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Ramon Hollerbach, sócio de Valério, condenado a regime fechado de prisão

STF entrou hoje no terceiro dia de cálculo das penas de réus do mensalão (Gustavo Miranda/O Globo).

De O Globo:

BRASÍLIA — O réu Ramon Hollerbach foi condenado nesta quinta-feira, até agora, a 14 anos, três meses e 20 dias de prisão pelos crimes de corrupção ativa (duas vezes), peculato (duas vezes) e formação de quadrilha. Sócio de Marcos Valério, condenado ontem a mais de 40 anos de prisão, Hollerbach também terá que pagar R$ 1,634 milhão de multa. Ainda faltam as dosimetrias relativas a crimes de corrupção ativa (no caso de compra de votos de parlamentares), lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Em seu voto, Joaquim Barbosa chamou a atenção para a posição de Hollerbach no esquema do mensalão:

— Não minimizemos tanto a participação do Ramon, ele tinha constante diálogo com as autoridades públicas em Brasília, mantinha reuniões com inúmeros órgãos públicos e foi um dos que encontraram os métodos de remessa de dinheiro.

Mais cedo, o plenário tratou sobre a fixação das penas de Valério. Ausente da votação da dosimetria de dois tipos de crimes nos quais Marcos Valério foi condenado, o ministro Marco Aurélio Melo teria a palavra. Mas, contrariando as previsões, o magistrado disse que deixará para se pronunciar em outro momento, pois está avaliando questão de ordem levantada por Marcelo Leonardo, advogado do publicitário.

— Tenho refletido muito quanto ao que foi aqui veiculado da tribuna e o advogado de Valério disse que uma vez observada a agravante de liderança do grupo, a impossibilidade de considerarmos quanto aos crimes que teriam sido praticados a partir da organização deste grupo — argumentou Marco Aurélio. — Eu aguardarei e trarei na retomada dos trabalhos um voto da parte da dosimetria das penas.

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) retomaram hoje o cálculo das penas dos outros 24 réus condenados no processo do mensalão. A expectativa é que o relator Joaquim Barbosa siga com a análise sobre os outros 23 réus condenados pelo plenário, a partir daqueles ligados ao núcleo publicitário: o sócio Cristiano Paz (corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha), o advogado Rogério Tolentino (corrupção ativa, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha) e a ex-funcionária da SMP&B Simone Vasconcelos (corrupção ativa, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, evasão de divisas).

2 Comentários

  1. Quando o trabalho começa sério se encerra sério. Sempre dizem que tudo acaba em pizza. Sabem por que isso nao está acabando em Pizza? Porque a CPI foi bem feita e levada a sério. Nao foi podada la no Congresso Nacional. Foi concluída e entregue ao Ministério Público, senão… Parabens deputado Osmar Serraglio e senador Delcidio Amaral..

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