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Cobradora se diz arrependida, mas afirma que só uma parte da discussão foi mostrada

De Felipe Ribeiro e Antônio Nascimento, Banda B:

A cobradora de ônibus de Curitiba que causou polêmica após ter o vídeo de uma discussão com um passageiro respondeu as críticas em entrevista ao repórter Luiz Henrique de Oliveira, da Rádio Banda B, na tarde desta sexta-feira (10). De acordo com ela, que não quis se identificar, tudo começou pelo estresse de um dos passageiros, que ficou inconformado com a manobra que o motorista do coletivo fazia antes do desembarque no Terminal do Fazendinha.

“Um ônibus articulado estava trancando o local de desembarque do ônibus e o motorista buscou manobrar para uma melhor condição de desembarque. Nisso, esse passageiro veio com palavras de baixo calão e dizia que estávamos de palhaçada, acabei não contendo os nervos e falando aquilo”, lamentou.

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Segundo ela, o vídeo só mostra o momento que ela “perdeu a cabeça” e está fora de contexto. “Eu não consegui me controlar, é fácil julgar, mas ninguém passa o que a gente passa no transporte coletivo, muitas vezes você não pode ir nem no banheiro para cumprir o horário”, disse.

A cobradora afirma que se arrepende pelo caso e que se pudesse voltar atrás, ela voltaria. “Se eu ofendi os passageiros, foi coisa do momento. Na linha eu tenho vários amigos, uns até me trazem bolacha e um café. Se eu pudesse voltar atrás eu faria tudo diferente e pediria para o motorista abrir a porta e deixar eles saírem”, afirmou.

O momento foi flagrado por um internauta na última segunda-feira (6). A empresa responsável pelo coletivo afastou a funcionária do cargo.

Ouça a entrevista com a cobradora aqui.

5 Comentários

  1. Claramente frustrada na profissão querendo justificar o injustificável. Trabalho com público e também engulo os maiores desaforos possíveis, mas NADA me dá o direito de faltar o respeito com outros seres humanos, NADA! Esse tipo de gente envergonha seriamente a raça humana!

  2. Também acho que a moça deveria ser ouvida antes de se tomar qualquer posição! –
    Ademais, existe público, e público!
    Lidar com o público da Biblioteca Municipal, ou do Teatro Guaíra é uma coisa; mas lidar com o público do ônibus do Caximbó de Baixo, ou do Bailão do Cataúcho III, lá na Estrada da Tranqueira s/nº, é outro…
    Se ela fosse funcionária pública certamente a PMC já teria vindo em seu socorro, com mil assistentes sociais, etc etc etc; como a infeliz é uma terceirizada, pedem-lhe a cabeça numa bandeja de latão, baseados num gravação de celular, feita pela parte que supostamente estaria sendo atacada, e mostrada do meio pro fim!

  3. Brenda,
    lendo seu comentário cheguei a conclusão que a cobradora merece a pena de morte! Calma, quem nunca acordou de mau humor e acabou falando o que não devia?

  4. Cara Brenda voce deve ser uma burguesa,não sabe o que é enfrentar o povão.A pobre coitada da cobradora deve ter ficado irritada pela carga horaria de trabalho, má educação do passageiro, temor de assalto, baixo salário, e a pouca educação que recebeu.

  5. Analista de Bagé Responder

    A cobradora não gosta de lidar com pobres, segundo suas próprias palavras no vídeo que, exibido parcial ou integralmente, não deixa dúvidas de que a operadora do transporte coletivo não reúne condições de prestar serviço à população (sejam os usuários educados ou não – os quais devem também respoder por suas ofensas).

    Caso de Polícia e não do Ministério do Trabalho, tampouco do Conselho de Psicologia.

    Os Juizados Especiais Criminais, desde 1995, atendem situações infelizmente cotidianas como esta.

    Impunidade, jamais!

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