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Feita a reconstituição do incidente, policiais do Tigre devem ser liberados

Agentes paranaenses participaram da reconstituição de morte de PM no RS. Os três policiais envolvidos no incidente que acabou com a morte de um policial miliatr do RGS aguardam apenas a decisão da juíza para serem liberados. Cerca de 60 agentes e peritos da Polícia Civil participaram da reconstituição da troca de tiros entre policiais civis do Paraná e o sargento da Brigada Militar Ariel da Silva, em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre. No confronto, ocorrido no dia 21 de dezembro, o policial militar gaúcho, de 40 anos, foi baleado e morreu a caminho do hospital.

Em conversa informal com a imprensa durante os trabalhos de reconstituição, o delegado Paulo Rogério Grillo, responsável pela investigação, afirmou que deve pedir nesta quarta-feira (18) o relaxamento da prisão preventiva dos agentes paranaenses, decretada no mesmo dia do crime pelo Ministério Público gaúcho. O delegado deixou claro, porém, que isso não significa que a hipótese de legítima defesa alegada pelos policiais esteja comprovada.

A reconstituição do crime começou por volta das 23h30 de terça-feira (17) e se prolongou pela madrugada de quarta-feira (18). A área onde ocorreu a troca de tiros durante a madrugada do dia 21 de dezembro, no cruzamento da avenida Sílvio de Freitas com a rodovia ERS-020, foi isolada pela Brigada Militar e pela Guarda Municipal de Gravataí.

Além dos três policiais civis do Paraná envolvidos no crime, participaram da encenação peritos do Instituto-Geral de Perícias (IGP) do Rio Grande do Sul, agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc), o delegado Paulo Rogério Grillo, da Corregedoria da Polícia Civil gaúcha, representantes do Ministério Público e membros da Polícia Civil paranaense.

Um Renault Logan cinza, de cor e modelo igual ao que era usado pelos policiais do Paraná, e uma moto Honda 125, semelhante à pilotada pelo sargento, foram posicionados no cruzamento para a reconstituição. Um a um e separadamente, os três agentes da Polícia Civil paranaense foram chamados para dar a sua versão dos fatos enquanto peritos tiravam fotos e tomavam nota dos depoimentos.

Os três agentes, que fazem parte do Grupo Tigre (Tático Integrado Grupo de Repressão Especial), unidade antissequestro da polícia paranaense, vieram ao Rio Grande do Sul tentar localizar o cativeiro onde dois empresários de Quatro Pontes (PR) eram mantidos reféns por uma quadrilha de sequestradores que, de acordo com a polícia, já havia aplicado golpes semelhantes, formada por gaúchos e paranaenses.

Após a morte do PM, os três agentes retornaram para Curitiba e outra unidade do Tigre veio ao Rio Grande do Sul prosseguir com as investigações, desta vez com o auxílio da polícia gaúcha. No desenrolar do caso, policiais civis gaúchos descobriram o local do cativeiro e, na ação de resgate, acabaram matando um dos reféns, um homem de 50 anos. O outro refém sofreu ferimentos leves e três sequestradores foram presos.
Cerca de três semanas após a morte do refém, um laudo do IGP concluiu que o disparo que matou o refém saiu da arma do usada pelo delegado Leonel Carivali, da 1ª Delegacia Regional Metropolitana do Rio Grande do Sul. Ele também alegou legítima defesa em depoimento. As circunstâncias da morte do refém durante a tentativa de resgate também estão sendo investigadas pela Corregedoria de Polícia.

2 Comentários

  1. -Bom se todo o pessoal envolvido nesta investigação, também pudesse ser utilizado nos demais crimes….

  2. Questionador, é uma questão de área de atuação. Se vc está falando da investigação do sequestro, isto é exclusividade do Grupo Tigre. Se do fato da troca de tiros em Gravataí, é de responsabilidade do RGS.

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