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Perto do prazo, Dilma intensifica reuniões
sobre Código Florestal

Da Folha de São Paulo:

Às vésperas do prazo final para a sanção ou veto do Código Florestal, a presidente Dilma Rousseff reuniu-se neste sábado por cerca de cinco horas com um grupo de ministros no Palácio da Alvorada.

Participaram do encontro os ministros Izabela Teixeira (Meio Ambiente), Mendes Ribeiro (Agricultura), Pepe Vargas (Desenvolvimento Agrário), Gleisi Hoffman (Casa Civil) e Luis Inácio Adams (Advocacia-Geral a União).

Além dos ministros, técnicos do Ministério das Cidades –responsáveis pela área de urbanização– foram convocados para comparecer ao Alvorada, duas horas após o início da reunião.

O prazo para que a presidente sancione ou veto o Código se encerra na próxima sexta-feira (25). Nos últimos dias, Dilma Rousseff intensificou as reuniões com os ministros envolvidos com o tema, principalmente a ministra do Meio Ambiente, Izabela Teixeira. Interlocutores da presidente afirmam que ela deve estender as discussões até o limite do prazo estabelecido, deixando a decisão de veto para o último dia.

Nos bastidores, o Planalto estuda qual será a extensão do veto e de que forma irá contemplar os temas que ficarão pendentes. A Casa Civil encomendou uma avaliação a cada ministério envolvido com o Código Florestal, sobre possíveis trechos que poderão ser vetados e quais seriam as consequências.

Há uma tendência no governo de baixar uma medida provisória com a chamada “escadinha”, ou seja, um escalonamento das faixas de recuperação de florestas de acordo com o tamanho da propriedade. Organizações de pequenos agricultores não estão satisfeitas com a previsão de que os minifúndios tenham de recuperar 15 metros de suas áreas de preservação permanente – querem que seja uma área menor.

REPERCUSSÃO

O texto do deputado federal Paulo Piau (PMDB-MG), aprovado no último dia 25, desagradou ao Planalto. Dilma considerou que trechos importantes do texto aprovado pelo Senado foram suprimidos pelo peemedebista. Por causa disso, o Planalto chegou a estudar um veto na íntegra ao texto.

O governo está de olho também nos dividendos eleitorais da rejeição ao texto de Piau. A campanha “Veta, Dilma” virou uma febre nas redes sociais. Na sexta-feira, a modelo Gisele Bündchen postou uma foto na internet com um cartaz com a mensagem “Veta tudo, Dilma!”, sobre o Código Florestal.

Além disso, a repercussão internacional negativa da reforma do código tem preocupado Dilma, que precisa atrair o maior número possível de chefes de Estado à Rio+20, em junho.

Imagem: detalhe de quadro de Claude-François Fortier, intitulado Floresta virgem do Brasil (cerca de 1822).

7 Comentários

  1. Veta Dilma.
    Deputados, juízo na cabeça, não fiquem enganando o Pobre do agricultor. Os pequenos já sabem da importancia de cuidar da matas ciliar. Mata Ciliar Preservado, água boa para a produção, do milho ao porco gordo. Do pé de Alfaze ao Leite.
    O código tem que ser mudado, mas os rios tem que estarem protegidos.

  2. Repito, água é vida, e sem água a vida vai embora.
    Preservar, e bem, os pequenos rios, as nascentes, é proteger a vida, é proteger a biodiversidade, a produção, o pequeno agricultor, é proteger a formação dos grandes rios, e não me venham querer comparar Brasil com o resto do Mundo. Rios, lagos e mares já secaram no resto do mundo. É este o exemplo????
    Esta história ” Organizações de pequenos agricultores não estão satisfeitas com a previsão de que os minifúndios tenham de recuperar 15 metros de suas áreas de preservação permanente – querem que seja uma área menor.” não esta bem contada. Os pequenos agricultores já sabem que protegendo e bem seus pequenos rios e nascentes nunca vai faltar agua. VEja os exemplos do Paraná, na reforma das nascentes e nas proteções de seus rios. Veja o exemplo do que aconteceu quando houve as grandes estiagens no paraná, rios secaram, nascentes secaram, poços artesianos profundos secaram, mas com a proteção dos rios, á agua diminuiu, mas não secou.
    Espero que mais tarde, a Lagrima não seja a ultima água que vai restar para o homem.
    O velho código tem aberações, com deixar reseva legal para as APPs, deixar 500 metros de apps para o velho Rio S. Francisco, APPS em algumas áreas de encostas, mas proteger os pequenos rios, repito, é proteger a vida. Que São Francisco interceda pelos nossos deputados.

  3. Não há aspecto técnico para se pedir o que e porque vetar. A riqueza que temos em nossa biodiversidade, quase nada explorado, quantos produtos fármacos o Brasil extrai da natureza. Pouco se conhece de toda a flora existente no país. Quem irá ressarcir o produtor que cede sua terra para preservar e garantir o ambiente equilibrado para gerações futuras??? As ONGs financiadas pelos recursos internacionais, deveriam então propor uma forma de compensação aos pequenos e médios produtores, pois, falar é fácil. O alimento não nasce nas gôndolas dos supermecados, alguém tem de produzir. VETA DILMA, A IGNORÃNCIA dos que não conhece a realidade…

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