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Juiz afastado do caso Cachoeira pediu segurança ao CNJ

Magistrado, que autorizou prisão de Cachoeira, diz se sentir ameaçado. Em documento, ele relata que família sofreu ‘ameaças veladas’ de policiais.

Do G1, em Brasília:

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região divulgou ofício (leia aqui a íntegra) em que o juiz Paulo Augusto Moreira Lima, que autorizou escutas da Operação Monte Carlo e também a prisão do bicheiro Carlinhos Cachoeira, pede para deixar o caso e se diz sob ameaça. O magistrado foi afastado do processo nesta semana.

No pedido encaminhado à Corregedoria do TRF-1, feito no dia 13 de junho, o juiz Paulo Augusto relata que havia solicitado, em fevereiro, carro blindado mesmo em horário fora do expediente e viagem de três meses para o exterior a partir de setembro. A justificativa foram ameaças sofridas por ele e familiares.

“Em fevereiro de 2012, requeri a esta Corregedoria autorização para uso do veículo blindado desta seção fora do horário do expediente”, afirma o juiz no texto. Ele ainda acrescenta: “Formulei requerimento de férias com a cumulação de 3 períodos a serem gozados a partir de setembro por questões de segurança, haja vista a necessidade de me afastar do país no período”.

O juiz alega que, depois de deflagrada a Operação Monte Carlo, familiares foram procurados “em sua própria residência, por policias que gostariam de conversar a respeito do processo atinente à Operação (…) em nítida ameaça velada, visto que sabem quem são meus familiares e onde moram”, afirma o magistrado.

A Operação Monte Carlo, comandada pela Polícia Federal, investigou relações entre agentes públicos e quadrilha que atua na exploração do jogo ilegal em Goiás. As investigações levaram à prisão, entre outros, de policiais militares do estado.

Paulo Augusto Moreira Lima revela ainda no ofício que foi orientado pela Polícia Federal a “não frequentar bares, restaurantes” e obedecer a “outras várias restrições”. O juiz diz também que delegados da PF alertaram que ele corre maiores riscos no segundo semestre, “quando poderá ocorrer alguma represália pela atuação no processo”.

Para o magistrado, aumenta o nível de periculosidade da quadrilha o fato de que “há crimes de homicídio provavelmente praticados a mando por réus do processo da Operação Monte Carlo”.

O juiz Paulo Augusto Moreira Lima ainda acrescenta, em seu pedido para deixar o processo, que está em “situação de extrema exposição junto à criminalidade do estado de Goiás” e que tem sofrido, desde a deflargração da Operação, problemas de saúde, como “pressão alta, insônia e doenças causadas por brusca queda de imunidade”.

2 Comentários

  1. ,Este país esta voltando ao faroeste. Os coroneis voltaram e quem duvida que isso aqui vai virar o armagedom que se cuide. Pobre dos nossos filhos, pois serão os filhos da geração que acabou com o Brasil. Seremos lembrados como a escória da história, infelizmente…

  2. sergio silvestre Responder

    A coisa ai e que os coroneis estão perdendo a batalha.
    Nossa presidenta junto com orgãos investigativos não vão dar tregua para estes miliantes.
    Agora,juiz ganhando o que ganham ,mais auxilio livro etc
    vai querer chegar a aposentadoria palitando os dentes.
    Porque prestou concurso ou teve algum pistolão para ser juiz?
    Se a moda pega no brasil,vamos voltar ao cangaço para fazer valer a justiça.

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