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Odair Cunha retira Gurgel e jornalistas da CPI do Cachoeira

Da Folha de S.Paulo:

O deputado Odair Cunha (PT-MG), relator da CPI do Cachoeira, comunicou aos integrantes do colegiado nesta quarta-feira (28) que retirou do texto o pedido de indiciamento de jornalistas e de investigações do procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

Esses pontos travavam a leitura do relatório que teve início na manha de hoje na CPI.

Na véspera da leitura, Cunha tinha sinalizado o recuo do pedido de indiciamento do jornalista Policarpo Júnior, redator-chefe da Revista “Veja” e diretor da sucursal da publicação em Brasília. Investigações da Polícia Federal sobre o esquema flagram conversas do jornalista com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Delegados responsáveis pelas investigações informaram à CPI que a relação entre os dois era de fonte com o jornalista.

Integrantes da CPI do Cachoeira pedem novo adiamento da leitura do relatório

Já Gurgel teve o nome inserido no relatório pelo relator por ter atrasado as investigações sobre Cachoeira com políticos, entre eles o ex-senador Demóstenes Torres (ex-DEM/GO), cassado pelo Senado no último dia 11 de julho.

No começo da sessão de hoje, o presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), informou que após a leitura do texto os integrantes poderiam pedir vista (mais tempo para análise) pelo prazo de cinco dias úteis. Nesse período o relator poderia fazer novas alterações no texto.

Com a palavra, Cunha se adiantou informando que só vai alterar a parte que trata dos jornalistas e de Gurgel.

“Do ponto de vista regimental tenho disposição de tirar as partes 6 e 7 do relatório que tratam sobre os jornalistas e o procurador-geral da República. Para além desse tema dependerá da análise do relator […] quero dizer que quem discordar do relatório, tirada essa duas partes, terá que votar contra todo o relatório”, afirmou Cunha.

As declarações dele causaram revolta em parte da bancada do PSDB. “Virou ditador. Está brincando…disposição de politizar o senhor mantém, que história é essa?”, questionou Vaz de Lima (PSDB-SP).

Os parlamentares tucanos são contra o indiciamento do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).

O bate-boca entre os integrantes da CPI continuou durante a leitura por parte de Cunha do “sumário” do relatório. O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) a interrompeu o relator alegando não ter cópia do sumário.

Após a intervenção do tucano, Vital do Rêgo interrompeu a sessão pedindo para que a assessoria disponibilizasse a todos uma cópia do material.

“Suspendo essa sessão até o momento em que este sumário seja entregue. E vou continuar com a leitura dessa página. Determino essa secretária a cópia imediata”, disse Vital.

4 Comentários

  1. Mas era só o que faltava nesse saqueado país! A “cumpamherada” que rouba dia e noite não pode ser incomodada e muito menos encarcerada, mas quem denunciar, investigar ou condenar as quadrilhas, dentro do Estado de Direito, ah, esses sim, deverão ser condenados pelo tribunal especial de exceção dessa corja de corruptos, para jamais “repetirem tamanha desfaçatez!”

  2. sergio silvestre Responder

    Pois gostaria de ver o POLICARPO,e o GURGEL,se explicando na CPI.
    Ora,se paira alguma duvida sobre os dois ,que se expliquem.

  3. salete cesconeto de arruda Responder

    Quem o obrigou a isso foi a turma do PSDB que espera dessa forma livrar o Perillo.
    Só para quem sabe das coisas.
    O resto fica abraçado ao seu herói Jefferson e e ao PIG.

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