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Militares e oposição derrubam presidente
do Egito

Imagem de televisão mostra o anúncio do general Abdel-Fattah el-Sissi à população do Egito; as Forças Armadas do país anunciaram nesta quarta a destituição de Mohammed Mursi, primeiro presidente do Egito a ser eleito, democraticamente, depois da derrubada do ditador Hosni Mubarak.

Mohammed Mursi, primeiro presidente eleito democraticamente no Egito, foi deposto nesta quarta por um golpe de Estado das Forças Armadas, associadas à oposição política, após milhões terem ido às ruas pedir sua renúncia.

De acordo com relatos, ele foi avisado pelas Forças Armadas por volta das 19h do horário cairota (14h, em Brasília) de que não o ocupava mais o cargo.

Às 21h, Abdul Fatah al-Sisi, chefe do Exército, anunciou a deposição e apresentou os próximos passos políticos a serem tomados no país. Seu discurso foi encoberto, nas ruas, pelo clamor popular e os fogos de artifício que tomaram o céu.

Al-Sisi também anunciou a suspensão da Constituição vigente, aprovada em dezembro em referendo popular e escrita por uma Assembleia majoritariamente composta por conservadores radicais alinhados à Irmandade Muçulmana.

Segundo o anúncio, a Constituição está suspensa e o país será liderado, temporariamente, pelo líder da Suprema Corte Constitucional –conforme demandava a oposição.

O líder da oposição a Mursi e Nobel da Paz, Mohammed ElBaradei, apoiou o golpe, pedindo “justiça social para cada um dos egípcios”.

O xeque da mesquita de Al-Azhar esteve ao lado de Sisi durante o pronunciamento e discursou, manifestando apoio à manobra. O papa copta Tawadros 2º, líder da minoria cristã do país, também se alinhou aos militares, dizendo que “todos nós nos unimos debaixo da bandeira egípcia”.

O fracasso do governo Mursi tem forte significado na região, por se tratar de um dos símbolos da Primavera Árabe. Em 2011, multidões depuseram o ex-ditador Hosni Mubarak, após décadas de regime.

A saída de Mursi também significa que falhou o governo baseado em uma modalidade política do islã. Em um momento histórico, a mensagem está clara para outros países em que a insurgência deu espaço para a ascensão de islamitas, caso de Tunísia e Iêmen.

O Exército do Egito havia estabelecido, na segunda-feira, um ultimato de 48 horas para que Mursi apaziguasse os protestos populares contra seu governo. No domingo, o aniversário de um ano de sua chegada ao poder motivara manifestações em massa no país.

O prazo dos militares foi encerrado às 17h (12h, em Brasília), e as horas seguintes foram de ansiedade e incerteza nas ruas do Cairo. Membros da Irmandade Muçulmana se reuniam em bairros protegidos por militantes, enquanto opositores comemoravam, mesmo antes da notícia, a deposição de Mursi.

As notícias foram esparsas, e davam conta, aos poucos, de que Mursi havia sido proibido de deixar o país e, em seguida, levado ao Ministério da Defesa para sua própria segurança. O Ministério do Interior aliou-se, durante a tarde, ao Exército.

O comunicado foi estabelecido após reunião entre a oposição, representada por Mohamed ElBaradei, líderes islâmicos do centro de estudos Al-Azhar e membros da comunidade cristã do Egito.

INTERINO

Caso se confirme o anúncio dos militares de que o chefe da Suprema Corte Constitucional assume o poder até a realização de novas eleições, esta tarefa deverá caber a Adly Mansour.

Ele era o primeiro-vice da Corte até o último domingo, mas foi alçado à presidência porque o então chefe do tribunal, Maher al-Beheiry, teve de se aposentar por limite de idade. O decreto que determinou a troca de comando na Corte a partir de 1º de julho foi assinado pelo então presidente Mohammed Mursi em 11 de junho.

Mursi havia sido eleito em 2012, após Mubarak ser derrubado. Ele assumiu um país em crise econômica e social e, durante seu mandato, irritou a população ao seguir uma agenda considerada como demasiada conservadora.

12 Comentários

  1. fiscalde realeza Responder

    É ISSO QUE A GLOBO E O PSDB QUEREM PARA O BRASIL DAR UM GOLPE DE ESTADO COMO ELES AJUDARAM A DAR NO PARAGUAI

  2. Jairo Antonio Broch Responder

    Já pensou esta moda pega e as Forças Armadas façam isto aqui no Brasil? Acredito que pior não ficaria!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  3. Por favor militares copiem esse exemplo do Egito , estamos precisando urgente de ordem nesse PAÍS, confiamos em vces.

  4. O presidente Mohammed Mursi, vinha mexendo na constituição a fim de islamizar o Egito, ou estava fazendo o mesmo que o PT vem fazendo com a Constituição do Brasil. Se o povo brasileiro não conseguir barrar os ímpetos dos ptralhas, estou de acordo com a intervenção das forças armadas. Caso contrário, os mensaleiros implantam o regime comunista no Brasil.

  5. Doutor Prolegômeno Responder

    Os lulopetistas começam a comprar fraldões para conter a borradeira. A nota homeopática do governo mostra um complexo de Orloff.

  6. O Egito deixa transparecer que vive uma ditadura das armas, utilizando-se de fantoches civis.
    Em democracia muitas contas devem ser feitas do tipo milhares ou milhões vão às ruas, tornam-se uma grande massa que impressiona pelo tamanho.
    A pergunta que deve ser feita é quantos milhares ou milhões não foram às ruas?
    Montada a equação, poderemos saber a representatividade do movimento.
    A cautela deve sempre focar a representação democrática, mesmo que ela não tenha correspondido às expectativas. Votou no ruim! Vote em outro na próxima, ou institua-se uma ferramenta legal e autorizada pelo eleitor a abreviar o mandato dos ruins.
    Tirar quem quer que seja a força é golpe contra a democracia.

  7. sergio silvestre Responder

    Enquanto megalomaniacos autoridades,governos e politicos em geral continuarem com essa boa vida,jatinhos particulares,iates etc,pode estar perigando sua vida nababesca.
    O povo está se unindo,e se não dispersar,logo seremos maiorias protestando,logo serão os palacios,depois o expurgo desta gatunagem.

  8. Os militares egípcios apenas impediram a instalação de mais uma república muçulmana fundamentalista no Oriente Médio, a exemplo do Irã e utras aberrações de lá.
    O mesmo fizeram aqui, nossos militares em 1964. A única diferença, é que aqui, dilma e sua gang queriam instalar uma ditadura comunista, ou do “proletariado” como diziam então!
    E viva os militares egipcios; que por omissão, não errarão nunca !

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