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Mal da “vaca louca”
no Paraná

O caso foi registrado em Sertanópolis.

De Tarso Veloso, Valor:

BRASÍLIA – O Ministério da Agricultura recebeu na noite desta quinta-feira a confirmação de que a contraprova do exame realizado em uma vaca morta no Paraná atestou positivo para a presença do agente patogênico do mal da “vaca louca”. O ministério irá comunicar o resultado na sexta-feira pela manhã à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês). Segundo uma fonte do ministério, o Brasil continua com o status sanitário “insignificante” para a doença.

Suspeitava-se que o animal tivesse morrido de raiva, mas as primeiras análises obtidas pelo Ministério da Agricultura identificaram a presença do príon, uma forma de proteína que é o agente patogênico do mal da “vaca louca” (encefalopatia espongiforme bovina), moléstia neurodegenerativa que pode ser transmitida ao homem na forma da doença de Creutzfeldt-Jakob. A contraprova recebida ontem confirmou o diagnóstico e impõe um futuro de incertezas ao mercado de produção de carne brasileira.

O ministério vai se pronunciar oficialmente nesta sexta-feira pela manhã sobre o caso. Os técnicos da Pasta aguardavam uma contraprova do tecido do cérebro do animal para tirar quaisquer dúvidas sobre a ocorrência da doença e adotar as providências necessárias, uma vez que a doença costuma provocar barreiras comerciais amplas e duradouras à carne bovina do país no exterior.

9 Comentários

  1. O Ministério já havia se manifestado em relação ao caso:

    Com relação à morte de uma fêmea bovina ocorrida no estado do Paraná, em 2010:

    1) Trata-se de um caso antigo, de 2010, ocorrido no Paraná;

    2) O que foi detectado é que o animal possuía o agente causador da EEB, porém, não manifestou a doença e nem morreu por esta causa;

    3) O episódio não reflete risco algum à saúde pública ou à sanidade animal, considerando o que o animal não morreu em função da referida doença;

    4) A OIE (Organização Mundial de Saúde Animal), em comunicação oficial mantém a classificação do Brasil como país de risco insignificante para EEB;

    5) O Brasil não tem EEB.

  2. MINISTÉRIO DA
    AGRICULTURA

    Sala de Imprensa Governo Ouvidoria Biblioteca

    Acesso Restrito

    07/12/2012 12:00

    Esclarecimento

    NOTA OFICIAL

    A Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) vem esclarecer que:

    Com relação à morte de uma fêmea bovina ocorrida no estado do Paraná, em 2010:

    1) Recebemos ontem à noite, 06, o resultado do laboratório Animal Health and Veterinary Laboratories Agency, na Inglaterra, que confirma a existência de marcação priônica na amostra, tratando-se de um caso não clássico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), uma vez que o quadro geral de verificações aponta que o animal não morreu desta enfermidade.

    2) O achado foi comunicado à OIE (Organização Mundial de Saúde Animal), conforme determina o protocolo internacional. Justamente por se tratar de um caso não clássico é que a OIE enviou, nesta manhã, ofício mantendo o status do Brasil como país de risco insignificante para EEB, a melhor classificação existente.

    3) O que foi detectado é que o animal possuía o agente causador da EEB, porém, não manifestou a doença e nem morreu por esta causa.

    4) O referido animal apresentou súbito falecimento. Após isso, foram colhidas amostras para exames laboratoriais, relativas à raiva bovina, pelo serviço estadual oficial.

    5) Afastada a possibilidade de raiva bovina, outros exames realizados (histopatologia e imunohistoquímica) apresentaram resultados contraditórios com relação à Encefalopatia Espongiforme Bovina – EEB, doença jamais verificada no Brasil.

    6) Foram feitas investigações de campo que nos permitem concluir que o animal não morreu devido a EEB, sendo que:

    a. essa conclusão tem, entre os elementos de convicção, o curso clínico agudo seguido de morte do animal em 24 horas com ausência de lesões histopatológicas sugestivas; o histórico clínico; a idade do animal (13 anos); e o tipo de alimentação (sistema de criação a pasto) ao qual foi submetido;

    b. essas indicações não correspondem com um quadro degenerativo e crônico característico desta doença, que tem uma convalescência do animal de várias semanas até meses, e de sintomas bastante evidentes.

    7) Na apuração deste caso, foi acionado o Procedimento Operacional Padrão, estabelecido pela SDA/Mapa, para investigações dessa natureza que contempla as seguintes etapas:

    a. realização de exames clínicos e epidemiológicos em campo;

    b. realização de exame em nível Estadual (vários laboratórios da rede);

    c. realização de exame em nível Federal (laboratório do Mapa);

    d. A realização de exames em laboratório de referência internacional para as Encefalopatias Espongiformes Transmissíveis da OIE, em Weybridge, Inglaterra;

    e. Exames complementares, se necessários.

    8) Portanto, esta Secretaria reforça que:

    a. trata-se de um caso de OCORRÊNCIA NÃO CLÁSSICA DO AGENTE DA EEB;

    b. é um achado antigo, de 2010. Nos últimos dois anos, não foi detectado nenhum achado semelhante;

    c. as investigações epidemiológicas não demonstraram qualquer compatibilidade com um caso clássico da doença;

    d. o Brasil seguiu todos os protocolos internos e internacionais acordados com a OIE, razão pela qual aquela entidade manteve a certificação de país de risco insignificante para EEB;

    e. o episódio não reflete risco algum à saúde pública ou à sanidade animal, considerando o que o animal não morreu em função da referida doença e o fato do mesmo ter sido enterrado na própria propriedade;

    f. o Brasil não tem a doença EEB.

    10) Para a OIE, a carne e o leite são considerados alimentos seguros, não oferecendo risco de EEB para humanos.

    11) Diversos países já registraram casos semelhantes, como Estados Unidos, Canadá, Japão, Portugal e Inglaterra. Somente no ano passado, a União Europeia comunicou 06 casos de EEB atípica junto a OIE.

    Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

    Palavras chave: Mapa EEB OIE animal Procedimento Operacional Padrão SDA

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    MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO GABINETE DO MINISTRO
    PORTARIA No 106, DE 17 DE FEVEREIRO DE 2009
    O MINISTRO DE ESTADO DA AGRICULTURA, PECUARIA E ABASTECIMENTO, no uso da competência estabelecida no art. 5o, inciso VII, da Instrução Normativa GSI No 1, de 13 de junho de 2008, tendo em vista os dispostos na Portaria no 33, de 13 de outubro de 2008, e na Portaria no 34, de 13 de outubro de 2008, resolve:
    Art. 1o Aprovar a política de segurança da informação e comunicações no âmbito do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
    Parágrafo único. Aplica-se esta política, no que couber, também no relacionamento do MAPA com outros 6rgaos públicos ou entidades privadas.
    Art. 2o Para fins desta Portaria, entende-se por:
    I – informação: e um ativo essencial para os negócios de uma organização e, por conseqüência, necessita ser adequadamente gerenciada e protegida independentemente de seu formato e meio;
    II – segurança das informações e comunicações: e a proteção contra ameaças visando garantir a continuidade do negócio da organização, minimizar os riscos, maximizar o retorno e as oportunidades de negócio, obtida a partir da implementação de um conjunto de controles adequados, incluindo: políticas, processos, normas, procedimentos e estruturas organizacionais, que precisam ser estabelecidos, implementados, monitorados, analisados criticamente e melhorados;
    III – Comitê de Segurança da Informação e Comunicações (CSI): e a unidade responsável pela manutenção e controle da política de segurança da informação e comunicações do MAPA;
    IV – finalidade:
    a) o estabelecimento dos direcionamentos e valores adotados para a gestão da segurança da informação no âmbito do MAPA, o apoio conceitual na adoção de soluções integradas e específicas de segurança da informação adequada às responsabilidades, funcionalidades e peculiaridades de cada uma de suas áreas funcionais;
    b) a descrição da conduta adequada para o tratamento da informação em todo o seu ciclo de vida (criação, manuseio, armazenamento, transporte e descarte) por meio de diretrizes para a segurança da informação do MAPA que visam preservar a integridade, confidencialidade e disponibilidade das informações; e
    c) o estabelecimento das diretrizes da política de segurança da informação e comunicações no MAPA a serem aplicadas tanto no ambiente informatizado quanta nos meios convencionais de processamento, comunicação e armazenamento da informação.
    V – Agente Público: toda pessoa que, por força de lei, contrato ou de qualquer outro ato jurídico, preste serviços de natureza permanente, temporária, excepcional ou eventual no MAPA;
    VI – público-alvo: todos os Agentes Públicos, que direta ou indiretamente, possuem acesso as informações do MAPA;
    VII – diretrizes de segurança da informação e comunicações: as ações que definem, em nível estratégico, a Política de Segurança da Informação e Comunicações do MAPA (PSIC/MAPA), visando preservar a disponibilidade, integridade e confidencialidade das informações da Instituição.
    VIII – patrimônio da instituição: toda informação criada, comunicada, manuseada, armazenada,
    transportada ou descartada pelos agentes públicos, no exercício de suas atividades junto ao MAPA, portanto, devendo ser adequadamente protegida, segundo as diretrizes descritas nesta Portaria e demais regulamentações em vigor; e
    IX – classificação da informação: o processo de classificação, em consonância com a legislação vigente, que busca estabelecer o controle de segurança devido a cada informação tratada ou custodiada pelo MAPA ao longo do seu ciclo de vida.
    Art. 3o As diretrizes de segurança da informação e comunicações previstas nesta Portaria são aplicadas ao ambiente do MAPA, a todos os agentes públicos que tenham acesso as informações e aos recursos computacionais da Instituição.
    § 1o As diretrizes referidas no caput, serão:
    I – difundidas a todos os Agentes Públicos do MAPA por processo permanente de conscientização de segurança da informação; e
    II – periodicamente avaliadas, revisadas e analisadas criticamente pelo CSI/MAPA, visando a sua aderência e concordância aos objetivos institucionais deste Ministério e as legislações vigentes.
    § 2o Cabe ao Agente Publico do MAPA conhecer e zelar pelo cumprimento das diretrizes, onde a desobediência implica nas sanções administrativas previstas em leis e regulamentações internas.
    Art. 4o Todos os Agentes Públicos do MAPA são responsáveis pela segurança dos ativos de informação e comunicações que estejam sob a sua responsabilidade e por todos os atos executados com suas identificações, tais como: login, crachá, carimbo, endereço de correio eletrônico ou assinatura digital.
    Parágrafo único. A identificação do Agente Público, qualquer que seja o meio e a forma, deve ser pessoal e intransferível, permitindo de maneira clara e inequívoca o seu reconhecimento.
    Art. 5o Devera existir uma estrutura organizacional de gestão da segurança da informação no MAPA, formalmente instituída e refletida no Regimento Interno, com a responsabilidade de executar os processos de segurança da informação.
    Art. 6o As informações criadas, comunicadas, manuseadas, armazenadas, transportadas ou descartadas serão classificadas quanto aos aspectos de confidencialidade, integridade e disponibilidade, de forma explícita ou implícita, e deve:
    I – auxiliar a alta administração do MAPA na priorização de ações e investimentos com vistas à correta aplicação de mecanismos de proteção; e
    II – ser realizada com base nas exigências das estratégias e necessidades operacionais prioritárias do MAPA, considerando as implicações que determinado grau de segurança poderá trazer ao seu cumprimento.
    Art. 7o O Agente Público deve ser capaz de identificar a classificação atribuída a uma informação e, a partir desta classificação, conhecer restrições de acesso e de divulgação associadas e obedecê-las.
    Art. 8o A autorização, o acesso e o uso das informações e dos recursos computacionais devem ser controlados e limitados ao necessário, considerando as atribuições de cada Agente Publico, onde qualquer outra forma de uso ou acesso além do necessário requer previa autorização do gestor da área responsável pela informação.
    § 1o Todo sistema de informação do MAPA, automatizado ou não, deve ter um responsável formalmente designado pela autoridade competente.
    § 2o Os privilégios de acesso às informações devem ser definidos pelo gestor da área responsável pela
    informação.
    § 3o Sempre que houver mudança nas atribuições de determinado Agente Publico, os seus privilégios de acesso às informações e aos recursos computacionais devem ser adequados imediatamente, devendo ser cancelados em caso de desligamento do MAPA.
    Art. 9o O MAPA deve implementar, manter e testar periodicamente processo de gestão da continuidade de negócios visando reduzir, para um nível aceitável, a possibilidade de interrupção causada por desastres ou incidentes de segurança que afetem seus ativos de informação e comunicações.
    Art. 10. O MAPA deve implementar e manter processo de gestão de riscos com vistas a minimizar possíveis impactos associados aos ativos de informação e comunicações, onde esse processo deve possibilitar a seleção e priorização dos ativos a serem protegidos, bem como a definição e implementação de controles para a identificação e tratamento de possíveis problemas de segurança.
    Parágrafo único. As medidas de proteção devem ser planejadas e os custos na aplicação de controles devem ser balanceados de acordo com os danos potenciais de falhas de segurança.
    Art. 11. O uso dos recursos computacionais e de informações disponibilizadas pelo MAPA, será monitorado, respeitando os princípios legais, para tanto, devem ser implementados e mantidos, sempre que possível, mecanismos que permitam a rastreabilidade desse uso.
    Parágrafo único. A entrada e a saída de ativos de informação nas dependências do MAPA devem ser autorizadas e registradas por autoridade competente.
    Art. 12. Os objetivos das ações a serem implementadas, com base nas diretrizes da política de segurança da informação e comunicações estabelecidas nesta Portaria, são a salvaguarda dos dados, informações e materiais sigilosos de interesse do MAPA e do Estado Brasileiro, bem como dos sistemas computacionais e das áreas e instalações onde tramitam, alem da preservação da inviolabilidade e da intimidade da vida privada, da honra e da imagem das pessoas.
    Art. 13. O MAPA, além das diretrizes estabelecidas nesta Portaria, deve também, se orientar pelas melhores praticas e procedimentos de segurança da informação, recomendados por órgãos e entidades publicas e privadas responsáveis pelo estabelecimento de padrões.
    Art. 14. O CSI/MAPA e a instancia competente para dirimir eventuais dúvidas e deliberar sobre assuntos relativos à política de segurança da informação e comunicações deste Ministério.
    Parágrafo único. Os membros do CSI/MAPA, devem receber regularmente capacitação especializada na disciplina segurança da informação.
    Art. 15. O MAPA deve, com base nesta política de segurança da informação e comunicações, identificar as necessidades de normatização especifica para segurança de seus processos e procedimentos operacionais e propor ao CSI/MAPA a edição de respectivas Resoluções.
    Parágrafo único. As Resoluções editadas pelo CSI/MAPA deverão ser cumpridas pelos servidores públicos, agentes públicos terceirizados, empregados, consultores, estagiários e demais colaboradores internos, externos ou eventuais.
    Art. 16. As medidas de proteção da informação devem ser planejadas e aplicadas pela área competente em consonância com o CSI/MAPA, e devem estar de acordo com os objetivos, as estratégias e necessidades operacionais deste Ministério, respeitando a avaliação dos riscos e a analise de custo e beneficio para a continuidade de suas atividades.
    Art. 17. Os recursos computacionais disponibilizados pelo MAPA devem ser utilizados estritamente dentro do seu propósito, sendo vedados para usos próprio ou de terceiro, entretenimento, veiculação de opiniões político-partidárias ou religiosas.
    Art. 18. E proibido comprometer a integridade, a confidencialidade ou a disponibilidade das informações criadas, manuseadas, armazenadas, transportadas, descartadas ou custodiadas pelo MAPA.
    § 1o O gestor da área na qual a informação e criada quando cedida a outrem, sempre que necessário, e assessorado juridicamente, deve providenciar a documentação relativa à cessão de direitos sobre as informações do MAPA, antes da sua disponibilização.
    § 2o Nos casos de obtenção de informações de terceiros, o gestor da área na qual a informação será utilizada deve, se necessário, providenciar junto ao cedente a documentação formal relativa à cessão de direitos sobre informações de terceiros antes de seu uso.
    Art. 19. O Agente Público deve comunicar os incidentes que afetam a segurança dos ativos de informação e comunicações ou o descumprimento da PSIC a Subsecretaria de Planejamento, Orçamento e Administração (SPOA).
    Art. 20. Em caso de quebra de segurança da informação por meios eletrônicos, a Coordenação-Geral de Tecnologia da Informação (CGTI) devera ser imediatamente acionada para adotar as providências necessárias, podendo inclusive determinar a restrição temporária do acesso as informações e aos recursos computacionais do MAPA.
    Art. 21. Os contratos firmados pelo MAPA devem conter clausulas que determinem a observância da política disposta nesta Portaria e suas respectivas normas.
    Art. 22. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. REINHOLD STEPHANES
    D.O.U., 26/02/2009 – Seção 1

  3. Romão Miranda Vidal Responder

    E a história se repete. Há anos atráz foi o caso da Febre Afosa.
    Se o MAPA diagnosticou como sendo BSE, acredito que não há como contra-argumentar.Mas mesmo assim entendo serem necessários maiores procedimentos laboratoriais. Há de se levar em conta que o “prion” não é comum se manifestar isoladamente em um único animal. Seria producente que houvesse uma investigação mais acurada buscando informações como o sistema alimentar dos bovinos. Presença nas imediações de criatórios de frangos para o corte. Sistema de adubação orgânica de pastagens com dejetos fermentados de suínos. Mineralização empregada.Estado nutricional dos bovinos. Acredito que a classe Médica Veterinária do Paraná deverá tomar a frente deste caso e se posicionar no sentido de apoiar integralmente os Médicos Veterinários e as Médicas Veterinárias tanto da SEAB como do MAPA-Pr. Apoio este representado profissionalmente no sentido de colaborar na elucidação deste caso. Mas acho estranho este caso.Atenciosamente Médico Veterinário Romão Miranda Vidal.

  4. Sebastião Garcia de Souza Responder

    Alimentação de bovinos com restos de cama de frango está terminantemente proibida. Mas a criação de milhoes de aves nas imediações de criações de bovinos… Quem pode afirmar com absoluta certeza que não pode ocorrer contaminação? Romão, sua dúvida deve ser pesquisada.

  5. Minha mãe, M. C. L. S., 74, faleceu em 28 de março de 2013,
    vítima de encefalopatia espongiforme transmissível (EET), também
    conhecida como Doença de Creutzfeldt Jakob (DCJ). Essa doença priônica
    pode ser contraída pela ingestão de carne contaminada, transfusão de
    sangue, instrumental cirúrgico contaminado, herança genética, havendo
    outras hipóteses e enigmas sobre a sua aquisição e vias de contágio. É
    uma doença de notificação compulsória e, nesse caso, a notificação
    ocorreu, graças a insistentes esforços da família para a sua
    concretização, em março de 2012.
    Por ocasião do aniversário de minha mãe, publiquei um artigo de
    opinião, consolidando a pesquisa que realizei sobre o tema, intitulado
    “Doença de Creutzfeldt Jakob, serial killer e assunto tabu no Brasil”,
    disponível em : https://bitly.com/SWfcKb. Entreguei-o, em mão, no
    Ministério Públíco do Distrito Federal em julho de 2012 e, até então,
    permanece sem manifestação. A necropsia é o exame que conclui a
    investigação sobre essa doença, pois a análise do tecido do cérebro é
    o que permite afirmar categoricamente qual tipo de afecção vitimou a
    pessoa, o que faz, na atualidade, que muitos casos de Alzheimer,
    quando necropsiados, possam ser relatados como diagnósticos
    equivocados e de incidência de DCJ.
    Desde março de 2012, deixamos claro aos interlocutores da Vigilância
    Epidemiológica de Brasília que gostaríamos de ter todos os exames para
    a conclusão do diagnóstico. No hospital em que esteve internada,
    solicitamos informações sobre o que deveríamos fazer em caso de óbito
    e nos asseguraram que o Núcleo de Infectologia da Instituição e a
    Vigilância Epidemiológica de Brasília já tinham um protocolo de
    conduta e se ocupariam de todas as providências necessárias para que
    fosse feita a necropsia.
    Ao ocorrer o óbito, minha mãe foi encaminhada a uma sala comum e fomos
    informados que o hospital não dispõe de câmera climatizada para manter
    os corpos enquanto os procedimentos burocráticos acontecem. A nosso
    pedido, o médico providenciou a solicitação de realização de necropsia
    e foi constatado que inexiste qualquer protocolo para esses casos e
    que todas as ações e interlocutores visam dissuadir a família de ter
    um laudo de necropsia. “Para quê?”, perguntam.
    Como interlocutora do hospital, a infectologista Maria de Lourdes
    Ferreira informou que o mesmo não realiza a necropsia, não conhecia
    quem pudesse fazer e, entre os conhecidos, ninguém se encontrava em
    situação de atuar, e que não havia indicação ou orientação a nos
    fornecer sobre como proceder. Frisou que não poderíamos remover o
    corpo para outros estados do país, mesmo onde há a possibilidade de
    fazer a necropsia, pois a Vigilância Epidemiológica proíbe o traslado.
    Contactei, por telefone, o chefe do Núcleo de Controle de Endemias da
    Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep) da Secretaria de Saúde,
    Dalcy Albuquerque Filho, que disse não ter qualquer participação
    nesses trâmites, ou qualquer medida a tomar ou sugerir. Informou que a
    única coisa que eles poderiam fazer é receber o encéfalo da pessoa
    falecida, já acondicionado para remessa, e enviá-lo via LACEN para São
    Paulo, onde se realiza o exame histopatológico.
    Busquei contato com a Dra. Valdete Cabral Moraes, por telefone, chefe
    do Núcleo de Citopalogia e Anatomia Patológica do Hospital de Base do
    DF, que tem por incumbência realizar o serviço de verificação de óbito
    e ela disse que não dispõe de condições de trabalho para realizar esse
    tipo de necropsia, pelo perigo de contágio que o procedimento envolve
    e, por essa razão, não receberia o corpo de minha mãe.
    Registramos, então, boletim de ocorrência policial (n. 1273/2013) na
    10ª DP para que houvesse a possibilidade de realizar a necropsia no
    Instituto Médico Legal de Brasília (IML), instituição que,
    supostamente, iria até o hospital buscar o corpo para a realização
    desse procedimento. Informaram que não haveria mais possibilidade de
    transporte para aquela noite e que o caso seria analisado na manhã do
    dia 29 pela equipe médica a partir das 8h.
    Tentei contato com o Dr. Ricardo Nitrini e Dra. Jerusa Smid, do grupo
    de Neurologia Cognitiva e do Comportamento do Hospital das clínicas da
    FMUSP. Consegui falar com a Dra. Jerusa que realizou alguns contatos
    e disse que seria possível realizar o exame histopatológico no
    Hospital das Clínicas e que eu desse o número de telefone dela para
    que explicasse ao patologista quais procedimentos deveriam ser
    observados.
    Às 6h30min da Sexta-Feira Santa cheguei ao IML, onde esperei o
    posicionamento da equipe. Trata-se de um local que atende um amplo
    segmento da comunidade brasiliense e do entorno, para onde são
    conduzidos os criminosos do dia a fim de realizarem o exame de corpo
    de delito, além das necropsias. Após as 10h, fui encaminhada para
    conversar com Ricardo Nogueira, diretor-geral do IML, que disse não
    poder fazer a necropsia por ser o órgão responsável pela averiguação
    de mortes causadas por crimes. Perguntei-lhe se a EET contraída por
    minha mãe tivesse sido por ingestão de carne contaminada, transfusão
    de sangue ou contato com instrumental cirúrgico contaminado, se isso
    não se configuraria em um crime por envenenamento? Perguntei se não é
    do interesse de toda a sociedade saber da incidência dessa doença,
    transmissível, em seres humanos (e outros animais) no país e
    combatê-la. Ele concordou com a argumentação mas disse ser essa a
    incumbência da vigilância epidemiológica e que não dispõe de
    infraestrutura, naquele local, para a realização de necropsia dessa
    patologia, sem risco de contágio para os participantes do
    procedimento.
    Cogitei se ele poderia me fornecer, por escrito, a recusa feita e sua
    justificativa para que eu buscasse alguma alternativa e ele me disse
    que a reposta do IML seria encaminhada ao delegado da 10ª DP, mas
    somente na segunda-feira, dia 1º de abril, pois não há expediente no
    dia 29, e mesmo que viesse uma ordem de um juiz, ainda assim não
    haveria meios de fazer o procedimento naquele local.
    Portanto, com o corpo de minha mãe jogado em uma sala de hospital, por
    mais de 17 horas, não tive qualquer alternativa para
    buscar justiça por todo o sofrimento que ela enfrentou: o intuito de
    ter o registro público de que ela, entre tantos outros brasileiros,
    viveu o matírio da EET. Outras pessoas e suas famílias também estão
    enfrentando esse mesmo horror, neste exato momento, silenciadas,
    desorientadas e com medo do estigma e discriminação, como se
    vivêssemos na idade média.
    Vence, mais uma vez, a omissão e o descaso de uma vigilância
    epidemiológica que cultiva uma atitude autista e contribui para
    esconder os casos existentes, contando com um formulário que não se
    consegue preencher, que não pode ser preenchido pelo familiar (o
    maior interessado) e sim pelo médico. Soma-se a isso toda uma rede de aliados
    que querem ver esses casos abafados para não precisarem sair de sua zona de
    conforto, permitindo, assim, que a concentração de competência sobre o assunto
    seja encontrada exclusivamente em São Paulo. Existe a
    possibilidade de realização de uma biópsia do cérebro ou olfatória
    para constatar se é DCJ, mas isso não está na pauta de discussões
    entre as “autoridades”, pois seria um facilitador do processo. Sem a
    necropsia, não há quantitativo da doença no país e podem sempre dizer
    que são raros/duvidosos, apontar outras doenças possíveis, dentro da
    esfera do “provável”.
    Existem pesquisadores brasileiros que consideram 180 a 200 casos por
    ano de DCJ no Brasil um número baixo e que isso justifica que tudo
    deva ser concentrado em São Paulo em vez de criar competência nos
    demais estados da federação. A instituição americana Creutzfeldt-Jakob
    Disease Foundation já anunciou a revisão estatística de incidência da
    doença nos Estados Unidos. Em vez do um a cada milhão, agora é dito que
    em cada grupo de 9 mil adultos, com idade superior a 55 anos, um terá
    a doença.
    Pesquisadores europeus já encontraram a manifestação da doença
    priônica que incide no gado (mal da vaca louca) tanto como a
    tradicional EET que aterrorizou a Europa e dizimou rebanhos, e também
    como “esporádica/espontânea ou clássica” (retórica de cortina de fumaça que
    indica o desconhecimento da sua origem), aquela mesma que foi apontada
    como sendo a da vaca do Sul e a dos brasileiros em geral.
    Como é possível que no Brasil haja competência e possibilidade de
    identificação da doença priônica no gado por meio de análise
    histopatológica, como ocorreu na repercutida notícia da vaca com EET
    no Sul do país, e, no caso dos seres humanos, isso é tratado com total
    descaso, omissão, irresponsabilidade, incompetência e regionalização
    de direitos?
    Nathália Kneipp Sena

  6. Bom dia Nathalia, Primeiramente quero parabeniza-la pelo conteudo na internet sobre essa doença fatal Creutzfeldt-Jakob, minha mãe faleceu no ano 2007 dessa terrivel doença, e até hoje não me conformo com o termo DCJ “Esporadicamente” que os médicos diagnosticaram, minha mãe sempre foi muito ativa, muita saude , caminhava todos os dias e de repente começou a ter sintomas em julho de 2007 e faleceu em outubro de 2007 foi muito rapido, foi feita a necropsia e até hoje nada de resultado, um empurra pro outro ja se passaram 7 anos e nenhum resultado até agora, a duvida vai ficar pra sempre no ar, se foi carne contaminada, se foi uma cirurgia de catarata que ela tinha feito recentemente, ou Esporadicamente.

    Eduardo

    qualquer duvida estou a disposição – obrigado.

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