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Dilma quer ganhar no grito e com cara feia, diz Jarbas Vasconcelos, dissidente do PMDB

Do UOL, em Brasília

O temperamento ácido da presidente Dilma Rousseff (PT) faz com que ela desperdice a chance de fazer aliados no Congresso. A avaliação é do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), integrante do grupo de senadores do PMDB não alinhados ao governo Dilma.

“Dilma não tem os atributos que são de Lula. Malícia, carisma. Lula tinha paciência. Ela não tem. É uma pessoa muito arrogante”, afirmou o senador em entrevista ao UOL e à Folha.

Para Jarbas, Dilma erra ao tentar “ganhar sempre no grito e na cara feia”. Ele disse que a presidente criou chance de aproximação com os dissidentes ao substituir Romero Jucá (PMDB-RR) por Eduardo Braga (PMDB-AM) no cargo de líder do governo no Senado. Mas, segundo o senador, o acerto de Dilma para aí. “Ela não quer dialogar com o Senado, não quer dialogar com a Câmara”.

Jarbas Vasconcelos falou sobre o assunto no “Poder e Política – Entrevista”, programa do UOL e da Folha conduzido pelo jornalista Fernando Rodrigues no estúdio do Grupo Folha em Brasília.

Na entrevista, o senador disse não duvidar das “boas intenções” de Dilma, mas que ela “convive com o mal feito” e “não fez faxina coisa nenhuma”. Ele explicou: “Foi a mídia que levou o governo ao estrangulamento e às demissões dos ministros”, afirmou Jarbas. Para ele, Dilma merece criticas por ter agido com rigor em um dos primeiros escândalos de seu governo, o do Ministério dos Transportes, mas ter abrandado o tom nos escândalos seguintes.

Apesar de ser oposicionista, Jarbas disse que Dilma deve chegar em 2014 como candidata à reeleição e favorita para vencer a eleição. “Que pesem todos esses vacilos do governo, mas a economia vai bem”, disse. Já o candidato da oposição, segundo Jarbas, deve sair do PSDB. “Talvez fique entre o Aécio [Neves] e o [Geraldo] Alckmin”.

Próximo a José Serra, Jarbas afirmou que o tucano não deve ser candidato a presidente se for eleito prefeito de São Paulo. “Acho que ele vai ter que cumprir o mandato”.

3 Comentários

  1. A encrenca toda se resume a um único fato: a queda de braço com os ruralistas no que se refere ao novo código florestal. Estes pensam apenas nos seus interesses de produtores rurais, querendo fazer do uso da terra como bem entenderem. Segundo eles preservação ambiental é para sonhadores, teóricos e sem terras.
    Eles estão alojados em todos os partidos, portanto não se trata de situação e oposição. Se trata de defesa de interesses de uma classe bem unida.
    Então, vai ser muito difícil qualquer acordo.
    Coitada da Presidenta e dos brasileiros que, como um todo, estão impotentes ante esta situação. Consciência neles.

  2. Quem vê cara não vê coração, diz o ditado popular. Definitivamente nosso congresso não é mesmo confiável. Um dos senadores mais combatentes da corrupção mostra o seu verdadeiro caráter.

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