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Metrô de Curitiba volta à estaca zero

Da Gazeta do Povo

Depois de uma década de projetos e estudos técnicos que consumiram quase R$ 11,5 milhões, o projeto do metrô curitibano voltou à estaca zero. A prefeitura anunciou ontem que convocará empresas para aprofundar os estudos para implantação do novo modal. O objetivo é viabilizar a obra, considerada “inconsistente” pela Comissão de Revisão do Projeto do Metrô de Curitiba.

Da proposta inicial, apresentada ainda na gestão do ex-prefeito Luciano Ducci, apenas o traçado deve ser mantido – 14,2 quilômetros, entre a Cidade Industrial e a Rua XV de Novembro, no Centro da capital. O custo da construção também deve ser bem maior do que os R$ 2,3 bilhões previstos anteriormente.

A Comissão de Revisão do Projeto do Metrô de Curitiba apontou falhas consideradas graves no projeto inicial, que inviabilizariam a realização da obra. Isso porque a prefeitura pretende executar a obra por meio de uma nova modalidade construtiva, chamada Shield, que é mais cara. O método consiste em uma escavação mais profunda, a pelo menos 30 metros da superfície, feita por uma máquina conhecida como Tunnel Boring Machines, ou “Tatuzão”.

O relatório da Comissão de Revisão informa que o Shield tem um custo de execução aproximadamente 30% maior que o NATM (túnel escavado próximo à superfície) e entre 40% e 50% maior que o Cut and Cover (túnel mais raso em um sistema em que se escava e cobre), as modalidades construtivas inicialmente previstas e que agora serão abandonadas.

Segundo o secretário municipal de Planejamento e Gestão, Fábio Scatolin, a vantagem é que o método Shield gera menos impactos sociais, econômicos e ambientais ao longo do processo de construção. A prefeitura temia os transtornos do trânsito na região em obras e o prejuízo causados a moradores e comerciantes com a interdição de ruas e quadras.

A comissão confirma que o metrô curitibano vai custar mais caro com a alteração do projeto, mas não revela valores. Em Porto Alegre – onde o projeto inicial de implantação do metrô é semelhante ao de Curitiba – abandonou-se a modalidade Shield justamente por causa do alto custo. A proposta apresentada pela Invepar/Odebrecht nesta modalidade apontava custo de R$ 9,5 bilhões: três vezes mais que os R$ 3 bilhões previstos inicialmente. Depois disso, a prefeitura de lá decidiu convocar as empresas para apresentar propostas na modalidade Cut and Cover.

Manifestação

O nome oficial da convocação a ser feita pela prefeitura é Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), um instrumento legal de consulta pública do mercado previsto na Lei das Parcerias Públicos Privadas (PPPs). As empresas que quiserem executar a obra poderão realizar estudos complementares e apresentar suas conclusões em até 90 dias. Neste processo, não haverá custos para o município. Ao fim, a prefeitura escolherá o projeto mais viável, adotado integral ou parcialmente, por meio de uma PPP.

Prefeitura tem até agosto para confirmar verba federal de R$ 1 bilhão

Curitiba tem até o dia 30 de agosto deste ano para garantir o aporte de R$ 1 bilhão do governo federal para o projeto do metrô. Para isso, o município precisa confirmar à União que vai executar a obra. Não é preciso que o projeto esteja concluído. Basta um sinal verde da prefeitura para que a verba seja incluída na Lei Orçamentária Anual (LOA) federal.

“É um dinheiro para a mobilidade que vamos fazer todo esforço para não perder”, garante o secretário municipal de Planejamento e Gestão, Fábio Scatolin. Outros R$ 300 milhões devem ser destinados ao projeto pelo governo estadual. A contrapartida do município é menor: R$ 82 milhões. O restante virá de uma futura parceria público-privada com a empresa que se habilitar para a execução da obra. A estimativa mais otimista da prefeitura prevê que, se todo o processo de projeto for realizado dentro do previsto, as obras do metrô comecem a sair do papel em março do ano que vem.

Pires na mão

Ao comentar a provável elevação dos custos do metrô, Scatolin não descartou a hipótese de pedir uma nova ajuda federal. “Acho que o governo federal é sempre uma opção importante. Hoje a concentração de recursos federais é grande e a União é sempre parceira nesse tipo de processo”, disse.

17 Comentários

  1. Doutor Prolegômeno Responder

    É típica discussão de uma cidade da roça. A vilinha continua a mesma. Depois de décadas de planejamento e investimento em transporte de superfície, agora vem de novo esta estória da carochinha. Coisas da roça, como na piada sobre Adhemar de Barros que prometeu construir uma ponte numa cidade de interior, que não tinha rio. Avisado do engano, Adhemar não perdeu a pose e disse que mandaria desviar o curso do rio mais proximo, para então construir a sonhada ponte.

  2. na novíssima gestão, o custo do metrô curitibano já vai aumentar antes mesmo de começar a licitar…. que beleza.
    quem votou nessa troupe que engula…

  3. É só no Brasil mesmo e com muita vergonha no Paraná que ainda pensam em construir metro subterrâneo. Já existe as canaletas do oníbus, é só construir o metro elevado. Mas isso não deve dar muito suborno, então. Vamos de tatuzão mesmo.

  4. Meu Deus do céu, jogaram fora R$ 11,5 mi de Reais, 10 anos de estudos e ainda querem gastar mais? Tudo isto é uma loucura. E querem ainda gastar mais. Debaixo deste angu tem caroço.

  5. Prefeito Ivo Arzua Pereira Responder

    Isso a E$teio,oC$$IO e o Du$$i,já sabiam 1Bilhão iria virar 8,5 Bilhões…Acertou em cheio a comissão de revisão do projeto do metro

  6. Será que a revisão do Projeto do metrô (feita, vejam só, por comissão com integrantes da era Ducci, daí a pergunta futebolesca: Arnaldo é possivel o auditado cuidar da auditoria?) e o grande risco de perda dos recursos federais comprovam que os empresários de ônibus mandam em Curitiba afinal eles certamente não querem dividir seus lucros com os gastos do metrô? será que o prefeito não percebe isso? Será que a Ministra Gleisi grande defensora do Metrô concorda com isso, aliás por que ela não garante a manutenção desses recursos em um novo projeto de VLT por exemplo? Mais uma coisa: passaram-se mais de 100 dias para decidirem que convocarão empresas para apresentar novo projeto no prazo exíguo de 90 dias, por isso a pergunta necessária é: não há na Prefeitura pessoas capazes de ter feito, nos 100 dias, esse novo projeto? como o prazo da dita auditoria será maior do que aquele concedido à elaboração do novo projeto? será que os interessados advinharam que haveria essa reformulação e, então, já tem o novo projeto pronto ou alinhavado?

  7. Maria fuxiqueira CWBmacumbeira Responder

    Esta história pelo jeito vai acabar em pizza,meu Deus porque nao fazem o VLT na Europa interira tem além de ser mais barato em apenas 2 anos fica pronto,e moderno e mais econômico,e atual,chega de ignorancia e estrangeiras parece um bando de nerds parecem umas tartarugas VLT ja

  8. De olho nas notícias! Responder

    Como que um governo municipal que chora tanto por causa de dívidas herdadas(???), inclusive envergonhando a cidade em nível nacional, agora propõe a implantação de um projeto que, em tese, custará quase 1 bilhão a mais? Não seria uma afronta à própria presidente da república, que por duas vezes, classificou o projeto de Curitiba como um dos melhores já apresentados?

  9. Olha, não é bom sinal quando um economista passa a deterninar a melhor alternativa construtiva de uma obra de engenharia. Cada um na sua especialidade. Além disso não é factível que inúmeros técnicos em mais de 2 anos tenham errado tanto e, em 4 meses, o economista tenha encontrado a solução para tudo, com aumento de gastos, por óbvio.

  10. Que coisa escabrosa. voces dimensionam custo sem ter projeto, não posso acreditar que fomos traídos, é o que dizem, o PT tomou conta da administração . O atual prefeito a cada dia apresenta uma desculpa um factóide para desviar atenção do que? .

  11. atitude correta! em nenhum lugar do mundo um projeto para implantação de metro vem por substituição de modal de transporte e sim como complementação! retirar os ônibus das canaletas para passar um metro enterrado por baixo e tudo virar parque?
    só em ctba mesmo!
    isso é totalmente contra a conceitos de urbanismo e transporte urbano!
    parabéns ao prefeito e sua equipe!

  12. Esse é um jeito muito seguro de mudar , mesmo. Ao invés de economizar, aumentam os gastos.

  13. NA CORDA BAMBA Responder

    Este é a maneira mais incorreta de governar. Critica projetos dos
    antecessores, obstrui o que já está em andamento e não acrescenta
    nada de concreto e efetivo. Assim caminha a nossa política…

  14. Coelho Ricochete Responder

    Sai prefeito, entra prefeito, e nenhum consegue cavar um buraco direito? Querem uma assessoria? De buraco eu entendo!

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