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Vereadora Ana Maria, a do autossequestro, depõe na CPI em Ponta Grossa

Do G1 PR, com informações da RPC TV Ponta Grossa:

A vereadora Ana Maria de Holleben (sem partido) prestou depoimento na Comissão Parlamentar Processante da Câmara de Vereadores de Ponta Grossa, região dos Campos Gerais do Paraná, na tarde desta quinta-feira (22). Segundo a Polícia Civil, a vereadora forjou o próprio sequestro após a cerimônia de posse no dia 1º de janeiro.

O depoimento durou meia hora e a vereadora esteve acompanhada o tempo todo do advogado de defesa. Holleben respondeu às perguntas feitas pelos três vereadores que compõem a CPP, mas a imprensa não foi autorizada a acompanhar o depoimento. Esta foi a última oportunidade da vereadora se manifestar oficialmente.

Agora os vereadores que fazem parte da Comissão tem até a quinta-feira (29) para apresentar o relatório final que irá definir se haverá a cassação do mandato da vereadora ou o arquivamento do caso.

Após depor, a vereadora e o advogado não concordaram com o documento onde consta o resumo da versão dada por ela e pediu mudanças. Os membros da comissão continuaram conversando com o advogado de defesa por quase uma hora. A vereadora não quis falar com a imprensa.

A vereadora deveria ter prestado o depoimento na sexta-feira (16), mas enviou um atestado médico alegando problemas psicológicos e ficou afastada das atividades da Câmara por cinco dias.

A defesa de Ana Maria de Holleben precisa apresentar até terça-feira (27) as alegações finais por escrito. A Comissão deve entregar o relatório na quinta-feira e precisa realizar uma sessão até a sexta-feira (30) para votar no que será indicado no relatório final.

“A Comissão avalia que trabalhou dentro das normalidades, trabalhou com bastante empenho, sempre pautado na questão da lei e que vai concluir dentro das normalidades o devido processo legal”, afirmou o presidente da Comissão, Márcio Schirlo.

A votação
Na quarta-feira (14), o presidente da câmara, Aliel Machado (PC do B), junto ao departamento jurídico da Casa, anunciou que a votação que pode definir a cassação da vereadora será aberta.

O caso já foi investigado por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). O relatório final apontou a quebra de decoro parlamentar. Para continuar com as investigações, os vereadores decidiram criar a CPP. Desde 3 de junho, o caso está sendo avaliado pela nova comissão.

Após análises dos parlamentares da CPP, três membros da comissão, Marcio Schirlo (PSB), Rogério Mioduski (PPS) e Julio Küller (PSD), pediram o arquivamento do relatório, que foi derrubado em votação em 24 de junho, em sessão extraordinária. Neste dia, eleitores compareceram à Câmara pedindo para que os vereadores votassem a favor da continuidade das investigações. Foram 17 votos contra três.

3 Comentários

  1. Vigilante do Portão Reply

    Não resolveram isso ainda?

    Era caso para ser solucionado em 15 dias.

  2. Duvido que cassem. Vai prevalecer o corporativismo. Não vão abrir precedente.

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