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Anvisa investiga próteses holandesas Rofil

Sociedade Internacional de Estética e Cirurgia Plástica condenou uso da marca, proibida no país de origem.

Por Chris Bertelli, do iG São Paulo. Foto: AP

Uma nova marca está na mira das investigações sobre próteses mamárias da Agência Nacional de Vigilância Sanitária: a holandesa Rofil. Apesar de ter registro válido no país, a Anvisa está analisando toda a documentação da marca devido ao registro de reclamações de mulheres com implantes desse tipo.

Assim como as francesas PIP, a marca holandesa seria preenchida com silicone industrial e, portanto, tóxico à saúde, além de apresentar uma taxa de ruptura cinco vezes maior do que outros implantes. Em um comunicado oficial, a Sociedade Internacional de Estética e Cirurgia Plástica condenou o uso da marca Rofil, que fabrica os modelos M-Implants (IMGHC-TX, IMGHC-MX e IMGHC-LS).

A recomendação da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica é que mulheres com a prótese Rofil sigam as indicações feitas para quem tem implante PIP.

Segundo a Anvisa, a Rofil entrou no mercado brasileiro em 2004 e poderia ser comercializada no país até 2014. A Agência, no entanto, não sabe quantas próteses foram vendidas no Brasil. A marca está proibida na Holanda desde 2010.

A Pharmedics, empresa brasileira que desde dezembro de 2008 detém o registro da marca no Brasil, afirmou que realizou a importação de apenas um lote do implante, em 2009. “Como o custo era muito alto e a prótese não teve boa aceitação no mercado, não a importamos mais desde então”, afirmou a gerente geral da empresa, Cristina Souza. A empresa está fazendo levantamento para saber o número de implantes comercializados.

Fiscalização

A Ouvidoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu 94 reclamações de mulheres que apresentaram problemas em próteses mamárias de silicone desde abril de 2010 – das quais pelo menos 12 relacionadas à marca francesa Poly Implant Protheses (PIP).

Com uma nova marca sob suspeita, a Anvisa estuda tornar a fiscalização dos implantes mais rígida e testar o produto antes dele ser liberado no mercado, como é feito ultimamente com camisinhas, seringas e luvas descartáveis. A mudança se encaixa na reivindicação que Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica deverá fazer à Anvisa. A fim de evitar fraudes, a SBCP vai passar a rastrear todas as mulheres que implantam próteses de silicone nas mamas por meio de um cadastro nacional que entrará em vigor neste mês.

2 Comentários

  1. Os comentários feitos para as próteses francesas são válidos para as holandesas. ACarlos

  2. Vigilante do Portão Responder

    Era visto que alguma coisa tava errada.

    Os preços baixaram muito.
    Qualquer esquina faziam implante.

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