Uncategorized

Acusado de matar Telma Fontoura é condenado a 18 anos de prisão

Da Banda B

O réu Paulo Estevão de Lima foi condenado pelo juri popular a 18 anos e nove meses de reclusão pela morte da psicóloga Telma Fontoura, em Matinhos, no litoral do estado, em julho do ano passado. Lima foi considerado culpado pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

O julgamento foi demorado e a sentença foi anunciada na noite desta quarta-feira (23). O réu saiu direto do centro judical para o Centro de Detenção de São José dos Pinhais.

Muitos familiares de Telma, que era sobrinha do ator Ary Fontoura e filha do ex-secretário de estado da Saúde Ivan Fontoura, vestiam camisetas com a foto da psicóloga. Alguns parentes de Lima também estava com camisetas com frases dizendo: “Paulo é inocente”.

A Promotoria apresentou provas técnicas sobre a autoria do crime. Uma bituca de cigarro com o DNA de Lima foi encontrada no local em que o corpo de Telma foi enterrado. Também havia marcas de bota na região que correspondiam exatamente com os sapatos do acusado, que foi visto na praia diversas vezes.

O ator Ary Fontoura, que é tio de Telma, também acompanhou o julgamento “A justiça dos homens é falha. Por mais que o acusado seja condenado, minha sobrinha, uma pessoa querida por todos, não vai voltar mais”, disse o ator Ary Fontoura, em entrevista ao Jornal Gazeta do Povo.

A defesa do réu disse que vai recorrer da sentença.

Crime

A psicóloga Telma Fontoura, de 53 anos, foi encontrada enterrada em uma cova rasa na areia do balneário Shangri-lá, em Pontal do Paraná. Telma apresentava sinais de esganadura.

De acordo com informações da família, ela estaria em uma casa no balneário, quando decidiu dar uma volta sozinha na praia na tarde do dia 11 de julho de 2010, um domingo.

Desde então, não foi mais vista. A psicóloga era filha do ex-secretário de Estado de Saúde Ivan Fontoura e sobrinha do ator Ary Fontoura.

Prisão suspeito

A polícia prendeu o suspeito de ter assassinado Telma no dia 11 de julho de 2010. Paulo Estevão de Lima, 43 anos, foi acusado porque, segundo a polícia, foi visto três vezes por familiares da vítima enquanto faziam a busca dela no dia do crime, sentado num toco na praia a cerca de 200 metros de onde o corpo de Telma foi encontrado.

De acordo com a polícia foi encontrado na ocasião dos fatos, na casa do suspeito, uma calça com areia e vestígios da vegetação característica do local onde a psicóloga foi encontrada. Além disso, a polícia fez imagens de algumas pegadas próximas ao local onde o corpo de Telma estava. Essas pegadas teriam compatibilidade com o solado de um tênis que pertencia a Paulo.

5 Comentários

  1. Se em relação aos desvios de dinheiro público a apuração dos fatos (mesmo que baseado apenas em indícios fortes como é o presnte caso) e a condenação dos envolvidos tivesse essa eficiencia haveria maior credibilidade nos poderes constituidos….uma pena que a justiça, quando se trata de políticos, não funciona tão bem

  2. A Justiça, inerte, somente reage às provocações das partes envolvidas. Não age de ofício para condenar ninguém, conforme nossa legislação.

    Em uma balança (ou processo) onde apenas a acusação tem boa estrutura e ótima remuneração para reivindicar o que acredita ser de direito, apenas nos casos em que os réus (acusados) tiverem condições de contratar uma defesa particular (advogados) com igualmente boa estrutura e remuneração (ou seja na minoria das questões processuais, veremos que a grande maioria dos processos resultam em condenações, não porque pobres são culpados e ricos inocentes ou impunes, mas sim pelo fato de haver uma gigantesca desigualdade no campo das reivindicações e diligências probatórias.

    Estabeleçam uma remuneração digna (idêntica ao Ministério Público) para a Defensoria Pública do Paraná, abram o mesmo número de vagas para defensores como há para promotores, realizem periodicamente concursos públicos para completar estas vagas, estruturem a Defensoria Pública com aparelhamento de pessoa de apoio e material como existem à disposição do MP.

    Veremos se o simples Sr. João da Silva não terá as mesmas condições de defesa do que os Políticos e Empresários…

  3. Será que a familia FONTOURA consegue dormir sabendo que este julgamento foi uma farsa, uma montagem filme de 5ª categoia, colocar uma pessoa 18 anos atrás das grades, sem provas cabiveís, marcas de tenis, chepa de cigarro;
    E mais uma prova que o Paulo é inocente, por 4 (quatro vezes) ele é visto aos redores de onde estava enterrado o corpo, e foi detido a 200 metros do local, e “lembrem” pelo sobrinho da vitíma e NÃO pela polícia como diz a reportagem agora;
    O riquinho na epoca deve ter invocado com a cara do pobre e chamou a policia e é claro quem teria créditos naquele momento;
    o RICO ou o POBRE?
    IMPUNIDADE/ INJUSTIÇA, não achem que dinheiro e cargo traz felicidade . . . pergunto novamente VCS ESTÃO CONSEGUINDO DORMIR, ou estão entupidos de remédios controlados que não deixa de ser tb uma DROGA.
    Sinto muito pelo Ari, que em neste infeliz fato é o unico nesta família que me parece sensato e incapaz de cometer e criar, comprar a condenação de alguém;
    PAULO é INOCENTE!!!

  4. Tenho que rir desse “Nananeném”
    Daqui a 18 anos, leve ele pra morar na sua casa, dormir no mesmo teto da sua esposa e filha.
    Paulo é um psicopata, ladrão, viciado e assassino. Escutei da boca dele após o julgamento “aconteceu o que tinha que acontecer”

Comente