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MP pede recolhimento
de amostras de leite da Confepar

Do G1 PR:

A promotoria da saúde do Ministério Público de Londrina, no norte do Paraná, pediu o recolhimento de algumas amostras do leite vendido pela cooperativa Confepar, na quinta-feira (23). A empresa é suspeita de ter comprado leite adulterado com ureia e água de transportadores de duas cidades do Rio Grande do Sul.

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As análises das amostras serão realizadas pela Vigilância Sanitária, segundo o MP-PR. Três pessoas foram presas durante uma nova fase da Operação Leite Compensado, realizada pelo MP-RS na quarta-feira (22), suspeitas de envolvimento no esquema.

Na quinta-feira (23), um deles, preso preventivamente em Rondinha, confessou participação no esquema e afirmou ao MP-RS que revendia o leite adulterado para a cooperativa paranaense. As revelações foram feitas após uma proposta de delação premiada, segundo o MP. Por causa do acordo, o transportador ganhará liberdade imediata e terá uma eventual pena aplicada pela Justiça após o oferecimento da denúncia reduzida pela metade.

Ainda durante o depoimento, o suspeito deu detalhes de como funcionava o esquema e disse que em apenas uma oportunidade a Confepar rejeitou a carga transportada por ele. Em todas as demais, o produto com água e ureia foi aceito, conforme o MP. A empresa envasa produtos lácteos das marcas Polly e Cativa.

De acordo com o promotor Mauro Rockenbach, a Confepar sabia da adulteração do leite desde fevereiro deste ano. “Seguiam levando o leite gaúcho sabendo desde este mês que esse leite estava com restrição. De acordo com a investigação, as transportadoras adulteraram pelo menos 120 mil litros de leite nos últimos três meses.

O G1 tentou contato com a assessoria de imprensa da Confepar na manhã desta sexta-feira (24), mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. Em uma manifestação anterior, por meio de nota, a cooperativa disse reiterar seu “repúdio a ações fraudulentas” e reafirmou que “sempre cumpriu com rigor seus procedimentos e controles internos de qualidade”.

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