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‘Ninguém falou em cortar R$70 bi’, diz Bernardo sobre Orçamento

O ministro Paulo Bernardo (Comunicações) disse nesta segunda-feira que “ninguém no governo falou em cortar R$70 bilhões” do Orçamento de 2012.

Ex-ministro do Planejamento do governo Lula, ele confirmou que vai haver ajustes nos gastos, mas evitou precisar quanto e quando será definido.

Questionada sobre o tamanho da tesoura, a presidente Dilma Rousseff também desconversou. Ela negou que esteja tratando do tema nas reuniões setoriais realizadas com os ministros desde a semana passada.

“Não estamos discutindo isso. Estamos discutindo o governo”. E completou: “A hora que chegar para discutir qualquer questão relativa ao orçamento eu chamo vocês e conto”.

A presidente, no entanto, tem dito a auxiliares que é importante promover o crescimento com segurança. Integrantes do governo falam que o corte pode alcançar os R$ 60 bilhões.

Neste ano, o Planalto discute com a equipe econômica uma estratégia diferente de exercícios anteriores.

Em vez de começar o ano segurando mais fortemente as despesas e acelerar os gastos no final do ano, a presidente cogita fazer o contrário. A medida seria para garantir o crescimento da economia.

A presidente está preocupada com os efeitos da crise financeira internacional e pediu, inclusive, que bancos públicos estudem medidas que possam estimular o crédito, influenciando o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto).

O ministro afirmou que é “perfeitamente possível” um PIB de 4,5%, uma vez que a economia brasileira deve apresentar uma recuperação no segundo semestre. “O aquecimento vai ser promovido”.

Dilma espera atingir uma taxa de crescimento de pelo menos 4% neste ano. Se for preciso, o governo lançará mão de mais medidas de estímulo para acelerar o mercado interno.

Ainda sobre os cortes, Paulo Bernardo disse que sua área deve ser preservada.

Segundo o ministro, o Ministério da Fazenda deu sinais, por exemplo, de que o orçamento da Telebrás será mantido. Há previsões de R$450 milhões para investimento em projetos que estão prontos.
“É possível que haja alguma diminuição em gastos de viagem, custeio da máquina. Não temos problemas com isso”.

1 Comentário

  1. Vigilante do Portão Responder

    É bem próprio do governo.

    Anuncia erbas, programas etc.

    Depois anuncia os Cortes.

    Ao final, executa muito pouco.

    Vejam o exemplo do PAC da habitação,

    Imóveis para a “crasse média”, apresentam boa evolução.
    Imóveis para a baixa renda, estão patinando, pouca coisa saiu do papel.

    A diferença está no subsídio e nos juros, explico:

    Os financiamentos para a classe média, operam com juros normais de mercado.

    A construção de moradias para pessoas de baixa renda é subsidiada e os juros são mais baixos.

    Faltou verba para os subsídios e a Caixa prefere receber juros maiores e emprestar para a classe média.

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