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Gleisi abre o coração em entrevista para a revista Marie Claire

No blog do Josias

Senadora de primeiro mandato, Gleisi Hoffmann construiu uma fama que a precedeu na Casa Civil da Presidência. Os colegas a apelidaram de “Pit-bull do Senado”. Sob a retórica àspera e os olhares faiscantes escondem-se, porém, glândulas lacrimais cuja atividade contrasta com a reputação de durona.

Em entrevista à repórter Marina Caruso, veiculada pela revista ‘Marie Claire’, Gleisi contou o que se passou na noite da véspera de sua posse no Planalto. Convidada por Dilma Rousseff para substituir Antonio Palocci, trocou ideias com o marido, o também ministro Paulo Bernardo (Comunicações).

“Eu dizia: ‘Paulo, tenho dúvidas. Não me sinto preparada’. Mas ele me pedia para refletir. Naquela noite, eu chorei. Chorei mesmo. Era muita responsabilidade.” Na manhã seguinte, foi ao encontro da presidente decida a recusar o convite. Deixou o gabinete como chefe do ministério mais proeminente do governo.

No Leia Mais, os trechos mais significativos, que revelam a outra face de Gleisi, mulher que chora em privado e cultiva gostos efêmeros:

– As qualidades: Duas características foram essenciais na minha vida: determinação e disciplina. Meus pais me deram isso. Eles sempre foram rígidos na educação e nos impuseram humildade.

– As mulheres no poder: Acho bárbaro quando os homens dizem que nós nos preocupamos muito com os detalhes. Essa é uma avaliação crítica recorrente, inclusive que alguns fazem à própria presidente. Dizem que a gente fica muito preocupada com detalhe e que temos de pensar no macro. Só que o diabo mora nos detalhes.

– A Casa Civil sem política: Nenhuma concentração é boa. Desde o governo do presidente Lula, havia a Secretaria de Relações Institucionais, responsável pela articulação política. A Casa Civil é articuladora e facilitadora das ações de governo. Trabalhar em equipe é sempre mais seguro e eficaz. Não me atrai a atitude heroica.

– O convite: Quando a presidenta me convidou para ser ministra-chefe da Casa Civil, eu gelei. Foi um susto. Tive dúvidas se deveria aceitar. Pensei: “Meu Deus, é muita responsabilidade”. Ela me chamou um dia antes da posse, e eu fiquei muito preocupada. […] Falei para o Paulo [Bernardo]: “Acho que não devo aceitar. Não me sinto em condições”. E ele disse: “Reflita bem”. Naquela noite, eu chorei. Chorei mesmo.

– A conversa com Dilma: Sentei na frente dela decidida a falar que eu achava melhor não assumir, porque não me sentia preparada para desafios tão grandes. Mas ela foi falando, falando, falando e no final eu disse: “Tá bem, presidenta” (faz voz de menina e solta uma gargalhada). Pensei: “Se Deus me pôs aqui é porque eu devo poder fazer algo diferente para ajudar o Brasil. Não é fortuito”.

– A reação do marido: Para ele, foi um susto também. Não acredito que o tenha afetado. Mas ele tem reclamado que eu trabalho demais. Saio de casa antes dele e chego depois. Mas ele vai ter de ter paciência e cuidar um pouco mais das crianças. Ele sempre foi a pessoa pública, e agora sou eu que estou mais em evidência. No dia da minha posse, o telefone de casa tocou às 6 horas da manhã. Ele atendeu, ainda sonolento. Era uma jornalista de uma rádio perguntando: “Alô, é o assessor da Gleisi?”. Ele costuma ser mal-humorado de manhã, mas foi espirituoso: “Claro que não. É o marido dela. O assessor de imprensa não dorme aqui em casa!”.

– Os apelidos – “Pit-bull do Senado” e “Barbie da Dilma”: Nunca mordi ninguém. Defendia o governo porque acredito nele. E se me chamam de Barbie é porque me acham bonitinha e vazia como uma boneca, não ligo. Não me acho bonita e cuido de minha aparência como a maioria das mulheres. Ser como a Barbie, embora longe da realidade, me envaidece.

– A compulsão pelo choro: Já chorei muito na vida. Já cheguei em casa, me tranquei no quarto e chorei, chorei, chorei. Os apelidos não me afetam muito. Mas, quando um projeto não dá certo, falha, eu me frustro muito. Sou muito perfeccionista e não gosto das críticas que não são construtivas.

– As plásticas: Sou cuidadosa como toda mulher. Fiz uma plástica nos seios, depois de amamentar, e apliquei Botox no rosto, para atenuar as rugas. Se eu pudesse, pediria ao tempo para andar mais devagar.

– O sonho de consumo: Adoro bolsa e sapato. Eu olho na vitrine e me dá vontade de levar. Adoraria ter uma bolsa Louis Vuitton. Não é nem pela marca, pelo estilo mesmo. Acho tão bacana, gosto do design. Uma vez pensei em comprar uma no Paraguai, mas achei melhor não [risos].

– O gosto musical: Chico Buarque, que adoro, e grupo ABBA. Por conta disso já assisti a Mamma mia umas seis vezes.

– O DNA politico: Entrei [na política] quando fazia movimento estudantil, com 19, 20 anos. Meu primeiro partido foi o PCdoB. Conheci o PT depois, em 1989, e nunca mais o deixei. Trago o compromisso de dedicar-me àquilo que efetivamente melhora a vida das pessoas e busca justiça social. Deixei para trás a visão romântica de esquerda.

15 Comentários

  1. O apelido de “Barbie da Dilma” é o único que eu conhecia. O problema do PT é que todos “deixaram para trás a visão romântica de esquerda.” e se jogaram no lado podre da social democracia, aquele lado que não investe os recursos que arrecada no que devia e para quem deveria. tsc tsc tsc

  2. Vigilante do Portão Responder

    Claro que chorou.

    Sabia que havia sido eleita com uma MENTIRA.

    A tal da “aposentadoria” das donas de casa.

    Cadê o projeto?
    Aposentar pessoas, SEM TEREM PAGO, é uma afronta aos que passaram anos e anos PAGANDO.

    Aliás,

    Da. Gleisi foi eleita, com milhões de votos, para ser SENADORA por 8 (oito) anos.

    Em poucos meses, abandonou a missão e foi ser minitsra.

    Lembram, quantas vezes ela criticou o Beto Richa, pois havia sido eleito prefeito e “abandonou” o cargo para ser GOVERNADOR…?

  3. CAÇADOR DE PETISTAS Responder

    E COMUNISTA tem coração?

    Nunca antes do Brasil houve tanta corrupção sem punição e, dentro do partido desta Senhora acima.
    Enquanto no Brasil, 80% ficarem inertes as roubalheiras do PT, este pais não vai a lugar algum senão.

    Não acredito nesta mulher.

  4. Ra Ra Ra cadeia para comunista coração de papelão
    o lugar de Gleisi e Bernardão é C A D E I A

  5. Nossa o ciume e algo que prejudica a vida das pessoas. Vocês ai não consegue ver o lado bom da vida das pessoas, só sabem fazer criticas, e não são capazes de fazer uma boa avaliação da politica brasileira, dos 500 anos da vida do Brasil e como foi comandado por todo este tempo o nosso pais. Eu fico lendo isso que vocês escrevem, nos blogs e me pergunto este povo não conhece a historia do Brasil.

  6. Gleisi pode ate ter ganho poder, mas perdeu a dignidade que a levou ser uma defensora da democracia, da luta pelo bom e pelo justo de quando foi lider estudantil. Daquela Gleisi nem pó resta mais…Infelizmente o Brasil está carente de estadistas

  7. Gleisi NÃO é nem nunca foi preparada para esse cargo, quem deveria ter ganho era RICARDO BARROS esse sim tem capacidade.

  8. Gleisi Como tem gente maldoso neste Paraná vc representa nosso Estado tenho muito orgulho de ser Paranaense e quando os nossos conterâneos são chamados para ocupar cargos importantes neste nosso Brasil, só criticam as pessoas que são de mal com a vida, que tem ciúme, pessoas pessimistas, não gostam que o Paraná apareça, parem de falar besteiras todos devemos ter orgulho quando qualquer Paranaense assumir algo importante, ajudem a divulgar as coisas boas do nosso Estado e não Criticando qualquer um que seja: Aos pessimitas vamos Ignorar Vamos torcer pelo Brasil e pelo Nosso Paraná.

  9. . Tem razão a GLESI. Ñ tá preparada pra ocupar esse Cargo.
    . O Cargo já foi ocupado por gente sem preparo, a ex. dde : Dilma, Erenice e por último Palocci. (Palocci preparado pra outras “coisas”).

    . Por isso, esse Ministério é o + “proeminente” da República, segundo o colunista Josias. Tanto é que foi ocupado, últimamente, por figuras ‘PROEMINENTES’.

    . Que piada, tudo isso …melhor ñ levar a sério, senão agente CHORA, a exemplo da GLESI. rsrsrs

  10. Vigilante do Portão Responder

    Ela é boa nisso,

    Entrevista em revista de abobrinhas.

    Quero saber do Ramal do Trem Bala, aquele que viria até Curitiba;

    Quero saber do túnel, em mão dupla, para tirar os trilhos do Cristo Rei;

    Quero saber da APOSENTADORIA das donas de cas, SEM PAGAR INSS.

    Todas, foram promessas da Gleisi.

  11. Será que eu acredito nessa sra.? Alguém com lucidez acha que ela´não tem uma bolsa Louis Vuitton comprada em Paris?

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