Uncategorized

Ministro da Justiça foi informado de operação
da PF na véspera

Cardozo fala agora sobre a operação da PF na Câmara.

Do G1, em Brasília:

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou nesta terça-feira (4) na Câmara dos Deputados que foi informado “genericamente” sobre a operação Porto Seguro um dia antes de ela ser deflagrada.

A informação foi dada pelo diretor-geral da Polícia Federal no dia 22 de novembro, após Cardozo participar da posse do ministro Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal. Ele estava a caminho de um encontro de ministros da Justiça do Mercosul em Fortaleza, e resolveu adiar a ida para repassar as informações à presidente Dilma Rousseff.

Cardozo foi convidado pela Câmara para falar sobre a operação, que investiga um esquema de fraudes em pareceres técnicos de órgãos públicos para beneficiar empresas privadas.

Segundo o ministro, ele só recebeu detalhes da operação, como a lista dos indiciados e órgãos envolvidos, no dia em que ela ocorreu.

“Eu fui informado na hora que deveria ser, genericamente, da operação na quinta-feira e momentos antes de se iniciar a operação, como mandam as regras das operações da Polícia Federal. […]”, afirmou. De acordo com Cardozo, a PF não pode informar o ministro da Justiça de detalhes de operações com antecedência para não comprometer o sigilo das investigações.

“Não tenho absolutamente nada a me queixar, apenas a aplaudir, porque as regras foram cumpridas”, disse.

O ministro da Justiça deu detalhes sobre as fases da investigação da PF. Ele afirmou que as apurações tiveram início a partir de uma notícia-crime de Cyonil Cunha Borges, ex-auditor do Tribunal de Contas da União. Cyonill admitiu ter recebido R$ 100 mil de propina, mas alega que recebeu o dinheiro para reunir provas e apresentá-las à PF.

Segundo Cardozo, na primeira fase da investigação, de fevereiro de 2011 a março de 2011, a polícia analisou os documentos entregues pelo ex-auditor, quebrou sigilos bancários e de comunicações, sobretudo emails dos envolvidos. Na segunda fase, houve quebra do sigilo telefônico dos investigados.

De acordo com o ministro, a operação demonstrou tentativas de fraudar pareceres a partir da cooptação de servidores públicos na Agência Nacional de Águas, na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), na Advocacia-Geral da União (AGU), nos Correios, na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), e no gabinete da Presidência da República em São Paulo.

“Ficou evidenciado que a denúncia original tinha aspectos robustos, mas havia também outros fatos que foram apurados. […]“Com base nisso foram solicitadas três prisões preventivas, três temporárias e 19 conduções coercitivas para depoimento”, disse Cardozo.

Operação
A operação Porto Seguro cumpriu 26 mandados de busca e apreensão em São Paulo e 17 no Distrito Federal em 23 de novembro. Dezoito pessoas foram indiciadas por suspeita de participação no esquema criminoso, entre elas Rosemary e José Weber Holanda, número dois na hierarquia da Advocacia-Geral da União (AGU).
No sábado (24), a presidente Dilma Rousseff determinou a exoneração ou afastamento de todos os servidores envolvidos na operação Porto Seguro, da Polícia Federal.

3 Comentários

  1. JOSÉ EDUARDO CARDOZO … FOI UM GRANDE PROFESSOR. JAMAIS PENSEI QUE IRIA SE ENVOLVER COM ESTA CORJA DO PT … INFELIZMENTE É DIFÍCIL ACREDITAR NESTA VERSÃO, POIS, AS POLÍCIAS EM GERAL SÃO MASSAS DE MANOBRA DOS GOVERNANTES, E A POLÍCIA FEDERAL NÃO É DIFERENTE. AS POLÍCIAS DEVERIAM FICAR BEM DISTANTES DA POLÍTICA. DEVERIAM SER POLÍCIAS DE ESTADO E NÃO DE GOVERNO.

Comente