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Popularidade flutuante

José Roberto de Toledo, O Estado de S. Paulo

A presidente Dilma Rousseff está perdendo o pé de sua popularidade. O poder de compra do consumidor que lhe dá sustentação voltou a cair, deixando a taxa de aprovação de seu governo a flutuar – nas alturas, é fato, mas a flutuar. Inércia sustenta popularidade por algum tempo, mas não indefinidamente. De duas, uma: ou o bolso do consumidor volta a encher, ou as opiniões positivas sobre Dilma podem começar a diminuir.

É cedo para a oposição comemorar com frevo e tutu de feijão orgânico, mas a situação financeira do consumidor é a menos satisfatória desde a posse de Dilma. Os que dizem que a situação é melhor do que era há três meses ainda são o dobro dos que acham que piorou. Mas a diferença entre os dois grupos está diminuindo. Rapidamente.

Em novembro, quando a confiança do consumidor estava no auge, 41% dos brasileiros afirmavam ao Ibope em pesquisa para a CNI que sua situação financeira havia melhorado, contra apenas 11% que diziam o contrário. Em abril, a taxa de melhora caiu a 33%, e a de piora subiu para 17%. A diferença estreitou de 30 para 16 pontos porcentuais. Se os números são bons, a tendência é ruim.

Tão importante quanto o volume no bolso do consumidor no presente é o otimismo quanto ao que acontecerá com sua renda no futuro. Em novembro, 47% apostavam em melhora nos próximos seis meses. Agora, os otimistas são 36%. Ultrapassam os pessimistas por 25 pontos, mas sua vantagem caiu um terço desde novembro.

A situação financeira atual e a perspectiva do que acontecerá com a renda são os dois indicadores que guardam mais forte correlação estatística com a popularidade presidencial. Suas curvas têm mais semelhança com a sorte do governante do que as da inflação, do crescimento do PIB ou do medo do desemprego.

Não é possível estabelecer uma relação de causa e efeito, porém. Garantir que é a segurança financeira do consumidor que determina a aprovação do presidente é apenas uma hipótese, mas sabe-se que ambos andam de mãos dadas. Se um oscila numa direção, o outro, mais cedo ou mais tarde, acaba seguindo no mesmo caminho. Qual vai seguir qual é questão de fé.

6 Comentários

  1. O problema de Dilma é que ela acha que é uma super gestora e entende de tudo, deixando a política pra segundo plano.

    Entretanto, a Dilma não entende de tudo.

    1) Ela não entende de quase nada da parte técnica que é preciso para aliviar o gargalo Brasil no setor logística. Deixar na mão da Gleisi é pior ainda, infelizmente a loira é muito fraquinha (como disse o Ciro).

    2) É quase impossível ser um bom gestor se estiver preso a um congresso fisiológico. Nesse ponto, Dilma é muito fraca politicamente.

    Pior dos que são ignorantes, são os que acham que não são.

  2. salete cesconeto de arruda Responder

    Normal.
    O importante é que ela vai ganhar a próxima.
    E se LULA quiser pode voltar. E há que se considerar que só o PT está formando QUADROS – masculino e feminino – com condições de disputar presidência.
    Onde estão as mulheres dos outros partidos?
    Marina?
    Tadinha!
    Não governa nem um ano e leva golpe do PIG e do congresso.
    Marina não conseguiu sequer segurar o próprio PARTIDO. Tem gente que já nem lembra do partido da Marina. Como vai governar assim? Com a REDE de pegar BOBO foito a GLOBO? Acabou! Não foi o POVO que votou Marina. Foram os que não queriam o POVO NO PODER. Essa é a verdade. Assim sendo a popularidade pode flutuar à vontade. Mas não hora de VOTAR ninguém vai trocar o CERTO pelo duvidoso.

  3. fiscal de realeza Responder

    mas esta em 76%
    JA O NOSSO GOVERNADOR DESPENCOU MACACO EM GALHO QUEBRADO E ESTA SE SEGURANDO PELO RABO

  4. Assim não, a oposição esta tentando criar candidatos alternativos para tentar levar para o segundo turno, e o cara vem dizer que a popularidade esta caindo. Tá de brincadeira.

  5. Logo sai uma “pesquisa” com Dilma com 113 % de “popularidade” como manda a Cartilha PETRALHA, para enganação dos apedeutas da vida

  6. Está havendo um desespero exagerado quanto às eleições de 2014. A nossa governanta não se elege só se não quiser. A situação do País nos diz que o governo dela é uma droga, mas os candidatos da oposição também o são. Então temos um empate, uma droga nos governando, e drogas querendo nos governar. Estamos naquele conhecido impasse, ficar na panela ou pular no fogo?

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