todas estão no âmbito do Executivo ou do Legislativo. Eu quero emprestar para federação a experiência que eu tenho na articulação política para que esses problemas sejam resolvidos mais rapidamente”, argumenta. Veja a opinião dele sobre as principais questões a serem analisadas na presidência da Fiep:


Orçamento de R$ 450 mi

Para Ricardo Barros, o recurso é diretamente destinado à qualificação e assistência aos empregados da indústria. Apesar disso, segundo ele, uma das principais reclamações dos empresários é que os trabalhadores que se formam pelo sistema Sesi e Senai não chegam prontos às fábricas. “Eles chegam precisando de mais treinamento e modernização”, diz. Barros planeja usar o orçamento para resolver esse problema.

Desafio da indústria

A grande dificuldade do setor está na capacitação profissional que é falha, diz o secretário estadual licenciado. “Na avaliação dos sindicatos, a qualificação não deixa o trabalhador pronto.” Outra reclamação é que o sistema de escolas Sesi e Senai não alcança todas as regiões do estado. A solução seria o deslocamento de unidades volantes de treinamento e também a instalação de mais polos de qualificação no interior. “Em Curitiba também.”

Guerra fiscal

Barros aponta a guerra fiscal como um problema que precisa ser resolvido por anseio de todos os estados. Da maneira como está, cria um ambiente de insegurança, já que uma indústria do mesmo setor pode se instalar em um estado vizinho pagando menos imposto. Porém, segundo ele, a discussão está longe do fim. “Não está fácil acabar. É um problema muito complexo, mas existem soluções em andamento”, reforça. Para Barros, o correto é concentrar a tributação em alguns setores – bebidas, fumo, combustível, energia e telecomunicação – e eliminar de setores da outra ponta – alimentos e produtos básicos. “Isso tem de ser uma política nacional. Quando o movimento não é feito por todos os estados, há distorção.”

Política partidária

Não cabe à Fiep fazer política partidária, diz. Em tom de crítica, ele afirma que o atual presidente, Rodrigo Rocha Loures, tomou partido na última eleição para governador quando apoiou Osmar Dias (PDT) – o filho de Rocha Loures era o vice na chapa. “Não se pode misturar política partidária com a política de representação.” Em relação às futuras eleições municipais e es­­taduais, o candidato afirma que, caso eleito, a federação não vai se envolver na disputa, já que o setor industrial precisa do prefeito e do governador. “Eu, se por acaso for participar do processo, me licenciarei, como fiz quando fui candidato ao Senado e nem apareci na Fiep. Não levarei a federação para disputa.”

Financiamento

Quando questionado sobre a necessidade de mais crédito para as empresas paranaenses, Barros aponta três fundos garantidores de crédito instituídos pelo governo estadual como parte da solução. Além disso, ressalta que o Banco Regional de De­­senvolvimento do Extremo Sul (BRDE) tem colocado o Paraná como um dos estados que mais aplica recursos. A Agência de Fo­­mento também seria uma solução. “Ela está sendo reestruturada para disponibilizar o mais rápido possível crédito, principalmente para o microempreendedor.”

Fim da reeleição

Uma das propostas do plano de gestão é a reforma do estatuto da entidade, que inclui o fim da reeleição. “Eu sou contra o instituto da reeleição.” Apesar disso, Barros afirma que não tem po­­der para decidir e que cabe aos presidentes de sindicatos optarem pelo fim do processo de continuidade de uma gestão. “Eu nem voto. Eles que têm de acabar com o instituto presidencialista da federação.”

Votos

Faltando nove dias pra a eleição, Barros prefere não fazer prognóstico. “Os votos são secretos e dizer que tem voto é um exercício de futurologia.” A opção é por uma apresentação do cenário com base nos nomes presentes em ambas as chapas. De acordo com o candidato, 38 sindicatos indicaram representantes na chapa de situação, 31 na chapa de oposição, 11 têm representan­tes em ambos os lados envolvidos na disputa e 19 não declararam apoio a nenhum candidato. “Eu reconheço que eles estão em vantagem, porque estão há mais tempo trabalhando na eleição.”
PERGUNTA:
De Campagnolo para Barros

Você é reconhecidamente um político profissional, tem filiação partidária e não tem história no meio industrial. Como deputado, votou a favor da CPMF e declarou ser favorável à redução da jornada de trabalho, duas posições contrárias ao empresariado. Como pode agora ser candidato à presidência da Fiep?

A pergunta comprova que você não tem voz própria e não comanda a campanha. Não é seu estilo. Esse é o estilo conhecido do seu patrono Rocha Loures. A falta de compromisso com a verdade do questionamento acima é arma usual do atual presidente da Fiep

Sou um cumpridor de tarefas, com absoluto sucesso nos resultados. Tanto é verdade que fui escolhido por FHC e Lula para representá-los na articulação no Congresso. Minha missão: produzir resultados fundamentais para o governo e para o país. Enquanto secretário de Estado, instituímos o programa Paraná Competitivo, colhendo excelentes frutos; mesmo com a oposição de Rocha Loures. Na condição de empresário e presidente da Fiep, serei igualmente destemido e determinado na defesa da indústria paranaense. Minha contribuição em favor da indústria é certamente muito maior do que a sua. Basta verificar.

2 Comentários

  1. “Não adianta bater, eu não deixo você entrar…” dizia o jingle das Pernambucanas. Este é o jingle dos empresários do Paraná, que não querem saber de um não empresário na Fiep.

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