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Banco Central muda fórmula de resolver problemas de bancos

De Paulo Justus, O Globo:

A intervenção do Banco Central no Cruzeiro do Sul mostra uma mudança da fórmula adotada pelo BC para resolver problemas semelhantes enfrentados pelo Banco PanAmericano, em novembro de 2010.

Na ocasião, em vez de intervir no banco com dificuldades, o BC decidiu usar os recursos do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para fechar um rombo patrimonial que chegou a R$ 4,3 bilhões em troca de recebíveis de R$ 450 milhões do banco BTG Pactual, que adquiriu o PanAmericano.

A falta de ativos que garantissem os recursos do FGC para sanear o banco foi o principal motivo para que o BC optasse pela intervenção no caso do Cruzeiro do Sul, de acordo com Luis Miguel Santacreu, analista de instituições financeiras da consultoria Austin Rating.

Ele lembra que, no caso do PanAmericano, os ativos do Grupo Silvio Santos foram usados como garantia da operação — além do próprio banco, as quatro empresas do grupo entraram no negócio: Baú Financeira, Liderança Capitalização, Jequiti (da área de cosméticos) e SBT, avaliados em R$ 2,7 bilhões.

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