Uncategorized

Leite fraudado era consumido no Paraná

Amostra de leite recolhida no RS, operação Leite Compensado (Foto: Felipe Truda/G1).

Do G1 RS:

O Ministério Público do Rio Grande do Sul deu início na manhã desta quarta-feira (22) a uma nova fase da Operação Leite Compensado, que investiga a adulteração do produto por transportadores. O alvo agora são duas transportadoras localizadas em Rondinha, no Norte, e Boa Vista do Buricá, no Noroeste do RS. Até as 8h20, três pessoas foram presas. Os promotores cumpriram quatro mandados de prisão e outros quatro de busca e apreensão nos dois municípios. Um dos suspeitos já estava preso.

De acordo com o promotor Mauro Rockenbach, o leite batizado era transportado pelos investigados até a Confepar, do Paraná. “Seguiam levando o leite gaúcho sabendo desde fevereiro que esse leite estava com restrição. O produto ia para Pato Branco”, disse ao G1 o promotor no início da manhã desta quarta.

Em nota emitida em 14 de maio, a Confepar informa que sempre cumpriu com rigor seus procedimentos e controles internos de qualidade. “A Confepar repudia ações fraudulentas, como as citadas nas investigações do Ministério Público na operação “Leite Compensado”, no Rio Grande do Sul”, cita a nota. A empresa ainda não se manifestou depois da operação desta quarta. A Confepar envasa as marcas Polly e Cativa.

De acordo com a investigação, as transportadoras adulteraram pelo menos 120 mil litros de leite nas duas cidades nos últimos três meses. O MP ressalta que este volume foi apreendido e não chegou ao mercado. Na manhã desta quarta, o leite que estava em caminhões na transportadora foi apreendido por técnicos do Ministério da Agricultura e será analisado. A previsão é que o resultado dos testes saia em até três dias.

“A indústria sabia que todo esse grupo estava com restrição por fraude de formol porque foi enviado um memorando. Eu não estou dizendo que eles industrializavam este leite, mas eles sabiam. Eles que digam o destino que deram ao leite recebido”, afirmou o promotor após as prisões.

O esquema é semelhante ao encontrado nos outros núcleos já investigados: os envolvidos misturavam água e ureia ao leite antes de levar o produto para as empresas, para dar consistência ao líquido e lucrar mais na comercialização.

Comente