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Dilma foi aconselhada a não ter pressa para escolher ministro do STF

Do Gerson Camarotti:

Apesar da campanha precoce nos bastidores pela vaga de novo ministro do STF aberta com a aposentadoria de Ayres Britto, a presidente Dilma Rousseff tem sido aconselhada por interlocutores para não ter pressa e aguardar um pouco mais, dessa vez, para fazer a indicação. Resta saber, se ela vai aceitar a recomendação.

O argumento usado por esses interlocutores é de que é preciso evitar uma exposição desnecessária do futuro ministro, já que há uma possibilidade do Senado só votar o nome no início do próximo ano. Até lá, o Congresso tem uma agenda apertada de fim de ano, além do recesso parlamentar e a eleição para o comando da Câmara e do Senado.

Em conversas reservadas, Dilma já sinalizou que deve optar por um perfil mais discreto para o Supremo. Em reuniões com assessores próximos, ela tem demonstrado desconforto com o ambiente de tensão entre os ministros do STF. O critério da discrição já foi usado por Dilma na escolha dos ministros Luiz Fux, Rosa Weber e mais recentemente na de Teori Zavascki.

Em entrevista ao jornal ’El País’, publicada neste fim de semana, Dilma foi cautelosa ao afirmar que ‘acata’ sentenças do julgamento do mensalão pelo STF. Em seguida, completou com uma frase ambígua, ao dizer que ninguém ”está acima de erros” e de paixões humanas”. Desde o início do julgamento, ela tem procurado ficar longe da agenda negativa do mensalão.

Uma coisa é certa: Dilma não deve aceitar a sugestão do futuro presidente da Casa, Joaquim Barbosa, do STF indicar uma lista de nomes representativos da área jurídica. A presidente não deve abrir mão da liberdade para fazer sua escolha dos futuros ministros do Supremo.

A percepção, no Planalto, é de que a gestão de Barbosa no comando do Supremo terá um novo estilo, com mais personalidade. Mas a expectativa dos próprios ministros do STF, é que Barbosa deve mudar o seu comportamento, e assumir uma postura mais conciliadora, para evitar um clima beligerante na Casa.

1 Comentário

  1. Tem q ser poloneis, como o Lewandowsky e quiçá o Zavasky…que os alemão Weber e Fux e os afro e portuga não tão obedecendo.

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