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Mais de 10 deputados são acusados de usar cheque guarda-chuva

Por Kátia Brembatti, da Gazeta do Povo

O mesmo motivo que ameaça o mandato do presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Valdir Rossoni (PSDB), também gerou ações por suposta irregularidade na prestação de contas na Justiça Eleitoral para outros políticos paranaenses. Pelos menos outros 11 processos foram ajuizados no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR) por uso de cheque guarda-chuva para pagar despesas da campanha. O julgamento do processo contra Rossoni, interrompido na semana passada quando a votação estava em 1 a 1, será retomado hoje, às 17 horas, no TRE-PR.

O uso de um mesmo cheque para pagar várias despesas na campanha eleitoral levou o Ministério Público Eleitoral (MPE) a questionar a prestação de contas de vários políticos. Dos processos abertos, alguns foram arquivados, outros foram considerados improcedentes e outros estão em grau de recurso.


O advogado Luiz Fernando Pereira representa ao menos três dos processados por uso de cheque guarda-chuva. A ex-deputada federal Dra. Clair (PT) teve as contas rejeitadas em julgamento e o caso está sendo analisado agora no TSE. Já a ex-deputada estadual Beti Pavin (PMDB) teve o processo arquivado. O TRE-PR considerou improcedente a ação contra o deputado estadual César Silvestri Filho (PPS). De acordo com o advogado, no caso do deputado do PPS, uma pessoa responsável por vários cabos eleitorais recebia um cheque nominal e depois repassava o dinheiro para os funcionários.

Aguarda sentença também o pedido contra o deputado estadual Bernardo Ribas Carli (PSDB). A assessoria jurídica do deputado informou que não comentaria o caso antes do julgamento.

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