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MP denuncia 14 pela morte de Teixeirinha
no governo Requião

De O Paraná

Guaraniaçu – Catorze policiais militares de batalhões de várias regiões do Paraná são formalmente acusados pela morte do líder sem-terra Diniz Bento da Silva, o Teixeirinha, em denúncia oferecida à Justiça de Guaraniaçu. Quem encaminhou a denúncia é o promotor do fórum da Comarca de Laranjeiras do Sul, Fernando Cubas César. Ainda não há data para que os advogados dos policiais comecem a apresentar defesa.

A morte do líder sem-terra ocorreu no dia 8 de março de 1993, na Fazenda Santana, em Campo Bonito. À época o governador do Estado era o peemedebista Roberto Requião. A notícia ganhou o mundo e o Brasil acabou responsabilizado pela morte de Teixeirinha pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos, organismo da OEA. O governo brasileiro foi condenado por violação do direito à vida. O processo que apura a morte do sem-terra jamais foi encerrado. Durante 18 anos ele prosseguiu em fase de inquérito.

Várias justificativas são oferecidas para tentar explicar a morosidade da Justiça na apuração fatos e no julgamento dos acusados. De início, o processo estava com a Justiça Militar, depois passou para a Justiça Comum. Ele ainda enfrentou a troca de vários promotores destacados para dar acompanhamento ao inquérito. A morte de Teixeirinha teria sido provocada por um conflito anterior, que terminou com a morte de três PMs na Fazenda Santana, invadida por famílias que defendem a reforma agrária.

Órgãos ligados ao MST e aos direitos humanos no Brasil e no mundo dizem que Teixeirinha teria sido executado após ser algemado e sem esboçar reação. Outra versão aponta Teixeirinha como suposto mandante da morte dos três policiais e que ele teria entrado em óbito ao ser atingido durante tiroteio provocado por resistir à ordem de prisão. Uma comissão chegou a ser criada para investigar o crime, a resultado a que chegou decepcionou muitos dos que têm especial interesse no caso: “Nada pudemos concluir, já que as versões da Polícia Militar e dos sem-terra são conflitantes”.

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