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Onde a notícia está

Do Carlos Brickmann:

Sabe os índios guaranis-caiuás que vivem na aldeia de Pueblito Kue, e que iam se suicidar coletivamente para protestar contra a maldade do homem branco?

Pois é, não é bem assim. Os guaranis-caiuás estão insatisfeitos com a decisão da Justiça, que determinou sua saída das terras que ocupam. Se tentarem desalojá-los à força, diz o chefe da aldeia, pretendem defender-se até a morte. Os fatos são esses; a história do suicídio coletivo, que provocou tamanha onda de solidariedade, simplesmente não existe.

Como é que sabemos disso? Pela maneira mais simples: em vez de pegar o telefone e ouvir ativistas de ONGs internacionais, em vez de entrar no Facebook para acompanhar a reação dos internautas, em vez de ouvir professores e especialistas, o repórter Fernando Gabeira foi à aldeia ouvir os próprios índios.

E eles lhe contaram a história – como contariam a outro repórter que fosse procurá-los para obter informações em primeira mão, em vez de ouvir apenas os ongueiros. Dá trabalho: Gabeira teve de percorrer 250 km em estrada de terra, atravessar a nado o rio Iowi (a empresa que disputava a propriedade com os índios, e ganhou na Justiça, bloqueou todas as pontes), dar um jeito de não molhar a câmera; depois, nadar de volta sem molhar a câmera e enfrentar 250 km de estrada de terra até Dourados, a cidade mais próxima.

O pessoal que ouviu só os ongueiros nem saiu do ar condicionado das redações. Muito mais confortável, embora tenha rendido informações erradas a quem pagou caro por elas, julgando-as confiáveis.

Lembra quando reportagem envolvia ir ao local, ver com os próprios olhos, ouvir os vários lados, pesquisar o assunto? Pois é – e isso é o que está faltando. Sem isso, uma declaração de um líder dos índios a respeito de sua disposição de resistir a eventuais ataques passa a ser interpretada como decisão de suicídio coletivo.

Mas quem está preocupado com o consumidor de informação?

Carlos Brickmann é jornalista e diretor da Brickmann&Associados

6 Comentários

  1. A maioria desses ativistas e ONGs são mal intencionados, ou seja, querem (a serviço de organismos internacionais) que o Brasil se torne uma “Terra de Ninguém”, onde as grandes potências poderão extrair tudo a preço de matéria prima barata. Prestam um “deserviço” à nação brasileira, muitas vezes com a conivência do poder público e ainda com o dinheiro do contribuinte. Por que não vão agir no Afeganistão, na Síria, no arrebentado Iraque e em outros lugares? Por que não vão encher o s… lá na terra do Tio Sam? Distorcem as notícias, com o intuito de criarem argumentos à favor de seus nefandos propósitos e muitas vezes enganam a opinião pública. Deveriam ser expulsos do Brasil! Esta opinião não vale para os bem intencionados, que na maioria das vezes nem recebem recursos públicos para trabalharem,

  2. Sim, estas ONGS aí tinham que ser melhor fiscalizadas. Certamente, há algo de podre no Reino da Dinamarca.

  3. Caros, o ponto é a qualidade da informação que querem nos empurrar goela abaixo!
    Vivemos o momento de criação de fatos e verdades, com a visão que se quer “provar” como correta!
    Até quando vamos engolir isso calados? E o pior, os consumidores deste tipo de informação saem alardeando por todos os lados a sua “verdade”, tornando-a “real”.
    Vários exemplos diariamente…

  4. Essas malditas ONGS, são mantidas sabe-se lá por quem; sabendo-se apenas que ali jorra muito dinheiro, único interesse desses ongueiros desocupados que dominam várias áreas do governo petista.
    O IBAMA é completamente dominado por uma rede internacional formada por ONGS que mandam lá, mais que qualquer Diretor, mais que o próprio Presidente! –
    Dentro do IBAMA todos curvam-se ao poderio delas em atitude além de subserviente, absolutamente suspeita!
    Falo de experiência própria. Esse bando de desocupados já me deu um prejuízo enorme!

  5. O mesmo se dá com Belo Monte, estes ecologistas de prédio, ecochatos de todos os naipes e piás e gurias de prédio falam do que não sabem. Meu filho foi até lá, no meião do Pará. E o que ele viu? Uma obra de engenharia de orgulhar qualquer brasileiro. E viu um montão de ONGs e ongueiros gringos, louquinhos pra ver a obra nunca sair do papel. E os índios com isto tudo? Na deles, como sempre, massa de manobra dos mal intecionados. Não acredfitam no que eu digo, então vão até lá conferir. E não se deixem levar pelo papo mais do que durado de ongueiro gringo. ACarlos.

  6. DEVE TER MUITO OURO POR LA,O CRAMULHULA DESCOBRIU E JA QUER ROUBAR ATÉ OS ÍNDIOS,LIGEIRO ESSE LULADRÃO.

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