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Inep tenta evitar anulação total do Enem

Entidade pedirá que provas sejam canceladas apenas para os 639 alunos de colégio cearense

da Agência Brasil

A presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Malvina Tuttman, está em Fortaleza (CE), onde se reunirá, hoje (31), com o juiz federal Luiz Praxedes Vieira da Silva para tentar evitar a anulação total ou parcial das provas do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) em âmbito nacional.

O pedido para que as provas ou as 14 questões a que alunos de um colégio particular da capital cearense tiveram acesso prévio sejam canceladas em todo o país foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF) à Justiça Federal na última quinta-feira (27). O Inep e o Ministério da Educação, no entanto, defendem o cancelamento da prova apenas para os 639 alunos do Colégio Christus que fizeram a prova nos últimos dias 22 e 23.

Com base no pedido feito pelo MPF, a Justiça Federal concedeu, na última sexta-feira (28), um prazo de 72 horas para que o Inep se manifeste e conteste a anulação total ou parcial do exame. O prazo termina hoje.

Caso a prova seja anulada apenas para os estudantes do Colégio Christus, como quer o MEC, os alunos poderão refazer as provas nos dias 28 e 29 de novembro, quando o exame será aplicado para presidiários e jovens sob medida socioeducativa.

8 Comentários

  1. CAÇADOR DE PETISTAS Responder

    Sem protecionismo político. Tem que anular mesmo pois se não for anulada a prova, milhares de pessoas sairão no prejuízo, moral,material e psicológico.

    este incompetente do Addad, ainda quer ser Prefeito de São Paulo? cria vergonha na cara sujeito.

  2. JULIO CESAR DE SISTI Responder

    Mais um exame do Enem que deu problema e como sempre querem colocar panos quentes. A incompetência em se organizar o exame é explícita e o governo não admite isso. É impressionante o organização e a competência para se instalar meios de corrupção em todos os escalões do governo e para se fazer um exame do Enem sempre dá nisso!!!!

  3. Bacana, um colegio PARTICULAR fraudou o ENEM, no ano passado foi a vez da gráfica da FOLHA DE SÃO PAULO que, sendo contratada para imprimir as provas, fraudou o exame. Moral do história: Não se pode confiar na iniciativa privada, pois é a origem de todas as práticas corruptas.
    Culpar o governo por práticas ilícitas de agentes privados é no mínimo má-fé!

  4. Porque a maioria tem que pagar por meia dúzia de espertinhos que não tem nem vergonha na cara e nem pena do dinheiro do povo brasileiro? O prejuízo causado por esta trapaça deverá ser arcado pelo colégio particular da capital cearense que deu causa a essa barbaridade!!!

  5. ÉPRACABÁ
    Este ministro trapalhão, que permite estas “kizumbas” no ENEN ano pós ano, não tem assessoria?
    Evidente que pro governo, pra ele e principalmente pro ENEM (pois este precisa ser preservado), depois da trapalhada do vazamento de questões da prova, é muito melhor aceitar a decisão (diga-se de passagem, corretíssima…) da justiça em anular as questões que vazaram, do que ficar recorrendo e alimentando a polêmica. Exceto se o Ministro (ou alguem do ministério) tem o “r…. preso” com o colégio, cujos alunos foram beneficiados.

  6. Riscos do Enem vêm das escolas privadas
    A educadora Paula Bouzan, doutora em Políticas Educacionais pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e pesquisadora da Fundação Lemann, deu nesta segunda-feira uma entrevista à CBN, nesta segunda-feira, que foi extremamente didática e séria sobre os problemas que ocorreram com o Enem.
    Paula aponta o interesse das escolas privadas em usarem seu ranqueamento no Enem como elemento de marketing como um dos principais problemas de segurança do exame.
    Ela explica a grandeza do exame, o maior realizado simultaneamente em todo o mundo, sua seriedade metodológica e as vantagens que tem, sobretudo para os estudantes de mais baixa renda, sobre o vestibular.
    Confesso que só depois de sua entrevista fui entender, com mais exatidão, o que está em jogo nesta prova.
    Recomendo a todas as pessoas preocupadas com a educação que a escutem.
    E que cobrem dos jornais que dêem atenção ao fato de que uma instituição que, dez dias antes do Enem distribuiu a seus alunos questões idênticas às de um pré-teste aplicado no ano passado, com compromisso de confidencialidade, como fez o Colégio Christus, de Fortaleza…

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