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Professora da UFPR, antirracista, é condenada por racismo

Lígia Regina Klein, professora de pedagogia da UFPR foi condenada por infração ao art. 140, § 3º, combinado com o art. 141, inc. III e art. 70, todos do Código Penal. Ou seja, por crime de racismo, denunciada por duas alunas que se consideraram ofendidas quando por ela admoestadas. Há consternação no universo acadêmico. Ligia é conhecida pela sua luta por direitos humanos, militante fiel da esquerda, de declarada posição contra o racismo e outros preconceitos. Basta olhar o currículo Lattes de Lígia para perceber que há um erro de julgamento neste caso. http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=N413502

Mas valeu mais o apelo dramático da denúncia. A prisão de 1 ano e 6 meses e 20 dias em regime inicial aberto foi substituída por penas restritivas de direitos, com 100 horas de Prestação de serviços à comunidade, de segunda a sexta, uma hora por dia após o trabalho, e multa, pelo juiz Mauro Bley Pereira Junior, da 3ª Vara Criminal.

23 Comentários

  1. Mandarová Silva Responder

    “Basta olhar o currículo Lattes de Lígia para perceber que há um erro de julgamento neste caso.” “Mas valeu mais o apelo dramático da denúncia”

    Se ela exerceu o direito de ampla defesa e contraditório, durante todo o processo, onde está o “erro”??

    Mais imparcialidade Sr jornalista… Ninguém está acima da lei… E currículo lattes não é salvaconduto pra cometer atos que afetem a dignidade alheia.

  2. fiscalde realeza Responder

    ESSA PROFESORA FOI INJUSTIÇADA POR GRUPOS DE PESSOAS QUE VIVEM SOMENTE PARA VER SE CONSEGUE AQUI OU ALI ALGUNS TROCADOS PARA VIVER E NAO TRABALHAR ELA SIMPLESMENTE NUNCA FOI RASCISTA E JAMAIS DIRIA O QUE FALARAM E QUE ELA DISSE MAS NESSE PAIS A LEI SÓ DA OUVIDOS QUANDO O ASUNTO DA POLEMICA E PODE SER VISTO COM A IMAGEM DE BOM MOCINHO

  3. Perfeito o comentário da Serena. O racismo hoje é para tudo, assim como homofobia. As pessoas nao podem mais expressar suas ideias.E se um negro me chamar de branquelo, posso processar ele…
    Posso processar um homossexual por rir de minha heterossexualidade…acho que nao….

  4. Analista de Bagé Responder

    Ninguém é julgado por seu passado ou seu currículo, mas sim por um ato ou omissão relacionado a um fato ou mais fatos.

    Simples assim, é indiferente se um padre passou a vida inteira de retidão cristã quando acaba sendo condenado por pedofilia em razão de uma ato realmente praticado contra um adolescente.

    O único “peso” que a boa conduta tem é na hora de atenuar o tamanho da pena aplicada à condenação.

    Portanto, não serve para inocentar ninguém o seu histórico de lutas. A única solução seria não ter praticado os atos dos quais foi acusada e condenada.

  5. Antonio Carlos Carvalho Responder

    É uma pena. Temos que encarar a verdade, o pessoal que se diz antiracista está se tornando o mais racista, intolerante e até boçal possível. Esta Sra é vitima de suas próprias convicções e mostra como a esquerda intolerante, hoje no poder age. Coitado do Brasil está nas mãos de aventureiros da pior espécie.

  6. Esta lei que trata deste assunto e a lei Maria da Penha precisa ser melhorada para não cometer injustiças, pois uma simples testemunha já é suficiente para condenar um indivíduo honesto.

  7. IMAGINEM O MINISTÉRIO PÚBLICO FRENTE A INVESTIGAÇÕES
    O QUE PODE ACONTECER – INVESTIGAR E DENUNCIAR AO MESMO TEMPO – A HISTÓRIA DEMONSTRA QUE DEVE-SE SEPARAR AS PARTES DA PERSECUÇÃO PENAL PARA QUE NÃO OCORRAM ERROS, FALHAS E INJUSTIÇAS.
    POLÍCIA – INVESTIGAR – MP – DENUNCIAR E JUDICIÁRIO JULGAR.
    CADA UM TEM SUA FUNÇÃO PARA QUE O PROCESSO TRANSCORRA DE FORMA JUSTA, MAS HOJE ISSO PODE NÃO OCORRER E AÍ VEM AS INJUSTIÇAS.

  8. Conheço um monte de gente assim, que tem um discurso mas que disfarça uma outra realidade.
    Quem não lembra de Maria Madselva, do mesmo setor de Pedagogia da UFPR, pregava gestão participativa mas era uma totalitária quando foi diretora do Colégio Estadual.

  9. Íncrivel como pode haver erro de julgamento tão flagrante, sem palavras .. Lígia continue lutando, as pessoas que te conhecem sabem que voce é uma pessoa íntegra e que nunca poderia ter sido acusada de racismo,
    As alunas que te denunciaram cometeram o maior erro de suas vidas.

  10. Mas não foi a UFPR a portadora da maior bandeira das famosas cotas? Eis que a criatura se vira contra o criador…
    Dali, tudo pode se esperar

  11. Apesar de JORGE ter postado Domingo, 21 de Julho de 2013 – 12:06 hs, pensamento seu acerca da investigação do Ministério Público, o que demonstra o seu desconhecimento com o assunto ou estar vinculado por alguma razão a esse argumento, meu comentário se limitará ao autor do blog que postou:

    “Lígia Regina Klein, professora de pedagogia da UFPR foi condenada por infração ao art. 140, § 3º, combinado com o art. 141, inc. III e art. 70, todos do Código Penal. Ou seja, por crime de racismo”

    Não não não amigão. Tu estas enganado, o crime do art. 140, § 3º do Código Penal é injúria racial e não racismo, que é previsto na lei 7716/89.

    São crimes totalmente diferentes com bens jurídicos e vítimas diferentes.

    Enfim, a professora jamais foi condenada por racismo, mas pelo crime de injúria qualificado pelo preconceito racial.

  12. Um grande equívoco esse julgamento.
    A delegada que efetuou o inquérito já havia solicitado o arquivamento, uma vez que sequer havia indícios de crime.
    Posteriormente, na ação penal, o próprio Ministério Público (que é o órgão acusador) pediu a absolvição da professora.
    E, ainda assim o juiz a condenou?
    Estranho, estranhíssimo!

  13. Parreiras Rodrigues Responder

    Tô me policiando o máximo para não agredir a lei anti-racista. Ontem mesmo, na panificadora, pedi um quitute afro-descendente com distúrbios neurológicos. Diante do espanto de Rosa, a atendente, cochichei no seu ouvido: “Um bolo nega-maluca”.

  14. Cansei de falar que em breve qualquer cidadão que se julgue ofendido por alguma razão, vai sem dúvida partir do princípio que está sendo vítima de racismo ou discriminação pelo sua opção sexual, ai é só dar uma de viado e meter no rabo do coitado.

    É visto que as alunas estão tentando se dar bem, a professora é conhecida por ser uma grande defensora dos direitos das pessoas, mas esperar o que de uma lei ridícula que só serve para acabar com a vida de pessoas boas.

  15. A sentença é totalmente infundada e contraditória. Sou advogada e percebi que a sentença contem tantos absurdos e erros, inclusive, imputando fatos não registrados no processo como cometidos pela Dra. Lígia, que tenho certeza da parcialidade da mesma.
    Ao ler a sentença, como advogada, fico com a certeza de que houve um “medo” do judiciário em não “condenar”, pois ficaria “feio”, perante a repercussão errônea do caso.

  16. César Ricardo de Andrade Responder

    A professora ajudou a criar um monstro, acreditando que seria capaz de controlá-lo. No fim, apenas provou do próprio veneno. Em um país onde todo mundo que levar vantagem em tudo, seria muita ingenuidade não esperar que coisas como essa acontecessem.

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