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Aprendiz Legal é apresentado a prefeitos


Foto: Valdecir Galor/SMCS

Representantes dos 25 municípios da Região Metropolitana de Curitiba participaram, nesta quarta-feira (24), no Salão de Atos do parque Barigui, do “Seminário Aprendiz Legal, Bom para o Jovem, Melhor para a Empresa”. O encontro foi aberto pelo secretário de Assuntos Metropolitanos de Curitiba, Horário Montéschio.

O seminário foi promovido pela Secretaria de Assuntos Metropolitanos de Curitiba, em parceria com a Fundação Roberto Marinho e a Organização Social GERAR do Paraná e Santa Catarina.

O programa Aprendiz Legal foi criado em 2003, pela Fundação Roberto Marinho, e está presente em todos os estados brasileiros. É um programa de aprendizagem voltado para a preparação e inserção de jovens no mundo do trabalho, que se apóia na lei 10.097/2000, a Lei da Aprendizagem.

“A proposta do seminário é que os municípios de todas as regiões do Paraná saibam identificar o potencial de jovens que podem ser capacitados pelo Aprendiz Legal e principalmente cumprir com as exigências da legislação”, disse o secretário Horácio Montéschio.

Pela legislação vigente, todas as empresas de médio e grande porte no país devem contratar um número de aprendizes a um mínimo de 5% e máximo de 15% no seu quadro de funcionários cujas funções demandem formação profissional.

Horácio Montésquio destacou que um ranking feito pela Fundação Roberto Marinho aponta uma grande demanda de jovens pelo mercado de trabalho em todo o país, e que a oferta de qualificação para esse público ainda é pequena.

Pelo ranking, há uma demanda nacional de 1,2 mil jovens, entre 14 e 24 anos incompletos, cursando o ensino fundamental, médio ou profissionalizante, que deveriam estar no mercado de trabalho, mas apenas 260 mil estão contratados. O Paraná aparece em 14º lugar, atendendo apenas 17% de seu público-alvo (67.195 jovens).

De acordo com Renata Campante, gerente do programa Aprendiz Legal, embora a lei da aprendizagem tenha sido promulgada em 2000, ainda existe uma demanda muito grande de jovens que continuam fora do mercado de trabalho. “Por isso, nosso objetivo, com a instalação desses seminários regionais, é fazer com que os prefeitos cumpram a lei”, reforça.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA, art. 62) afirma que a profissionalização do adolescente é uma etapa do processo educativo e, portanto, a razão de ser do trabalho é a formação, não a produção.

Aprendiz Legal

O programa divide-se em dois módulos: um básico, que é comum a todas as formações, e um específico, voltado para a área de atuação do jovem dentro da empresa.

Cursos oferecidos pelo programa: auxiliar de alimentação, de produção industrial, comércio e varejo, conservação, limpeza e sustentabilidade ambiental, gestão pública, logística, ocupações administrativas, práticas bancárias, telesserviços e turismo.

Mais informações pelo site: http://www.aprendizlegal.org.br

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