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No Metro, Ducci garante é o candidato mais forte

O prefeito Luciano Ducci, do PSB, disse ao jornal Metro que conta com a boa avaliação da administração e com o apoio do governador Beto Richa, do PSDB, para deixar a condição de terceiro colocado nas pesquisas eleitorais na cidade. E acrescenta também como trunfo sua boa relação com o governo federal, de onde trouxe recursos bilionários para obras de mobilidade urbana.

Luciano Ducci ocupa o cargo de prefeito de Curitiba há pouco mais de dois anos. Eleito como vice de Beto Richa em 2004 e 2008, ele ainda enfrenta o desconhecimento de boa parte do eleitorado. Na corrida deste ano, aparece em terceiro na preferência dos eleitores. Mas confia na campanha e na apresentação de suas obras para reverter o quadro e chegar ao segundo turno. Leia a entrevista no leia Mais.

Por que o eleitor deve manter o senhor na prefeitura?

Luciano Ducci – Pelo desenvolvimento que a cidade vem tendo. O grande indicador da nossa gestão é a diminuição da pobreza e da miséria. Curitiba foi a cidade que mais diminuiu pobreza e miséria, segundo a Fundação Getúlio Vargas e o Ipea. Nós diminuímos 65% de pobreza e miséria, e o Brasil diminuiu de 42% a 45%, que é bastante também. Temos a menor taxa de desemprego do país, já por um bom tempo. Conseguimos chegar no quarto PIB do país. E nós temos hoje o maior salário médio. São indicadores muito fortes que se somam aos da área social: a menor taxa de mortalidade infantil e uma das melhores educações básicas do Brasil.

A redução da miséria e o menor desemprego resultam de ações da prefeitura?

Luciano Ducci – A prefeitura fez todo o processo de articulação para que isso acontecesse. O programa “Família Curitibana”, por exemplo, foi buscar mais de 7 mil famílias em áreas de extrema pobreza. Construímos 45 Cras, os Centros Regionais de Assistência Social, nos bairros mais periféricos da cidade. Montamos 13 barracões do Eco Cidadão com cooperativas funcionando. E agora, em parceria com o BNDES, vamos implantar mais 13 desse modelo, que atende os coletores de material reciclado, com 502 carrinhos elétricos e carrinhos convencionais, uma novidade para a cidade. E temos o Armazém da Família, que hoje atende mais de 200 mil famílias por mês, com uma redução de 30% no preço dos produtos de primeira linha, coisa que não acontecia antes. Na educação infantil, na primeira gestão, foram quase 10 mil vagas; agora nesta gestão são mais de 10 mil vagas sendo abertas. Temos 31 liceus em Curitiba que trabalham na capacitação profissional. Tem o programa “Bom Negócio”, que formou mais de12 mil pessoas.

O que a população pode esperar de um novo mandato?

Luciano Ducci – Temos que consolidar o que está acontecendo neste momento. São muitas obras importantes. Com o pacote de obras até o final de 2013, a cidade vai estar bem encaminhada. Tem o metrô que deve começar as suas obras no final do ano. Muita gente fala do transporte coletivo da cidade, que não tem inovação.Mas Curitiba avançou bastante. Nós temos o Ligeirão, exemplo claro de mudança de modelo, o desalinhamento de estações para fazer um processo mais rápido de transporte. Já está no Boqueirão,Centro, Pinheirinho, Linha Verde, Centro. Já estamos fazendo a linha Santa Cândida-Centro. Ano que vem a linha Centenário-Campo Comprido. E o Ligeirão é movido a biocombustível,40% menos poluente que o diesel. Agora, lançamos na Rio+20, o ônibus híbrido, hibrielétrico. A parte a diesel é a biodiesel, que diminuia emissão de gases de efeito estufa em 90%. E já começa por cinco linhas em Curitiba no final de agosto. Começa pelo Inter 1, Vicente Machado-Detran, Água Verde-Abranches,Guanabara-Mercês e Ahú-Los Angeles.

Haverá novos projetos para os ônibus?

Luciano Ducci – A gente precisa continuar avançando. Nós temos os corredores de transporte bem definidos, mas também outra parte que transita nas ruas junto com os veículos, que causam um certo atraso no deslocamento, em especial nos horários de pico. Já temos o projeto pronto para implantarmos as faixas exclusivas para os ônibus. Elas vão ter tachões e horários em que somente os ônibus circularão, vai ter fiscalização eletrônica. Este projeto pega todo o Inter 2. E também estamos fazendo a integração temporal de algumas linhas. Todo o eixo das estações-tubo da Linha Verde agora vai estar com integração temporal. O sistema de transporte de Curitiba é 92% integrado. Nós vamos chegar a 96%,97% de integração nos próximos anos.

O que está sendo planejado para a Saúde?

Luciano Ducci – Saúde é um desafio grande. Mas o sistema público de saúde, no Brasil, é um dos mais avançados do mundo. E Curitiba é uma cidade de referência. Tem desafios, lógico. As unidades 24 horas passaram por um momento de transição, e hoje a situação está bem calma. Acabei de inaugurar agora o primeiro raio-X digital em unidades 24 horas. Curitiba é a primeira cidade do Brasil que vai ter uma rede de raios-X digitais, acoplados a uma central de laudos, no Hospital do Idoso, que vai viabilizar o laudo em tempo real. Da mesma forma como a gente enxergou, lá atrás, a necessidade de fazer um programa como o “Mãe Curitibana”, para reduzir a mortalidade infantil e dar um atendimento de qualidade para a gestante, agora, temos o Hospital do Idoso, até por conta do aumento da expectativa de vida.

E em pronto-socorro?

Luciano Ducci – Precisamos agora avançar na região norte da cidade. Temos três prontos-socorros, que estão superlotados, em Curitiba: o Evangélico, o Cajuru e o do Trabalhador. Já conversei com o governador Beto Richa. Nós estamos montando uma equipe técnica para discutir já a estruturação e o projeto de um hospital, um pronto-socorro para a região. Com centro cirúrgico, UTI, internamento, para atender também a região metropolitana.

A maior queixa é a demora no atendimento na saúde por falta de médicos. A prefeitura está com dificuldade de contratar médicos?

Luciano Ducci – Contratamos 550 médicos. Acredito que com mais 70, 80 médicos a gente preencha o quadro necessário para a área de urgência.

E em quanto tempo eles estarão trabalhando?

Luciano Ducci – Eles já estão trabalhando. Muito se fala da demora, da falta de atendimento. Mas as pessoas não percebem o número de consultas médicas que são realizadas em Curitiba. São quase 400 mil consultas por mês, entre especializada, retorno, urgência, emergência e consulta básica. E não é consulta de enfermagem, é consulta médica. É bastante.

Quanto disso vem da região metropolitana?

Luciano Ducci – Algumas unidades 24 horas têm até 50% do atendimento. E temos outro dado em Curitiba: 13 mil internamentos por mês pelo SUS. Isso dá 400 internamentos todos os dias. Tem hospital que atende mais de 2 mil pessoas por dia.

E a maioria passa pelas unidades de saúde?

Luciano Ducci – Boa parte passa pelas unidades de saúde, outros pelas áreas de pronto atendimento, outros por urgência e emergência. É um sistema que tem toda a fluidez.

E, lógico, às vezes isso acontece, as pessoas reclamam a demora da consulta especializada. É o caso da ortopedia, que tem uma demanda muito grande. Mas os casos que são de urgência e emergência não deixam de ser atendidos. Normalmente quando a consulta especializada é eletiva, o tempo de espera é maior, como é no Canadá, em Londres, nos Estados Unidos.

As obras do PAC da Copa estão começando agora. Não está tarde?

Luciano Ducci – Não, dá tempo tranquilo. A Copa do Mundo é um momento importante, estratégico para a cidade. Nós viabilizamos recursos que não viriam se não estivéssemos na Copa. Muita gente critica a Copa do Mundo em Curitiba, muita gente é contra. Eu sou super a favor.

O que não viria para Curitiba se não fosse a Copa?

Luciano Ducci – Por exemplo, a reforma da rodoviária. Não viria o viaduto estaiado, a nova Marechal Floriano, os recursos para a Linha Verde Sul, todo esse sistema que envolve os centros de operação do trânsito, os painéis que estão sendo implantados. E a parceria com o governo do Estado, de onde tem vindo recursos para a Carlos de Carvalho, a Fagundes Varela, a Augusto Stresser, São Francisco, Av. Batel. Daqui a pouco vem Salgado Filho, Raul Pompeia, Carlos Klemtz, Manoel Ribas. As obras do anel viário central, que estão ficando prontas. Curitiba passa por um momento de mudança de patamar. O anel viário já tem ajudado bastante.

Na questão viária, há o aumento da frota.

Luciano Ducci – Aumentou bastante, mas não é um fator negativo, é positivo. Aumentou porque a renda do brasileiro melhorou. Muita família que nunca teve carro na vida, tinha o sonho de ter o seu carro e está tendo. A frota em Curitiba é a maior do Brasil. Isso se explica até pelos indicadores. Maior diminuição de pobreza e miséria, maior renda média, menor taxa de desemprego, mais serviços públicos.

Existem muitas críticas sobre a lentidão na Linha Verde. Tem solução?

Luciano Ducci – Quem conhece Curitiba sabe como era a Linha Verde antes. Eu conheci a BR-116 quando tinha uma pista só. Depois ela foi duplicada. Mesmo assim, a Linha Verde já estava intransitável e não tinha pistas laterais. Você imagina se nós não tivéssemos tido a coragem, a determinação, quando assumimos a prefeitura, de buscar um dinheiro que estava perdido. O dinheiro do BID estava perdido, a licitação estava fracassada, judicialmente sem condições de dar prosseguimento. O Beto (Richa) foi para Nova York, no BID, e conseguiu reaver o dinheiro e licitá-la de forma muito rápida, com os projetos existentes. Pegamos o dinheiro que, quando foi captado, tinha um valor em dólar, e depois caiu pela metade. Mas fizemos essa obra que transformou aquela região. Estamos dando continuidade a ela, agora com recurso da Agência Francesa de Desenvolvimento, para chegar até a Victor Ferreira do Amaral. Temos uma parte do recurso para fazer do Atuba até o Solar. Agora nós estamos lançando títulos na Bolsa de Valores, o que também foi uma grande inovação. A gente começa vendendo R$ 60 milhões em Cepacs para licitar as obras que vão da Victor Ferreira do Amaral ao Solar.

Com quais partidos o senhor conta?

Luciano Ducci – A coligação hoje já tem PSB, PSDB, DEM, PP, PTB, PSD, PRB, PRP, PSL, PMN, PHS. São 13 ou 14 partidos.

Já desistiu do PMDB?

Luciano Ducci – O PMDB tem uma discussão interna, acredito que eles vão ter candidatura própria. Se fosse uma questão consensual de apoio do partido à minha candidatura, tudo bem. Mas uma discussão que polemize não traz vantagem nenhuma.

E o PPS?

Luciano Ducci – Nós estamos conversando.

O vice como fica?

Luciano Ducci – O vice vai ser definido depois desta edição.

Na segunda-feira passada o senhor esteve no Ministério Público, em função da notícia da revista Veja que o acusou de enriquecimento ilícito, e disse que ‘a campanha começou da pior maneira possível’. O que o senhor está esperando desta campanha?

Luciano Ducci – Espero que seja uma campanha de discussão de ideias, de propostas. Sabia que poderia haver muitas críticas sobre a forma de administrar a cidade. Mas não esperava que fosse começar por onde começou, de forma tão baixa, com agressões e questões particulares e de família, envolvendo mulher, filhos. Eu acho isso muito baixo.

A notícia teve a ver com campanha?

Luciano Ducci – Foi campanha, não tenho dúvida. Tem até endereço e digital, mas não cabe citar, a gente sabe quem é. Já conhece a prática e o modelo.

E o senhor está preparado para essa campanha?

Luciano Ducci – Eu estou muito tranquilo, porque a gente tem o que mostrar, uma gestão muito sólida, consistente, com resultados espetaculares, que não dá para comparar com os de outras cidades. Com propostas inovadoras para Curitiba. Da minha parte, não vai haver bate-boca. Da minha parte não vou agredir. Agora, não vou aceitar ser agredido.

O senhor considera que foi agredido neste caso? E a denúncia feita?

Luciano Ducci – Totalmente agredido. A matéria foi caluniosa. Estamos tomando uma atitude.

Em tese, os pré-candidatos mais fortes são aliados do governo federal. Mas, na prática, o seu grande aliado é o governador Beto Richa. Quem está mais forte para ajudar na campanha? O governo federal ou o governo do Estado?

Luciano Ducci – Acho que a candidatura mais forte é a minha. Ela tem hoje um apoio muito sólido do governo do Estado, com o governador, como também uma parceria com o governo federal. Eu tenho uma parceria construída, tanto do meu partido nacional, quanto com o ministro de Integração Nacional e outros ministérios. A gente tem tido um acesso muito grande e viabilizado recursos que a cidade nunca viabilizou na sua história. Nunca Curitiba conseguiu pegar R$ 1 bilhão no governo federal,

a fundo perdido, para fazer uma obra. Nunca Curitiba foi ao Ministério do Planejamento e trouxe R$ 150 milhões a fundo perdido, para a cidade. Em outras áreas, como o PAC da Copa, tenho ido e conseguido os recursos. Por isso, a cidade está um canteiro de obras. Eu quero conseguir as coisas para a cidade, com projetos. Tem gente que critica o Ippuc, mas nem sabe o que é, nunca entrou no Ippuc, não conhece os técnicos, não sabe o que faz. Têm técnicos e funcionários que entendem a cidade como poucos.

Na única pesquisa eleitoral divulgada até agora o senhor aparece em terceiro lugar. Tem pesquisas próprias?

Luciano Ducci – Acho que continuo em terceiro, com uma boa aprovação, numa faixa de 70%.

E como reverter isso para ir para o segundo turno?

Luciano Ducci – Durante a campanha cada um mostra o que conhece da cidade, suas propostas, suas realizações, o que fez na vida. Como trabalha, se não trabalha. Tem gente que está há um ano e meio sem trabalhar, por exemplo. Não sei como a pessoa consegue ficar tanto tempo sem trabalhar. Estamos acostumados a trabalhar de manhã até a noite. Vamos mostrar isso na campanha. E a população vai decidir.

13 Comentários

  1. Coitado, o cara deve ser o mais forte mesmo pois comprou até fazendas depois que virou Prefeito.

  2. Ducci garante é o candidato mais forte… pelo menos financeiramente é, olha só a herança que ele tem!!!!!! Dinheiro de herança, né?
    Vichi……. eu queria aumentar meu patrimônio com herança e ter a máquina de propaganda da prefeitura ao meu lado (ou essas obras n centro da cidade são para o bem do povo mesmo?)

  3. Aham… proposta inovadora é VENDER A CIDADE.. PEDREIRA, ÓPERA DE ARAME, ..
    Inovou mesmo – cidade toda nas mãos da iniciativa privada!

  4. Pode até ser Fábio, acredito nisso, más se colocar uma cidadã de UMUARAMA, na chapa como vice, pode ter c erteza que este perde a eleição já no 1º turno, pois a antipátia dessa asainha é de grande e numero repercusão.
    AQUI NO BAIRRO – CIC, SOMOS ANTI-BUENO

  5. Fabio, anote aí, o vice vai ser VOTO LIMPO, e a Renatinha não será candidata, o Ducci ganhando abre uma vaga na Cam.Federal p/ um aliado………….até domingo tudo resolvido………….

  6. Paulo Anacleto Responder

    Meu Deus. Esse Ducci é sem noção. Mas, tudo bem. Vale o debate democratico. Deixa ele participar da eleição. Mal não faz.

  7. O cara já está oito anos na prefeitura e não fez e ainda quer mais quatro anos, chega é hora de renovação.

  8. antonio carlos Responder

    Não resta a menor sombra de dúvida de que o menos pior dos candidatos a prefeito, é o próprio prefeito. O cara é ruim, mas pelo menos sabemos o quanto ele é ruim, e quão ruins são os outros? Destes arrivistas nenhum gerenciou nada ainda na vida. Emprego só de político, funcionário público ou filho de empresário. ACarlos

  9. Beto Buraco e Luciano Cratera Responder

    Infelizmente se ele se reeleger o pacote de obras só continua em 2016, foram 4 anos esperando os asfaltos no Boqueirão e demais bairros, porque só agora começaram?
    Será que se perderem a prefeitura continuam?
    Duvido têm que tapar o rombo como o Beto Richa…

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