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Com derrota do governo, Câmara aprova reforma do Código Florestal

Manifestantes nas galerias do plenário da Câmara durante a votação do Código Florestal

Da Folha de S. Paulo:

Com apoio da bancada ruralista, a Câmara aprovou nesta quarta-feira (25) a reforma do Código Florestal impondo uma derrota ao governo e deixando para a presidente Dilma Rousseff a opção de veto à proposta.

Por 274 votos a favor, 189 contrários e 2 abstenções, os deputados acolheram o relatório do deputado Paulo Piau (PMDB-MG) com 21 modificações no texto aprovado pelo Senado em dezembro, que era defendido pelo Palácio do Planalto. Ainda serão analisados 13 destaques que podem modificar o texto.

Apesar da derrota e com uma manobra regimental, o governo conseguiu devolver ao texto a exigência de recomposição de 15 metros de APPs (Áreas de Preservação Permanente) em beira de rios pequenos. Os ruralistas rejeitavam qualquer obrigação de recuperação dessas áreas.

Ao apresentar seu relatório na manhã desta quarta-feira, o relator também suprimiu do projeto partes que obrigam a ocupação urbana em margens de rios a respeitar as regras gerais para APPs. A definição dos casos nas cidades ficará a cargo de planos diretores.

O novo texto do Código Florestal foi aprovado em maio do ano passado na Câmara e depois alterado no Senado em dezembro. O projeto voltou a ser discutido na Câmara na noite de ontem e, depois de todos os destaques serem votados, vai a sanção presidencial.

Piau disse esperar que não ocorram vetos ao projeto por parte de Dilma. “É uma prerrogativa dela, mas não há necessidade de veto.”

O líder do PT, deputado Jilmar Tatto (SP), disse que, diante de inseguranças jurídicas, uma ação na Justiça pode questionar e inviabilizar todo o texto aprovado. Ele minimizou a derrota do governo e afirmou que o apoio aos ruralistas foi menor do que esperado. “Eles estão com sorriso amarelo.”

6 Comentários

  1. Parreiras Rodrigues Reply

    Os ruralistas que se vangloriam de serem os responsáveis pela produção de alimentos e que em virtude disso acham que devem plantar soja e capim até na barranca do rio, na beira da nascente, são sim, os mais estúpidos predadores de um futuro do qual se julgam donos.

    São egoístas e pensam unicamente em seus próprios enriquecimentos,

    São imediatistas e não se importam com o bem estar dos seus netos.

    Já ouvi dum dêles, a seguinte frase: Que eles se virem, como eu me virei!

    Em Santa Cruz do Monte Castelo, depois duma palestra num Dia da Árvore, em 84. Esquecer, como há de?

    Exaurem propriedade herdada no Rio Grande do Sul, no Paraná, em São Paulo e depois se mandam para a região Amazônica para o plantio de novos desertos e ainda assim, se autointitulam: Abridores de novas fronteiras agrícolas.

  2. As cidade que tem a maior parte de poluição ta fora, porque os rio que passam nas cidade não precisa de mata, pq fazem casas nas encostas dos moros e ta tudo certo, eu esto gostando de ver o feijão subir a carne a soja, esse povo que vai pagar caro, a produção tem que diminuir para ser mais valorizada, o Brasil não precisa produzir 160 milhões de tonelada reduz para 90 milhões ta bom de mais.

  3. éder antonio defreitas Reply

    Um dia todos nós chegaremos a conclusão de que dinheiro não se come e nada poderá deter a fúria da mãe natureza.

  4. éder antonio defreitas Reply

    Este novo código florestal me faz pensar no futuro de minhas sobrinhas e sobrinhos.

  5. éder antonio defreitas Reply

    Fico muito temeroso em como nós estamos tratando o meio ambiente.

  6. Doutor Prolegômeno Reply

    Somente os ingênuos acreditam nesta manchete. O governo ganhou. Tirou do pescoço a corda da forca, em que estava pendurada, às vésperas da Rio+20 e fingiu que não negociou com os ruralistas. Agora, a Imperadora, com calma, usando a lixa do veto, vai aparar alguns exageros e sair como a justiceira do meio-ambiente. Aquilo que não puder mudar no veto (porque foi combinado), vai debitar aos “maledetos latifundiarii”, depredadores da terra-mãe, capitalistas selvagens, etc e tal. Jogo de cena, empulhação e acenos de princesa para o povão basbaque: a política, ontem, hoje e sempre.

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