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Barraco na secretaria do Moreira Franco

O texto que segue é do Élio Gaspari: “A Secretaria de Assuntos Estratégicos do ministro Moreira Franco está com dificuldades táticas. Num clima de beligerância burocrática, seu secretário-executivo, Roger Leal, provocou um barraco com a simples convocação de uma reunião de trabalho.

No dia 27 de julho, às 16h20, ele convocou cinco funcionários da Subsecretaria de Desenvolvimento Sustentável para uma reunião, por meio de uma mensagem copiada para o titular do serviço, Eustáquio Reis.

Mensagem esquisita. Não dizia dia, hora nem agenda. Esquisita porque a reunião seria no dia seguinte, às 15h. (Um dos cinco nem na SAE trabalhava, pois deixara-a havia pouco tempo.)

Com 36 anos de serviço público na escola de rigor funcional do Ipea, o economista Eustáquio Reis nunca vira convocação de subordinados sem algum tipo de discussão com a chefia. Como não era a primeira vez, negou autorização para que dois dos subordinados imediatos fossem à reunião.

Ele já havia se queixado com Moreira Franco desse tipo de conduta. No dia seguinte, às 12h48min, escreveu ao secretário Roger Leal que havia ali questão de hierarquia e conteúdo técnico, colocando-se à disposição para tratar do caso. Nada. No dia 31, Leal escreveu a Moreira Franco, acusando de “indisciplina e desobediência” e agressão ao Código de Ética dos Agentes Públicos.

Em qualquer loja de eletrodomésticos, um conflito do subgerente com um chefe de seção seria resolvido com uma conversa. Se eles não se entendessem, o gerente entraria, pacificando os ânimos ou mandando embora quem estivesse encrencando. Adotou-se o modelo do comissariado, onde misturam-se acusações e silêncios que terminam com alguém, desmoralizado, indo para o canil.

Eustáquio esperou uma semana por uma resposta de Moreira Franco. Nada. Na sexta-feira, escreveu a Leal desafiando-o a denunciá-lo por má conduta, acusou Moreira de ‘omissão e negligência’, mandou-lhe uma carta de demissão e foi-se embora.”

1 Comentário

  1. O posicionamento do ministro Moreira Franco em seu Twitter faz sentido. Ele falou o seguinte: “Na SAE todos tem plano de trabalho, metas e métrica definidas,acompanhado e avaliado na Sec-Executiva.O subsecretário demitido não aceitava.”
    Penso que uma organização e seus colaboradores precisam estar alinhados, sempre no mesmo caminho.

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