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MP diz que maquiador matou mulheres por intolerância religiosa

Do G1 PR, em Londrina:

O Ministério Público (MP) apresentou denúncia contra o maquiador de 30 anos, suspeito de assassinar a própria mãe e mais três vizinhas no início de agosto em Londrina, no norte do Paraná. Segundo o promotor de Justiça Thadeu Lima, o rapaz teria agido motivado por intolerância religiosa no assassinato das vizinhas, que eram praticantes do Candomblé. Também foram solicitados exames de sanidade mental. A denúncia foi encaminhada para a 1ª Vara Criminal de Londrina na quarta-feira (21).

Os crimes aconteceram na noite do dia 3 de agosto, no Jardim Bancários, região oeste da cidade. De acordo com a Polícia Militar (PM), o rapaz primeiro matou a própria mãe, de 46 anos, após ela tentar defender a namorada, com quem o suspeito morava. Depois, ele foi até uma casa vizinha, onde matou, ainda segundo a polícia, outras duas mulheres, de 63 e 86 anos, e uma criança, de dez anos. O homem foi preso após seguir perseguindo a namorada até um salão de festas, onde foi contido por algumas pessoas que lá estavam.

Interrogado no dia 6, o maquiador disse que não se arrepende dos crimes e alegou que “foi impulsionado por uma ordem de Deus”, segundo o delegado William Douglas Soares, responsável pela investigação. No inquérito policial encaminhado ao Ministério Público, o suspeito foi indiciado por quatro homicídios qualificados e uma tentativa de homicídio qualificada, por tentar matar a namorada.

De acordo com o promotor, a denúncia por intolerância religiosa foi apontada após ser verificado o depoimento do suspeito e ouvir pessoas próximas as vítimas. “São vários fatores que nos fizeram apontar isso. Segundo os relatos, ele estaria demonstrando um fanatismo religioso semanas antes dos crimes. Além disso, foi verificado na casa da vizinha que alguns objetos religiosos estariam quebrados, mas não por apenas serem derrubados, mas até mesmo por terem sido arremessados”, explicou Lima.

O delegado William Soares informou que respeita a denúncia feita pelo MP, mas mantém sua posição apresentada no inquérito. “Não encontramos indícios que a motivação dos crimes foi por intolerância religiosa. Entre outras razões, está o fato da morte da própria mãe, a tentativa de homicídio contra a namorada e o suposto surto que ele teve em Cambé, horas antes dos crimes”, afirmou.

Os documentos apresentados pelo MP serão analisados pela juíza responsável pelo caso.

1 Comentário

  1. Caro Fabio, se a leitura deste caso for bem feita veremos que esta “denuncia de intolerancia religosa” foi um arranjo jutidico de “promotores que querem se promover e são tendenciosos” após pressão de ativistas religosos e não das investigações da Policia Civil que adequa perfeitamente o ocorrido com o inquerito policial, e que foram realizados de forma eficaz.
    Acontece que é “moda” e “exposição certa na midia” colocar qualquer tema que dissimine qualquer fato contra os Evangelicos principalmente.
    Alias gostaria de saber o porque de que os ativistas gays não promoveram um massacre contra o Papa que falou contra o homossexualismo e contra o casamento gay. Como voce sempre diz assim caminha a humanidade..

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