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Cristina Kirchner vence primárias com folga

Foto:Victor R. Caivano/Associated Press


da Folha.com

De acordo com números parciais divulgados até as 2h desta segunda-feira, a presidente Cristina Kirchner obteve 50,2% dos votos nas eleições primárias, simultâneas e obrigatórias, ocorridas neste domingo (14) na Argentina.

A candidata à reeleição pela coligação peronista Frente para a Vitória confirmou seu favoritismo diante da oposição. Ricardo Alfonsín (UCR) está em segundo lugar (com 12,4%), Eduardo Duhalde (União Popular) em terceiro (12,1%) e Hermes Binner (Frente Ampla Progressista) em quarto (10,4%).

Segundo a Justiça Eleitoral, houve um comparecimento de 75% dos eleitores, índice semelhante à última eleição, há quatro anos.

Os números sugerem que Cristina pode obter uma vitória ainda mais expressiva do que quando se elegeu, em 2007, quando obteve 45,29%. Caso não haja aliança entre opositores, ela tem grandes chances de vencer já no primeiro turno.

Para ganhar a eleição no primeiro turno, Cristina precisa receber mais de 40% dos votos e ter uma vantagem de 10% em relação ao segundo colocado –caso contrário a disputa irá para o segundo turno.

Após a votação, a presidente se encontrou com integrantes do governo em um hotel cinco estrelas no centro de Buenos Aires. Ela foi recebida pela militância peronista, sobretudo o grupo jovem La Cámpora (criado por Máximo, primogênito dos Kirchner), que era responsável também por coordenar a segurança nas ruas do entorno do hotel.

“Não esperem de mim nenhuma palavra de confronto, quero apenas agradecer o feito histórico destas eleições primárias”, disse Cristina, que se emocionou ao recordar de Néstor Kirchner, ex-marido e ex-presidente morto em outubro de 2010. ”

As eleições primárias são inéditas na história argentina. Foram criadas por uma lei de 2009. O objetivo era fazer com que os partidos oferecessem mais de um candidato por vaga e que os eleitores escolhessem quem concorreria à eleição. Como todos os partidos já tinham definido seu candidato à presidente, porém, as primárias acabaram servindo como uma espécie de termômetro para o que pode acontecer na votação oficial, no dia 23 de outubro.

Além dos candidatos à presidente e aos governos das províncias, os eleitores escolheram também nomes que disputarão cargos legislativos. A votação deixará de fora da eleição de outubro quem não conseguir atingir 1,5% dos votos totais.

3 Comentários

  1. Que horror, os hermanos estão mesmo na pior. Mas pelo menos são originais, em vez de um caudilho agora optaram por uma caudilha. Que cosa triste. Tony

  2. Que horror, os hermanos estão mesmo na pior. Mas pelo menos são originais, em vez de um caudilho agora optaram por uma caudilha. Que coza triste. Tony

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