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Suplentes sem voto ocupam 1/5 do Senado

Da UOL

Eleitores não deram nenhum voto para 14 dos 81 senadores que começam 2012 no cargo. O número representa 17% ou quase um quinto dos integrantes do Senado. Os “sem voto” são suplentes que assumiram o mandato porque o titular deixou o cargo definitiva ou provisoriamente. Sem contar os casos dos suplentes que ocupam a vaga enquanto os titulares exercem cargos no executivo ou estão em licença, caso do nosso Sergio Souza, do PMDB, que substituiu Gleisi Hoffmann, do PT, que assumiu a Chefia da Casa Civil.

Dois dos “sem voto” ganharam sete anos e meio no poder –o mandato regular tem oito anos. Zezé Perrella (PDT-MG), ex-presidente do Cruzeiro, assumiu em julho de 2011 após a morte de Itamar Franco (PPS-MG). Seu mandato termina em janeiro de 2019. Gim Argello (PTB-DF) assumiu em julho de 2007 após renúncia de Joaquim Roriz (PSC-DF, à época no PMDB). Seu mandato acaba em janeiro de 2015.

Os outros 12 “sem voto” podem ficar na Casa no máximo por quatro anos. É o caso de Ana Rita (PT-ES), Aníbal Diniz (PT-AC), Casildo Maldaner (PMDB-SC) e Cyro Miranda (PSDB-GO) que ganharam a vaga porque os titulares foram eleitos governadores de seus Estados. Também deve ter quatro anos o mineiro Clésio Andrade (que espera trocar o PR pelo PMDB) substituto de Eliseu Resende (DEM-MG), falecido em janeiro de 2011.

4 Comentários

  1. Doutor Prolegômeno Responder

    Mais do que o próprio senado federal cuja existência no parlamento moderno é algo extemporâneo, anacrônico e inútil, a figura dos suplentes é escandalosa. Normalmente são financiadores de campanha, donos dos aviões que emprestam para os candidatos, quando não parentes e amigos para garantir a submissão e fidelidade em caso de substituição temporária ou definitiva. Senado só funciona nos EUA, dada a existência de uma verdadeira federação de estados, com verdadeira autonomia, não como cá na terrinha de macunaíma, onde os estados são mendigos esfarrapados, arrastando-se ao pé da União milionária. O senado devia ser extinto. Poderia ser um órgão meramente consultivo, um conselho de sábios, anciãos, professores universitários laureados ou ex-presidentes da República, todos com mandato gratuito.

  2. Não há que se espantar com isso, pois o sistema é esse, se não sabiam, agora tem os exemplos concretos.

    Se a sociedade não concorda com isso, fresmungar não adianta um milímetro na mudança da situação.

    Será assim enquanto a sociedade se preocupar mais com o hoje propalado estupro ocorrido no Big Brother Brasil do que com o escracho aos princípios republicanos.

    No estágio atual da consciência política nacional não há a menor possibilidade de mudança, nem no BBB nem no Brasil.

  3. antonio francisco da ilva Responder

    eles não inventaram a regra do jogo,estão jogando confome a regra.Demagogia de lado, não é só no senado ,em qualquer camara estadual ou municipal.Pior é nos estados unidos em caso de vacancia o presidente ou o governador tem prerrogativas de nomear novo senador.Isso é que democracia o resto é conversa fiada.

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