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Mulher morta no Batel aparece em vídeo horas antes de desaparecer

Marido da vítima foi ouvido pela polícia na manhã desta quinta-feira. Clemans Abujamra foi encontrada morta, com 12 facadas, em um terreno baldio.

De Patricia Pereira, Gazeta do Povo:

A Delegacia de Homicídios divulgou imagens de uma das últimas vezes em que Clemans Abujamra, 51 anos, foi vista antes de ser encontrada morta, no Batel, em Curitiba, na última segunda-feira (29). O marido da vítima, que vivia com ela nos Estados Unidos, também prestou depoimento na manhã desta quinta-feira.

O vídeo mostra Clemans dentro do elevador e, em seguida, no hall de entrada do apartamento que ela mantinha na Rua Francisco Rocha, no Bigorrilho. Ela carregava uma bolsa e uma sacola, que não foram encontrados junto ao corpo. Segundo a polícia, ela saiu de casa por volta das 10 horas de sábado e foi para a casa de uma irmã, no Rebouças, de onde saiu em torno do meio-dia e não foi mais vista. Para o delegado Rubens Recalcatti, ela foi sequestrada e ficou sob o poder do assassino até ser morta.

Recalcatti ainda acredita que a mulher tenha sido assassinada nas proximidades de onde o corpo foi localizado, na Rua Abrão Lerner. “Ela levou 12 facadas e pelos ferimentos percebemos que a pessoa que fez isso estava com muita raiva”, disse. A polícia segue várias linhas de investigação, uma delas analisa a relação do crime com um processo que Clemans disputava uma fábrica de papel da qual ela e as irmãs são herdeiras. “Ela entrou com o processo junto às irmãs para conseguir ações dessa fábrica, é uma linha que estamos investigando, mas há várias outras que não podemos abrir ainda”, afirmou. A hipótese de ter sido um latrocínio (roubo seguido de morte) está praticamente descartada.

Depoimento

O marido da vítima, brasileiro, descendente de japoneses, Roberto Nanamura, contou à polícia que era casado com Clemans havia oito anos. Os dois moravam na cidade de Waxhaw, no estado da Carolina do Norte, nos EUA e ela vinha com frequência ao Brasil, onde ficava por meses. Segundo depoimento do marido, Clemans já havia marcado vários compromissos com amigos para quando ele também viesse a Curitiba, no dia 30 de maio.

A relação do casal era tranquila, segundo o delegado. “Ele mostrou que era muito apaixonado pela mulher. Estava bem abalado com o crime”, contou Recalcatti. Nanamura ainda disse à polícia que a esposa provavelmente usava um anel de rubi quando ocorreu o crime. A joia não foi encontrada.

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