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Ministros divergem
sobre restrição de
álcool na Copa

De Tai Nalon do G1

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, afirmou nesta quarta-feira (7), durante audiência na Câmara, que o Executivo não deve se manifestar sobre o ponto da Lei Geral da Copa que libera a venda e o consumo de bebidas alcoólicas nos estádios durante a Copa do Mundo de 2014.

“Acho que a Casa [Congresso] está muito mais preparada nesse sentido para moderar, mediar essa decisão, do que propriamente o Poder Executivo”, disse.

A opinião contrasta com a do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que mais cedo, também na Câmara, disse ser “totalmente contrário” à venda de bebida durante o evento.

O relatório da comissão especial formada na Câmara para analisar a Lei Geral da Copa, apresentado na última terça-feira (6) pelo deputado Vicente Cândido (PT-SP), prevê alteração do Estatuto do Torcedor, que proíbe o álcool nos estádios. O parecer cede a vários apelos da Federação Internacional de Futebol (Fifa), entre eles a liberação das bebidas, mas ainda deve sofrer mudanças nesse ponto.

“Já há uma dificuldade de legislar sobre costumes. Quando você legisla sobre direitos e deveres é mais claro. Quando você disciplina hábitos, fica mais complexo”, disse Aldo, após comparar a Copa do Mundo com o carnaval carioca. Segundo ele, ambos os eventos são grandes, recebem grande quantidade de pessoas – no caso do carnaval, no entanto, não há restrição oficial ao consumo e os desafios para a segurança pública são maiores.

Após sua fala na comissão, Aldo questionou por que se permite bebidas alcoólicas em eventos como shows e não nos eventos esportivos: “Em um estádio de futebol em uma partida não pode ter bebida, mas no show da Madonna pode ter? É preciso que se decida.”

Durante a audiência, o líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno, condenou a proposta apresentada na última terça, seguido da deputada Jô Moraes (PC do B-MG). Ambos argumentaram em favor da segurança pública para garantir a manutenção das restrições ao consumo do álcool.

O ministro do Esporte ainda pediu “transparência” e, sem citar nomes, o fim da “perpetuação no poder” de dirigentes de entidades esportivas no Brasil. Ele ressaltou a necessidade de o governo estabelecer parcerias com federações de desportos, mas disse que as entidades têm no que “avançar” nesses quesitos.

Ministro da Saúde contrário

Ainda na tarde desta quarta (6), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha , afirmou, também durante audiência na Câmara, que é “totalmente contrário” à venda de bebida durante a Copa.

“A situação da Copa do Mundo não pode nos permitir retroceder em relação à proibição da venda de álcool nos estádios de futebol”, declarou Padilha.

De acordo com o ministro, existe uma preocupação na pasta com jovens e mulheres, que têm registrado aumento nos números relativos à dependência alcoólica.

3 Comentários

  1. João Sorrisão Responder

    A regra no Brasil é sempre punir aqueles que agem com moderação e coerência em detrimento daqueles que abusam dos direitos individuais.
    Nego chega bêbado ou chapado no estádio promovendo baderna e violência. Não tem nada a ver com a cerveja vendida a peso de ouro nos quiosques dos estádios.

  2. Vigilante do Portão Responder

    Complicado:

    COMUNISTA, defendendo as regras capitalistas da FIFA.

    Qual é o objetivo da FIFA?

    Atender aos patrocinadores (marca de cerveja).

    A idéia é VENDER cerveja e aumentar os LUCROS.

    Quer coisa mais odiosa para os COMUNAS?

    LUCRO.

    KKKKKK

    Como é que o Aldo -Comunista de araque – vai devender as cervejarias?

  3. Alguém aqui acredita que as cervejarias que bancam o fabuloso salário dos cartolas da CBF, permitirão que não se comercialize bebidas nos jogos da copa? Podem acreditar que vai ter muito mensalão para que isso possa ser aprovado.

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