Uncategorized

Mercado vê pela 1ª vez variação do PIB abaixo de 3% para este ano

Da Folha de São Paulo:

O mercado reduziu pela terceira semana a estimativa para o PIB (Produto Interno Bruto), de acordo com divulgação do boletim Focus desta segunda-feira (28).

Esta é a primeira vez que o mercado indica um crescimento menor do que 3% neste ano e acompanha o movimento do governo que já fala em crescimento menor do que os 4,5% estimados no início do ano. O otimismo com relação a economia tem perdido força com indicadores industriais em queda e o IBC-Br (prévia do PIB divulgado mensalmente pelo BC) que aponta para uma alta de apenas 0,15% na atividade econômica no primeiro trimestre em comparação com o quatro trimestre de 2011.

A projeção para o PIB (a soma de todas as riquezas produzidas por um país) de 2012 foi reduzida de 3,09%, na semana passada, para 2,99% hoje. Para 2013, a estimativa foi mantida em 4,50%.

A projeção deste ano para inflação oficial (medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA) caiu de 5,21%, na semana passada, para 5,17%. Para 2013, a previsão ficou em 5,60%. O centro da meta do governo para este ano é de 4,5% e o teto, 6,5%.

Já a previsão para a taxa básica de juros, a Selic, neste ano, foi mantida em 8% (a mínima histórica foi de 8,75% em 2009), pela segunda semana seguida. Para 2013, foi mantida em 9,5%.

A projeção para o valor do dólar em 2012 voltou a subir, passando de R$ 1,85, na semana passada, para R$ 1,90 hoje. Para 2013, ficou inalteradas em R$ 1,85.

O boletim Focus é elaborado pelo BC a partir de consultas feitas a instituições financeiras e expressa, semanalmente, como o mercado percebe o comportamento da economia.

ANTICRISE

No começo do mês, o governo anunciou mais uma série de medidas para estimular o consumo, principalmente de veículos, e a aquisição de bens de capital (máquinas e equipamentos), que incluem a redução de impostos, aumento de prazos de financiamentos e corte de juros.

Entre as medidas, o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) cobrado em todos os financiamentos para consumo caiu de 2,5% para 1,5%.

Outra medida foi a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) até 31 de agosto em até sete pontos percentuais, de acordo com o modelo e a cilindrada do veículo. A renúncia fiscal é estimada em R$ 2,1 bilhões.

4 Comentários

  1. Desde o Governo FHC o Brasil continua na mesmice atolado na burocracia e falta de competência e planejamento.
    As perspectivas são assombrosas, o Estado não tem política de longo prazo e lhe falta a coerência na implementação dos projetos, pois, sempre esbarram em aspectos ambientais e legais.
    Os políticos estão mais preocupados em impressionarem os eleitores. Os fatores estruturais para chegarem ao nível da média mundial não se consegue apenas numa gestão.
    Mas, como exemplo temos uma educação degradante, enorme peso tributário (custo Brasil), corrupção, impunidade etc.
    O PT é o partido do assistencialismo, deletério e caudatário…somente a educação, chega de esmola.

Comente