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Fruet terá que negociar com muitos PTs

Gustavo Fruet terá que dialogar com vários PTs, o que torna sua vida mais dificil. Todas as alas pretendem abocanhar uma parte da administração e nomear os seus. Não há lugar para tantas expectativas. A vice Miram Gonçalvez, que é petista, representa apenas uma dessas correntes. As demais tem os seus próprios chefes e chefetes que só negociam em separado. Não entram no pacote geral.

Para entender essa divisão interna, veja a seguir as principais correntes internas do PT, como lembra Cicero Cattani:

ARTICULAÇÃO
É a hegemônica no Brasil, mas em Curitiba apoiou Roseli Isidoro para vice de Fruet, mas perdeu para Miriam Gonçalves. É comandada no Parana pelos ministros Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann, e é composta por sindicalistas, setores sobre a influência da igreja progressista, intelectuais, marxistas independentes e militantes social-democratas,.

UNIDADE NA LUTA
A tendência Unidade na Luta, veio da antiga Articulação. Integrada por militantes mais próximos de Lula, a Unidade na Luta é considerada o centro do PT.

ARTICULAÇÃO DE ESQUERDA
Dissidência da Articulação, por não concordar com o caminho que a Antiga Articulação estava tomando no rumo político, num primeiro momento foi conhecida como Hora da Verdade, depois mudou seu nome para Articulação de Esquerda. É tida como a esquerda petista,

O TRABALHO
Tendência de orientação trotskista, O Trabalho surgiu em 1976, com o nome de Organização Socialista Internacional (OSI), resultado da fusão da Organização Marxista Brasileira com o Grupo Comunista Primeiro de Maio. No meio estudantil a OSI atuava com o nome de Libelu (Liberdade e Luta). Inicialmente contrária à criação do Partido dos Trabalhadores, a OSI reviu sua posição em 1979 e em 1980 declarou-se integrante do Partido, sem contudo dissolver-se enquanto organização. Em 1984 a OSI mudou seu nome para Fração IV Internacional. Em 1986, adotou o nome atual, O Trabalho, e se colocou como uma corrente interna do PT. A tendência O Trabalho, está ligada à Quarta Internacional – Centro Internacional de Reconstrução (QICIR). Edita o jornal O Trabalho.

DEMOCRACIA SOCIALISTA
Também trotskista, a Democracia Socialista – DS, participou de uma frente jornalística que lançou o jornal Em Tempo. Pouco tempo depois o jornal passou a ser identificado como porta-voz da organização. Em 1981 ocorreu o Congresso de Unificação com a Organização Revolucionária dos Trabalhadores e a DS passou a se chamar Organização Revolucionária Marxista – Democracia Socialista (ORM-DS). A DS participa da construção do PT desde as primeiras discussões e de define como uma corrente organizada no interior do Partido, uma organização revolucionária que se empenha na construção do PT. A DS é ligada à IV Internacional, secretariado Unificado (SU). Continua a publicar o Jornal Em Tempo. Lideranças : no Parana tem entre seus lideres os deputados Dr. Rosinha, Tadeu Veneri e professor Lemos.

CONVERGÊNCIA SOCIALISTA
Outra tendência de orientação trotskista, a CS surgiu a partir de um grupo de brasileiros exilados na Argentina que, ao regressar ao Brasil, formou a Liga Operária. Em 1977, a Liga Operária mudou seu nome para Partido Socialista dos Trabalhadores (PST). Em 1978 o PST lançou o Movimento Convergência Socialista, com o objetivo de aglutinar setores e militantes socialistas para a formação de um partido socialista no Brasil. Em 1979, o PST se extingue e passou a chamar-se Convergência Socialista. Em 1983, a CS mudou seu nome para Alicerce da Juventude Socialista, mas no ano seguinte o nome Convergência Socialista foi retomado. A saída da CS do PT ocorreu em 1993, depois de muitas discussões sobre a questão das tendências e após se verificarem divergências entre a CS e o próprio PT. Com a saída do PT, a CS organizou o PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado). Internacionalmente a CS faz parte da Liga Internacional dos Trabalhadores (LIT).

MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO COMUNISTA
De orientação marxista-leninista, o MRC foi fundado em 1985, resultado de unificação do Movimento pela Emancipação de Proletariado (MEP), da Ala Vermelha (AV) e da Organização Comunista Democracia Proletária (OCDP). O MEP, organização que sobreviveu aos anos de chumbo da repressão no Brasil, apresentava duas posições em relação ao PT: uma entendida ser o Partido uma frente fortemente influenciada por uma tendência social-democrata, portanto sem condições de se transformar num partido revolucionário; a outra posição formada por uma ala de militantes de São Paulo e do Rio de Janeiro, defendia a participação da organização no PT, visando priorizar a sua construção e o seu fortalecimento. Também a Ala Vermelha passou por um processo semelhante, com muitos de seus militantes, principalmente de São Paulo, assumindo o PT como prioridade. Sua origem primeira está no Partido Comunista Brasileiro (PCB). Atualmente, seus militantes estão na Força Socialista.

NOVA ESQUERDA
A Nova Esquerda surgiu em 1990, a partir de um grupo de militantes do extinto PRC. Pregava uma nova discussão sobre o pensamento de esquerda, rompendo com as tradicionais formas de construção da sociedade socialista. Em 1991 uniu-se com parte da Vertente Socialista e deu origem ao Projeto Para o Brasil (PPB).

VERTENTE SOCIALISTA
Grupo socialista com forte penetração nos movimentos populares, a VS surgiu em março de 1989. Também não está alinhada a nenhuma das correntes tradicionais do pensamento de esquerda no Brasil. Em junho de 1991, algumas de suas principais lideranças e todos os seus parlamentares se uniram à Nova Esquerda, dando origem ao PPB (Projeto Para o Brasil), que posteriormente passaria a ser chamada Democracia Radical. Parte de seus militantes de base descontentes com o abandono da luta pelo socialismo, manteve a tendência ainda com o nome de Vertente Socialista, até a fusão com o Fórum do Interior em 1995.

PROJETO PARA O BRASIL
O PPB surgiu da união da Nova Esquerda com setores da Vertente Socialista, a partir do lançamento de uma tese conjunta, em agosto de 1991, para o 1º Congresso do PT, chamado Projeto Para o Brasil.

DEMOCRACIA RADICAL
Hoje considerada como a direita do PT, a Democracia Radical surgiu do Projeto Para o Brasil (PPB). Caracteriza- se como uma tendência social-democrata, com posições divergentes da maioria das outras tendências internas do PT. Propõe amplas alianças para garantir a governabilidade das administrações petistas. Foi extinta compondo uma só tendência com a Unidade na Luta (Campo Majoritário).

FORÇA SOCIALISTA
Tendência ideologicamente caracterizada como marxista, a Força Socialista surgiu em 1989, a partir de militantes oriundos do Movimento Revolucionário Comunista (MRC) e setores independentes do movimento marxista no Brasil. A Força Socialista em um movimento de unificação com outras tendências do PT, passou a se chapar Ação Popular Socialista – APS.

MOVIMENTO POR UMA TENDÊNCIA MARXISTA
Procurando formar uma tendência marxista no PT, militantes do Partido Revolucionário Comunista (PRC) e setores de grupos trotskistas, como a Luta Pelo Socialismo (LPS) lançaram o MTM no ano de 1991. Edita o Jornal Movimento.

BRASIL SOCIALISTA
A tendência Brasil Socialista surgiu a partir de militantes de vária tendências, entre elas o Movimento Revolucionário Comunista (MRC) e grupos trotskistas, em 1991, pouco antes do 1º Congresso do PT. Edita a revista Brasil Revolucionário. Tendo uma forte ligação com o MLST.

FÓRUM SOCIALISTA
O Fórum Socialista surgiu como Fórum do Interior em 1989, a partir de militantes do interior de São Paulo cujas origens e referências são os movimentos sociais do interior deste Estado, especialmente o movimento sindical, os movimentos populares e a Igreja Progressista. Uma de suas principais características é a ligação com a CUT pela Base (Atual Alternativa Sindical Socialista) no movimento sindical. Em 1995, o Fórum do Interior se fundiu aos remanescentes da Vertente Socialista que não aceitaram a transformação da tendência numa organização social-democrata e se mantiveram na luta pelo socialismo, fundando o Fórum Socialista.

10 Comentários

  1. Nossa Senhora! Jesus Maria José!!!!!Como contentar esse pool de correntes que ávidas pelas vaguinhas já devem estar em altas disputas. A sede é muita e a água e pouca! O problema talvez seja facilmente resolvido se atentarem, nas escolhas, pelo aspecto QUALIFICAÇÃO. O prefeito eleito, em entrevista por ai, já falou sobre isso. mas como já falou, também, que ão abre mão de secretarias estratégicas parece que vai deixar a briga de foice acontecer no escuro. E pensar que ainda tem os partidinhos de última hora, aqueles duccistas de carteirinha que não engoliam nenhuma possível aproximação com o Pt e que agora já nem ligam prá isso. Dureza! mas é a politica com suas coisas pequenas!!!!!

  2. ao fim esqueceram de dizer que todos eles comem criancinhas e foram o partido mais votado do Brasil

  3. Fábio Campana, as tuas fontes estão erradas, a maioria desses grupos não existem em Curitiba. Hj temos aqui a CNB (campo majoritário) MS (Militância Socialista ) AE (articulação de esquerda) DS (democracia socialista ) OT (O trabalho ) BL (base luta) EM (esquerda marxista )
    Por exemplo a unidade na luta não existe mais por que mudou nome para CNB.

  4. Parece que há correntes sobrando. Não que elas não existam, mas quais destas possuem poder para negociar qualquer coisa?

  5. Caro blogueiro
    suas fontes sobre o PT estão desatualizadas. Várias das “correntes” internas (ou dos PTs) que você cita não existem mais, algumas a mais de vinte anos, como a Convergercia Socialista que foi expulsa do PT nos anos 80.

    Sugiro a leitura do livro A História do PT (editora Ateliê Editorial) do historiador Lincoln Secco.

    Advirto que neste livro não encontrará a corrente interna do PT Militância Socialista, na qual o Deputado Estadual Tadeu Veneri é um dos fundadores em nível nacional.

    Marcio Cruz
    chefe de gabinete dep. est. Tadeu Veneri

  6. Quanta desinformação. Quem escreveu a matéria está pelo menos 20 anos atrasado. Confundiu nomes de tendências – algumas até já viraram partido -, de líderes, etc. Não é o PT que é tendencioso, mas sim que escreveu o artigo. Independente de grupos – que existem em todos os partidos -, o PT tem direção eleita pelo voto direto de seus filiados.

  7. quanta bobagem. sua fonte deve ter andado no PT no inicio dos 80 e depois foi pra lua. tem varias dessas correntes que não existem mais, outras se tornaram partido, e outras nem existem no PT de Curitiba. desinformação sobre o PT à parte, esse tipo de nota é só pra confundir e tentar criar “clima”.

  8. Uma ultima correção meu nobre, Tadeu Veneri não faz parte da DS e sim da Militância Socialista.

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