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CPI: melhor não ter ilusão à toa, por Dora Kramer

Da Dora Kramer:

Tanto faz como tanto fez. Do ponto de vista da investigação em si é quase irrelevante o adiamento do depoimento de Carlos Augusto Ramos na CPMI que trata das interligações dele no mundo da jogatina ilegal, do tráfico de influência, da espionagem, da corrupção, lavagem de dinheiro e negociatas de natureza público-privadas.

A presença do dito Cachoeira ajuda a animar a cena e a manter em evidência o fato. Mas, de qualquer modo e a qualquer tempo em que vá à comissão, o fará sob a regra do silêncio.

Seja para preservar seu direito constitucional de não se incriminar, seja em obediência aos ditames do sigilo inerente ao esquema de contorno mafioso de que se cuida.

Quanto mais calado ficar, menos chance tem de se enrolar mais do que já está embrulhado nos inquéritos da Polícia Federal e no processo em curso na Justiça de Goiás que, por sinal, acaba de pedir o bloqueio dos bens do acusado de chefiar operações de jogo ilegal, espionagem, corrupção de agentes públicos e privados e lavagem de dinheiro.

Parlamentares com larga experiência em comissões de inquérito não conferem grande valor a depoimentos. Estes têm mais o intuito de manter acesa a chama e de cumprir o rito do direito à defesa.

Surpresas, contradições importantes e informações relevantes quando aparecem vêm de personagens secundários. Já tivemos exemplos de motorista, secretária e até de um publicitário que deram contribuições efetivas para o rumo das investigações.

No caso de Carlos Augusto Ramos isso é altamente improvável. Não há o menor interesse dele nem do sistema interligado de advocacia que atende aos atores principais desse espetáculo, de denotar parceiros e facilitar o desmonte definitivo da organização.

Portanto, é inútil esperar que desse mato saia algum coelho.

5 Comentários

  1. Dora Kramer diz o que quer, com elegância e conhecimento de causa!
    Essa é uma das que terão que passar antecipadamente seus textos pelo crivo do censor, tão logo a censura petista seja imposta como quer Lulla e o resto da petezada!

  2. Do Interiorrrrrr... Responder

    De fato à ilusão de pizza

    Há muito corre-corre nos bastidores para que seja aprovada a lei que
    retira do STF a legitimidade de julgar, em primeiro grau, os PolíTicos.
    Com isso, os quarenta quadrilheiros do mensalão voltariam à primeira instância para começarem novo julgamento, tudo com o intuito de se ver prescrever os crimes dos quarenta.

    E não duvide que o processo esteja sendo segurado no STF até a promulgação da malfadada Lei.

    Enquanto a CPI do cachoeira tira o foco do mensalão, tudo corre como planejado pelo Ali-Babá.

  3. sergio silvestre Responder

    A discipula do pig ai já está acostumada.
    Cpis não dão em nada mesmo,porque as partes interessadas e
    parte disso é imprensa,estão com o rabo preso.
    Aglobo,com sua alienada audiencia,poderia concertar o brasil.
    Mas concertar como,se são parte dos beneficiados!
    O que existe hoje é uma guerra na midia,que com seus interesses cada qual quer puxar sua sardinha.
    Está diminuindo sua gerencia sobre o povo,com tendencia de diminuir mais.
    Como os politicos ,a globo sempre foi capacho de governos.
    Esse que ai está e mais arisco,porisso que na parte social tem dado certo.
    Mais cinco anos,dona dora e maisuma caterva de urubus,terão que enfiar a viola no saco,e curtir suas aposentadorias.
    Porque coisa proveitosa para a nação e o povo,nunca fizeram nada.

  4. Parreiras Rodrigues Responder

    As ações propiciadas pelo nosso judiciário federal, são as explicações mais contudentes para o aumento da criminalidade no País.

    Com desvantagem para o ladrão-assassíno-vigarista-estelionatário comum: Não pode pagar eméritos e consagrados causídicos.

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