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Governo só investe 9% do aumento de impostos

Uma fatia pequena do aumento expressivo da carga tributária ocorrido desde meados da década de 90 se traduziu em novos investimentos públicos no Brasil, informa reportagem de Érica Fraga, publicada na Folha de S. Paulo desta segunda-feira.

De acordo com cálculo feito pelo economista Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central, de cada R$ 100 a mais em impostos arrecadados entre 1995 e 2010, apenas R$ 8,6 foram direcionados para elevar investimentos feitos pelo governo.

Entre os investimentos estão construção de escolas e hospitais, ampliação de portos e aeroportos e melhorias em estradas.

Segundo especialistas, a estrutura do gasto público brasileiro limita o crescimento econômico do país.

6 Comentários

  1. E o restante aplica aonde? Será que em causa própria?Muita arrecadação neste país é sinonimo de corrupção. Que vergonha!

  2. Grande mentira, o que o economista não diz que o restante é investido na distribuição de renda via programas sociais que é o que levantou a economia brasileira e fez o país crescer.
    Queria o quê da visão do tucano liberal, quando estavam no governo, ao invés de investir na infraestrutura socorreram o sistema financeiro, Cacciola inclusive, seguino à risca o receituário neo liberal de que o povo tem que pagar a conta dos bancos falidos.
    Go home, Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central do período FHC.

  3. Merece a leitura o artigo de Paul Krugman, Premio Nobel de Economia, que não usa meias-palavras para desancar o pensamento dominante do neoliberalismo:

    “(…) vale a pena contemplar o quadro mais amplo -o fracasso abjeto de uma doutrina econômica que infligiu sério dano a Europa e EUA.
    Essa doutrina pode ser resumida pela afirmação de que, depois de uma crise financeira, os bancos devem ser resgatados e o público tem de pagar por isso. Assim, uma crise causada pela desregulamentação se torna motivo para caminhar ainda mais para a direita; um momento de desemprego em massa não resulta em esforços públicos para criar empregos, mas sim em uma era de austeridade, com cortes de gastos públicos e programas sociais.
    A doutrina vem sendo imposta com alegações de que não existe alternativa e que a austeridade fiscal poderia criar empregos. A ideia é que cortar gastos torna empresas e consumidores mais confiantes, o que compensaria o efeito depressivo da redução nos gastos públicos.”

    Krugman está na Islândia, o país que “quebrou” com a crise de 2008. Ou melhor, o país que deixou os bancos quebrarem e, por isso, não os salvou e levou seu povo para o buraco:

    ” (…)como o país está se saindo? Não evitou danos econômicos graves ou a queda significativa em seu padrão de vida. Mas controlou a alta no desemprego e o sofrimento dos cidadãos mais vulneráveis; a rede de segurança social sobreviveu. A decência básica da sociedade também.
    E isso contém uma lição para os demais países. O sofrimento que tantos cidadãos enfrentam é desnecessário. Se o momento envolve dor inacreditável e uma sociedade muito menos solidária, é por escolha. As coisas não precisavam, e continuam não precisando, ser assim.”

  4. Politiquinha Reply

    Linhas de Crédito não são Investimento? Empresas, deixem aquele crédito tentador no banco tá!

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