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Delegados em campanha pelo fim da superlotação

Jadson André e Bruno Henrique da Banda B

A superlotção de presos em delegacias é o tema de uma campanha lançada pelos delegados de polícia do Paraná. O problema, registrado na maioria das carcerágens dos distrito policiais, já foi justificativa para que o poder judiciário promovesse interdições. As condições desumanas e o desvio de função dos investigadores, que deixam de trabalhar nos inquéritos para cuidar de presos, são as principais preocupações dos delegados.

“Além de comprometer a saúde pública, as delegacias lotadas acabam sendo motivo de insegurança para os moradores que vivem nas proximidades”, ressaltou o delegado Vinicius Augustus de Carvalho, chefe do 4º Distrito Policial da capital e presidente do Sidepol (Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná).

Números

As carceragens das delegacias do Paraná comportavam, em abril deste ano, 16.462 detentos, distribuídos em celas que, juntas, deveriam receber no máximo 6.117 pessoas. Segundo dados do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), o estado possui o maior número de detentos em cadeias do país – no final de 2010, dos 50.546 presos custodiados nas delegacias, 16.223 estavam no Paraná. Das 561 delegacias com carceragens no Paraná, 303 ficam no interior.

Campanha “Delegacias vazias”

Outdoors foram espalhados por Curitiba com o slogan “Delagcias lotadas. Ajude a mudar esta realidade”. O pedido é direcionado a população em geral, mas também, especificamente, as organizações relacionadas a segurança pública como OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), o MP-PR (Ministério Púbico do Paraná), o poder judiciário, os conselhos de segurnaça e principalmente o governo estadual.

“Queremos chamar todos para o debate. Precisamos discutir soluções. Interditar delegacias, pura e simplismente, não resolve. Para onde vão estes presos? Esta é a pergunta a ser feita”, afirmou Carvalho. Ele criticou as condições precárias das carcerágens. “Parecem masmorras de antigamente”.

Entraves para as investigações

Segundo o delegado, as delegacias sem presos demostram um desempenho maior no que se refere a solução de crimes. “O papel da polícia judiciária acaba sendo desviado, o invetigador não é treinado para a guarda de presos. No meu distrito não temos detentos e o trabalho de investigação é mais eficiente”. De acordo com o sindicato, no inteior do estado o problema é mais crítico porque todas as delegacias tem carcerágem com presos.

2 Comentários

  1. Parreiras Rodrigues Responder

    Campanha atrasada.

    Deveria ser feita ano, ou anos passados.

    Não às vésperas do anúncio do programa Paraná Seguro, que, segundo entrevista do secretário Reinaldo de Almeida Cesar, da Segurança, contempla, por parte da sua colega secretária da Justiça, a dra Maria Teresa, a construção de presídios para receber os presos dos cadeiões.

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