Uncategorized

Gilberto Carvalho negocia entrada de indígenas na Rio+20

De Italo Nogueira:

O ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência, negociou com indígenas, entre eles o cacique caiapó Raoni, a entrada de uma comissão de 12 deles no Riocentro, local onde estão os chefes de Estado na Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável que acontece na capital fluminense até sexta-feira (22).

Os indígenas pedem a demarcação de terras e o fim do desmatamento. O documento de reivindicações não foi entregue a Carvalho pois não havia cópia com os manifestantes.

O protesto foi realizado próximo ao Riocentro, local da conferência. Um forte esquema de segurança com policiais militares e Exército foi montado para evitar a aproximação ao local do encontro da ONU.

Carvalho foi ao local negociar com os índios. Num intenso empurra-empurra, ele disse que vai tentar autorizar a entrada de 12 indígenas na conferência.

O ministro, que ficou cerca de dez minutos com o grupo, disse que se sentia bem no meio dos manifestantes. “Estou me sentindo bem. Estou no meio das pessoas. São gente seria, que reivindica, gente que luta por direitos. Estou muito bem no meio deles”, disse, ao tentar sair do local.

2 Comentários

  1. Se existe um povo que merece reconhecimento pela preservação ambiental, são os povos nativos dos continentes, principalmente o Americano. Se não fosse sua atuação expontânea, alimentada por sua forma de vida e de se relacionar com a natureza, muitos rios, florestas, ja não fariam parte planeta terra.
    Pensar que as milhares de Ong’s, Poderes públicos e o Capital, devem ser ressarcidos pela preservaçao ambiental é ter uma leitura de história e de mundo superficial.
    Sendo assim, esse evento “Rio+20” fica fragilizado, por ter um leitura de mundo muito reduzida. “Os povos das matas é que são os guerreiros da Vida”, portanto deveria ter um lugar de destaque no evento e nas discussões do mesmo.

  2. Cajucy Cajuman Responder

    Carvalho disse tudo: índio é “gente séria”. Pois é, deveria aproveitar a oportunidade e aprender com eles. Aliás, como já dizia o falecido Juruna, não dá para confiar em homem branco.

    Foi a partir daí que o índio Juruna começou a gravar todas às suas conversas e reuniões com ministérios, deputados, senadores e demais autoridades.
    Juruna já se foi e os políticos continuam fazendo contorcionismo para aparecer e bravatas para iludir!

    Tem índio no anonimato fazendo muito mais do que políticos na Capital Federal!
    Durma-se com um barulho desses.

Comente