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Erro formal pode livrar Derosso de julgamento em plenário

Oposição protocolou pedido para que o plenário decida se presidente da Câmara deve deixar o cargo. Mas erro formal do requerimento pode impedir sua apreciação

Via Gazeta do Povo — A bancada de oposição da Câmara de Curitiba formalizou novo pedido para que todos os 38 vereadores decidam em plenário sobre a permanência de João Claudio Derosso na presidência da Casa. Mas é provável que o requerimento nem seja levado a plenário.

Acontece que o pedido de afastamento foi feito na forma de questão de ordem. Para o vice Sabino Picolo, o pedido não poderia ser feito dessa forma. Questão de ordem serve para sanar dúvidas dos parlamentares durante as sessões ou questionar desvios do regimento.

“Estão achando uma artimanha qualquer para não criar o constrangimento do plenário ter que votar essa questão de ordem. É uma coisa que a gente já imaginava que ia acontecer”, criticou Algaci. De acordo com ele, caso o pedido seja rejeitado, a oposição deve entrar na Justiça para que o afastamento vá a votação.

Este é o segundo pedido de afastamento formulado pelo chamado “bloco dos nove”, grupo extraoficial de vereadores que inclui a oposição, o PV e o PPS. An­­­teriormente, a vereadora Renata Bueno (PPS) já havia pedido o afastamento de Derosso e a instalação de uma comissão processante contra ele. O pedido foi rejeitado pela Câ­­­mara. A vereadora entrou na Justiça para que o pedido seja votado no plenário, mas o Ju­­­diciário ainda não emitiu uma decisão sobre o assunto.

Derosso compareceu ao plenário ontem. Na saída, foi questionado por um jornalista sobre a possibilidade de, voluntariamente, pedir o afastamento da presidência. “Não, claro que não”, respondeu, sem dizer mais nada.

O caso

Derosso está sendo denunciado por quatro irregularidades: contratar a empresa de sua mulher para prestar serviços de publicidade à Câmara; nomear funcionários da Assembleia na Casa; indicar sua cunhada para um cargo de comissão; e ser responsável pela existência de um jornal “fantasma”, que custou R$ 14 milhões mas que ninguém encontra um único exemplar impresso. Três desses processos tramitam no Conselho de Ética. Além disso, uma CPI está sendo criada para investigá-lo.

3 Comentários

  1. Triste realidade que se abate sobre a Câmara, meu consolo é que ano que vem tem eleição.

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