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Vereadores de Maringá aprovam lei que beneficia criador de tigres

Do G1 PR:

Os vereadores de Maringá, no norte do Paraná, aprovaram na quinta-feira (11) o projeto de lei que proíbe a castração de animais silvestres na cidade. Por trás desta proposta, está a polêmica que envolve o mantenedouro Ary Marcos.

No local atualmente vivem nove tigres asiáticos, sendo que sete nasceram no local. A reprodução, contudo, pode não ocorrer outras vezes. O proprietário do estabelecimento, Ary Borges da Silva, recebeu, em fevereiro deste ano, uma decisão da Justiça Federal para realizar vasectomia nos felinos.

A determinação teve como base a Instrução Normativa 13, de 6 de dezembro de 2010, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que determina que os tigres sejam esterilizados, porque o mantenedouro não possui autorização para reproduzir felinos. Ele tem apenas a permissão para mantê-los em cativeiro. Ary Borges da Silva recorreu da decisão e também apresentou na Organização das Nações Unidas (ONU) um documento que notifica a organização sobre o imbróglio jurídico envolvendo os animais.

Para o vereador Chico Caiana (PTB) é preciso garantir a existência dos tigres asiáticos. “Com o próprio tempo, eles vão sumir. Não vai existir nenhum em nossa cidade. Nós temos na cidade de Maringá quase meio por cento de toda a população mundial deste tigre e, com essa preocupação, eu procurei fazer algo para que viesse proteger esses animais”, afirmou.

O mantenedouro fica na casa de Ary Borges da Silva onde há três piscinas para os tigres tomarem banho, jaulas, alimentação balanceada, acompanhamento de um veterinário e assistência de estagiários de faculdades de Agronomia e Biologia. Os animais foram domesticados e são tratados por Ary da Silva como se fossem de estimação.
“É um animal que está em extinção. Três espécies já não existem mais, das nove que existiam. Então, vamos cuidar deste patrimônio mundial”, argumentou o criador.

Os felinos são conhecidos nacionalmente, pois participam de novelas, comerciais e são modelos em ensaios fotográficos. Segundo Silva, boa parte da verba para poder sustentar o mantenedouro é tirada do próprio trabalho dos animais.

4 Comentários

  1. O IBAMA devia contribuir, incentivando a preservação da espécie, mas êle vai a contra mão, fazendo com que as espécies tabto de animais quanto de pássaros sejam extintas. Esse órgão devia rever sua política existente.

  2. NA REALIDADE O PRECISAMOS CONSERVAR A FAUNA NATIVA E PARAR COM ESSA IDIOTICE DE CONSERVAR FAUNA EXÓTICA EM NOSSO TERRITÓRIO!!
    USAR ANIMAIS PARA OBTER LUCRO NÃO É CONSERVAR!
    QUEM PODE REPRODUZIR É ZOOLÓGICO E NÃO “MANTENEDOURO” MEQUE-TREFE.

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